Mão e Punho: SBOT Série Ortopedia Cirúrgica

Flávio Faloppa · Capítulo 76 de 98

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Mão e Punho: SBOT Série Ortopedia Cirúrgica

Histórico

Neste módulo faremos uma análise mais detalhada a respeito do

uso do retalho neurovascular em ilha heterodigital para cobertura de perdas de substância da extremidade dos dedos da mão, sobretudo do polegar.

 

HISTÓRICO

 

Em 1955 Moberg sugeriu o uso de um retalho em ilha neurovascular para uma perda de substância na extremidade do polegar. No ano seguinte (1956) Littler descreveu o uso de um retalho elevado da borda ulnar do dedo médio ou anelar transferido com seu pedículo

intacto para reconstrução da polpa digital do polegar (Figuras 16-1

e 16-2).

 

FIGURA 16-1 Planejamento do retalho.

FIGURA 16-2 Retalho em ilha neurovascular elevado da borda ulnar do dedo médio com seu pedículo intacto para reconstrução da polpa digital do polegar.

 

 

Após este período inicial de euforia com surgimento desta nova

técnica cirúrgica, Tubiana e Duparc, em 1961, começaram a publicar trabalhos reportando algumas das complicações com a utilização da técnica de Littler original, como intolerância ao frio, hiperestesia, deterioração da sensibilidade e, em particular, o

“fenômeno da dupla sensibilidade”. Hueston (1966) apresentou um retalho em “L”, com incisão longitudinal na borda lateral do dedo seguida por incisão transversa à altura da prega de exão, permitindo a rotação e cobertura das lesões.

A partir daí algumas modi cações da técnica original de Littler

começaram a surgir. De Conink (1975) sugeriu a secção do nervo digital do retalho que seria suturado ao nervo ulnar do polegar após o retalho ser transferido para a área receptora popularizada mais