Mão e Punho: SBOT Série Ortopedia Cirúrgica

Flávio Faloppa · Capítulo 85 de 98

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Mão e Punho: SBOT Série Ortopedia Cirúrgica

Diagnóstico

 

O diagnóstico é clínico, feito no paciente com queixa de dor no lado radial do punho, particularmente sobre o estiloide radial, com piora à movimentação do punho e do polegar, e teste de Finkelstein positivo. Ocasionalmente pode ocorrer aumento de volume no 1º túnel extensor e crepitação à mobilização dos tendões.

O teste de Finkelstein é realizado com o antebraço do paciente

em pronossupinação neutra, o polegar em exão sobre a palma, sendo seguro pelos quatro dedos, e o examinador faz desvio ulnar

do punho (Figura 19-1). É importante lembrar que o teste, se realizado com vigor excessivo, poderá causar dor mesmo em pessoa sem patologia. De forma análoga, poderá causar dor excruciante em paciente portador da TDQ, devendo ser sempre realizado de forma suave. Não existe teste clínico ou laboratorial patognomônico da doença nos dias atuais.

FIGURA 19-1 Teste de Finkelstein.

 

O teste do encarceramento do ECP é feito em dois tempos,

solicitando-se ao paciente que faça: (1) extensão da articulação metacarpofalangiana do polegar e (2) abdução da carpometacárpica contra resistência. A presença de dor no primeiro tempo do teste é indicativa da presença de túnel separado para o ECP e, consequentemente, maior risco de falha do tratamento conservador.

Outras patologias podem confundir o diagnóstico com a TDQ,

como a síndrome da intersecção (dor localizada no segundo compartimento extensor), rizartrose ou artrose triescafoide (dor à abdução da articulação carpometacárpica), pseudartrose do escafoide e artrose radioescafoide (dor localizada na tabaqueira anatômica com desvio radial do punho) e a síndrome de Wartenberg (parestesias, irradiação da dor para o território do nervo radial sensitivo). Em caso de dúvida quanto à origem da dor, pode ser empregado teste com injeção de 1 ml de lidocaína a 2% no 1º túnel. Exames complementares