Mão e Punho: SBOT Série Ortopedia Cirúrgica
Diagnóstico
O quadro clínico se caracteriza pela “queda” da falange distal, dor à palpação e eventual edema no dorso da interfalangiana distal. As radiogra as nas incidências de frente e per l permitem visualizarmos se existe ou não um fragmento ósseo, o tamanho e a quantidade de desvio do mesmo.
TRATAMENTO
Não existe consenso na literatura em relação ao melhor tratamento
desta enfermidade.3 A maioria dos trabalhos na literatura defendem o tratamento conservador para todos os subtipos de dedo “em martelo” com imobilização bloqueando somente a IFD, utilizando para isso uma tala metálica ou de material plástico termo moldável por 6 semanas, seguida de imobilização noturna por mais 2 semanas
(Figuras 1-1 e 1-2). Este tipo de tratamento é bem aceito pelos pacientes e em geral traz bons resultados. Por outro lado, muitos autores preferem a abordagem cirúrgica, principalmente nos casos com avulsão óssea com ou sem subluxação, já que consideram difícil a redução e manutenção do fragmento, não admitem o desconforto causado pelo tempo prolongado de imobilização que pode causar rigidez articular da IFD e a possibilidade de isquemia de pele nos casos tratados com hiperextensão da IFD.
FIGURA 1-1 Imobilização em extensão da interfalangeana distal.
FIGURA 1-2 Posição do fragmento avulsionado na radiogra a de per l, após a imobilização.
Indicações Nas fraturas intra-articulares em que o fragmento avulsionado dorsal é igual ou maior que 1/3 da superfície articular, com ou sem subluxação da falange distal.