Mão e Punho: SBOT Série Ortopedia Cirúrgica

Flávio Faloppa · Capítulo 47 de 98

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Mão e Punho: SBOT Série Ortopedia Cirúrgica

Capítulo 10: Fratura do rádio distal: tratamento com dupla placa ortogonal

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Fratura do rádio distal: tratamento com

dupla placa ortogonal

 

Edgard N. França Bisneto

 

INTRODUÇÃO

 

O tratamento cirúrgico com xação adequada do terço distal do rádio, associado à reabilitação precoce, principalmente nas fraturas intra-articulares, apresenta melhor resultado quando comparado ao tratamento conservador. A literatura apresentam bons resultados no tratamento cirúrgico de pacientes idosos com fraturas do rádio distal.

Com o surgimento da técnica de estabilidade angular

desenvolvida pelo grupo AO-ASIF, pela quais os parafusos epi sários não mais dependiam de uma boa qualidade óssea para sua xação, pois passaram a ser rosqueados na própria placa, duas tendências se dicotomizaram no tratamento das fraturas do rádio distal, principalmente em idosos: o uso de placas volares para a correção de fraturas com desvio dorsal e a utilização de placas dorsais ou combinadas de menor per l.

A técnica de placas ortogonais, com placas de 2,4 mm, também

com estabilidade angular, foi descrita e popularizada por Regazzoni, baseada em sua teoria colunar do terço distal do rádio, pela qual as colunas lateral intermediária e medial devem estar estabilizadas

para conferir estabilidade do terço distal do rádio (Figura 10-1).