Mão e Punho: SBOT Série Ortopedia Cirúrgica
Capítulo 3: Fraturas dos metacarpianos
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Fraturas dos metacarpianos
Nilton Mazzer, Cláudio Henrique Barbieri, Luiz
Garcia Mandarano Filho, Márcio Takey Bezuti
INTRODUÇÃO
As fraturas dos metacarpianos estão entre as mais comuns do membro superior, com aproximadamente 10% dos casos. Os raios mais externos da mão (dos 1º e 5º dedos) são os mais acometidos. Sua incidência é maior no gênero masculino e na faixa etária entre os 10 e os 40 anos, período em que a exposição aos traumas esportivos e acidentes de trabalho é especialmente superior.
Não obstante o enorme avanço nas técnicas de osteossíntese e
na qualidade dos implantes, principalmente nos últimos 30 anos, a maioria dessas fraturas ainda pode ser satisfatoriamente tratada de maneira não cirúrgica. Isso se deve ao fato de que costumam ser estáveis antes e após as técnicas de redução fechada, evoluindo bem com imobilização protetora e reabilitação precoce.
Na possibilidade de tratamento cirúrgico, deve-se considerar a
idade do paciente, sua ocupação, a presença de doenças sistêmicas, os recursos técnicos à disposição do cirurgião, seu treinamento e a aceitação do paciente. Estão entre as indicações de xação cirúrgica os casos de fraturas irredutíveis por técnicas fechadas, fraturas intra-articulares, fraturas com desvio rotacional, fraturas expostas, fraturas com falha segmentar, associação com politrauma, múltiplas fraturas na mão e casos associados a lesão de partes moles como vasos, tendões, nervos e pele.