Mão e Punho: SBOT Série Ortopedia Cirúrgica

Flávio Faloppa · Capítulo 64 de 98

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Mão e Punho: SBOT Série Ortopedia Cirúrgica

Diagnóstico

Desta forma, casos que radiogra camente são classi cados em

estágio 2 podem ser reclassi cados em um estágio 3 ou 4 após TC, RM ou artroscopia.

Esta classi cação, além de ser evolutiva, traz a capacidade de

de nir um algoritmo de tratamento, o qual será comentado adiante.

 

DIAGNÓSTICO

 

O quadro clínico comum é de dor no punho acometido, principalmente na região radial, piorando com esforços e com a extensão forçada. A história normalmente é arrastada, podendo ou não se identi car um episódio de trauma mais grave no passado que demandou algum tratamento ortopédico ou que causou alguma incapacidade por um tempo mais prolongado.

No exame físico encontramos dor na palpação da tabaqueira

anatômica e da região dorsal do punho, intensi cando-se com o desvio radial e a extensão. Testes clínicos para instabilidade, como o de Watson, podem estar presentes. Aumento de volume e crepitação também aparecem em quadros mais graves. A amplitude de movimento pode ou não estar comprometida, conforme o tempo de evolução e a gravidade da artrose.

 

Exames complementares

O método de diagnóstico mais comum é a radiogra a simples do punho, em póstero-anterior (PA) e per l.

Quadros de instabilidade e dissociação escafolunato, ainda sem

grandes sinais de artrite, podem ser de difícil diagnóstico. Atenção deve ser dada ao ângulo escafolunato (normal até 60º), à presença de deformidade semilunar em extensão em relação ao capitato (DISI) e ao aumento do espaço entre o escafoide e o semilunar.