Mão e Punho: SBOT Série Ortopedia Cirúrgica
Capítulo 5: Pseudartrose do escafoide: enxertos convencionais
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Pseudartrose do escafoide: enxertos
convencionais
Nelson Mattioli Leite
INTRODUÇÃO
Podemos encontrar pseudartroses do escafoide após fraturas-luxações do carpo ou fraturas sem desvio. Aquelas que ocorrem em fraturas-luxações são mais graves: estão sujeitas a necrose do pólo proximal com maior frequência, têm lesões ligamentares associadas e desenvolvem rigidez articular. Contudo, as pseudartroses que ocorrem nas fraturas sem desvio geralmente são descobertas após novo trauma ou tardiamente quando se instalam as alterações secundárias de osteoartrite na articulação do punho. Portanto, devemos considerá-las situações patológicas diversas que devem ser analisadas separadamente.
O tratamento das pseudartroses do escafoide evoluiu de uma
fase em que eram indicadas cirurgias para pacientes com pseudartroses sintomáticas, para uma fase em que o tratamento cirúrgico é a melhor opção, exceto para algumas poucas situações clínicas. Isto se deve ao desenvolvimento de técnicas cirúrgicas e de parafusos mais adequados.
O enfoque neste capítulo será preponderantemente sobre o
tratamento cirúrgico das pseudartroses do escafoide com técnicas que utilizam enxertos ósseos não vascularizados, as ditas enxertias convencionais. Os objetivos do tratamento em qualquer técnica escolhida são: corrigir o encurtamento do escafoide, a deformidade em exão e a pronação do fragmento distal, o desvio dorsal do fragmento proximal e consolidar a pseudartrose.