Mão e Punho: SBOT Série Ortopedia Cirúrgica

Flávio Faloppa · Capítulo 25 de 98

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Mão e Punho: SBOT Série Ortopedia Cirúrgica

Fixação Percutânea da Fratura do Escafoide (Via Volar)

 

Indicações

Todas as fraturas do terço médio e algumas do terço proximal do escafoide, instáveis e/ou com desvio inaceitável, podem ser xadas

de modo percutâneo, de distal para proximal (Figuras 4-3 a 4-10).

 

FIGURA 4-3 A. Material. B. Parafusos HCS (headless compression screw).

FIGURA 4-4 A. Marcação do ponto de entrada do parafuso. B. Sob escopia.

 

FIGURA 4-5 Posicionamento do punho para a cirurgia.

FIGURA 4-6 A. Imagens radiográ cas da fratura do escafoide em AP. B. Per l.

 

 

FIGURA 4-7 Entrada do o-guia com angulação de 45 graus.

FIGURA 4-8 Medição do tamanho do parafuso pelo o-guia.

 

FIGURA 4-9 A. Broqueamento. B. Passagem do parafuso.

FIGURA 4-10 Aspecto nal da pequena incisão volar.

 

 

Contraindicações

Fraturas do polo proximal com fragmento muito pequeno devem ser

xadas via dorsal (de proximal para distal). Quando há deformidade

em corcova, ou colapso do escafoide, é preferível que seja feita

xação por via aberta.

 

Anatomia relacionada

É necessário ter conhecimento da anatomia do punho e dos ossos do carpo para realizar a xação percutânea. O tubérculo do escafoide pode ser palpado proximalmente à região tênar, quase na prega de

exão do punho, e é o ponto de entrada do parafuso. A posição

deste parafuso deve seguir a angulação que o osso se apresenta. Leventhal et al. descreveram o ponto de entrada ideal do parafuso para que se aproveite seu maior comprimento longitudinal, 1,7 mm dorsal e 0,2 mm radial ao ápice do tubérculo do escafoide.

 

Técnica cirúrgica Para se realizar a xação percutânea da fratura do escafoide, é necessário uma mesa radiotransparente e aparelho de uoroscopia.

O paciente é posicionado em decúbito dorsal, com o membro

superior acometido abduzido e supinado sobre uma mesa própria para cirurgia de mão. O ponto de entrada do o-guia é marcado, e o punho deve ser colocado em extensão e desvio dorsal, com ajuda de campos cirúrgicos e do auxiliar da equipe.

Após a introdução do o-guia na pele, deve-se con rmar o

posicionamento dele com a radioscopia. Passa-se o o-guia com uma angulação de 45 graus no plano coronal e também 45 graus no plano axial, e depois é feita a medição do tamanho do parafuso. Após a medida ter sido con rmada, uma incisão mínima é feita para a passagem da broca. Todos os passos são executados com ajuda da imagem do aparelho de uoroscopia, con rmando a posição no anteroposterior e no per l. Após o broqueamento, é passado o parafuso e observada a compressão interfragmentária.

 

Pós-operatório

Por se tratar de um procedimento minimamente invasivo, e de uma síntese bastante estável, o paciente pode receber alta assim que bem desperto e sem queixas álgicas. É permitida mobilidade precoce, porém não é necessário nenhum tipo de imobilização gessada ou órtese. Deve-se apenas evitar atividades com peso na mão acometida. A xação percutânea do escafoide possibilita rápida recuperação funcional.

 

Caso clínico

Paciente do sexo masculino, 26 anos, com história de queda ao solo com a mão espalmada durante uma partida de futebol. Apresentava edema discreto na mão esquerda, e dor à palpação da tabaqueira anatômica.

Após a realização de exames radiográ cos, evidenciou-se uma

fratura do escafoide esquerdo, do terço proximal, com fragmento grande. Optou-se pela xação percutânea por via volar, com

parafuso do tipo HCS (headless compression screw) (Figuras 4-3 a 4-

10).

 

Referências

 

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