Mão e Punho: SBOT Série Ortopedia Cirúrgica

Flávio Faloppa · Capítulo 24 de 98

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Mão e Punho: SBOT Série Ortopedia Cirúrgica

Tratamento

O diagnóstico deve ser feito o mais breve possível a m de que

o tratamento seja prontamente instituído. Fraturas que não são diagnosticadas até quatro semanas após sua ocorrência têm um risco substancialmente maior de retardo de consolidação e pseudoartrose.

 

TRATAMENTO

 

O tratamento para as fraturas do escafoide varia de acordo com a estabilidade e o grau de desvio dessas lesões. Fraturas incompletas, fraturas do tubérculo do escafoide, e mesmo aquelas do terço médio ou distal que são estáveis, sem desvio, são tratadas de modo conservador com imobilização gessada antebraquiopalmar, e bloqueio do polegar por 6 a 8 semanas.

As fraturas do polo proximal, por terem maior risco de

pseudoartrose, idealmente devem sempre ser xadas de modo aberto ou percutâneo.

Já para as fraturas instáveis, com desvio maior do que 1 mm,

com perda óssea, cominutas, ou associadas a luxação, preconiza-se a

xação com parafuso de modo aberto ou percutâneo.

Existem diversos métodos de xação das fraturas do escafoide.

Fios de Kirsher, apesar de serem muito conhecidos e de fácil utilização, não possibilitam compressão interfragmentária e exigem imobilização no pós-operatório, além de uma segunda cirurgia para sua retirada. As placas são mais usadas em pseudoartroses. Recentemente, alguns trabalhos demonstraram a utilização de placas para o tratamento da pseudoartrose escafoide.

A xação com parafuso tem se mostrado um método bastante

seguro, relativamente fácil de se executar, e com resultados bastante satisfatórios. O uso do parafuso “sem cabeça” foi descrito por

Herbert e Fisher em 1984, e revolucionou o tratamento dessas lesões. Este tipo de material foi progredindo e atualmente, existem parafusos canulados autocompressivos que possibilitam xação interna rígida do escafoide e levam à consolidação óssea em um número substancial de casos. Esse tipo de xação é executado por via aberta ou de modo percutâneo, com o mínimo de agressão às partes moles. Além disso, a técnica cirúrgica pode ser feita por via volar ou dorsal, dependendo da necessidade.