Mão e Punho: SBOT Série Ortopedia Cirúrgica
Retirada do Enxerto Ósseo Vascularizado do Polegar
A pele é incisada e abrimos a bainha do ECP, que é dissecado e retraído na direção ulnar. A ADPM é identi cada e seguida até a cabeça do primeiro metacarpiano. Nesta localização, de acordo com as medidas do defeito criado no escafoide, um enxerto ósseo trapezoidal é desenhado, centrado na ADPM. Para o reparo da pseudoartrose do polo proximal, a porção distal do enxerto desenhado é mais estreita que a proximal, a m de possibilitar o encaixe exato sobre pressão na cavidade criada no dorso do escafoide. Duas incisões fasciais são feitas 3 mm ulnar e radial da ADPM. A incisão radial é feita ao longo das margens do ALP. O plano fascial, o qual contém a ADPM e as veias concomitantes, é dissecado do periósteo do primeiro metacarpiano. Este plano fascial corre abaixo do ECP, mas acima do periósteo do primeiro metacarpiano. Durante a retirada do enxerto, devemos nos esforçar ao máximo para confeccionar o enxerto nas medidas exatas do defeito, pois ajustes adicionais podem comprometer as conexões osso–pedículo. A fáscia e o pedículo são dissecados da articulação trapeziometacarpiana até a artéria radial. O enxerto ósseo é retirado com uso de serra ou osteótomo. Em geral, para pseudoartrose do polo proximal, o tamanho do enxerto é 10 mm de comprimento, por 5 mm de largura proximalmente e 3 mm de largura distalmente, e 3 mm de profundidade, o que corresponde a um terço da cabeça do metacarpiano. Para pseudoartroses do terço médio, as dimensões são 10 × 5 × 5 mm em comprimento, largura e profundidade respectivamente. Para pseudoartroses do terço distal, o enxerto tende a ser maior, em torno de 12 mm. A largura máxima retirada foi dois terços da cabeça do primeiro metacarpiano, usada em um paciente. O enxerto inclui uma porção da cortical dorsal, volar e lateral do primeiro metacarpiano. Neste caso em particular, enxerto esponjoso do rádio distal foi incluído a m de completar o preenchimento do defeito.