Mão e Punho: SBOT Série Ortopedia Cirúrgica
Anatomia
A polpa digital apresenta anatomia complexa, sendo composta por tecido adiposo entremeado por trabéculas brosas que ligam a pele ao periósteo da falange distal.
O revestimento de pele glabra, espessa e rica em glândulas
sudoríparas, apresenta inúmeras depressões na derme papilar, responsável pelo aumento da superfície de contato da polpa e formação das impressões digitais.
Os estímulos táteis são captados pelas inúmeras organelas
sensoriais de mielina presentes na polpa e repassados para os ramos terminais dos nervos digitais.
Por m, o complexo ungueal, situado no dorso, por sua
estrutura rígida, auxilia na proteção à polpa e no aumento de sua capacidade sensorial.
CLASSIFICAÇÃO
As lesões da ponta dos dedos podem ser classi cadas quanto à zona anatômica e ao plano de lesão.
Em relação à zona anatômica, os traumas distais à falange, com
preservação da maior parte do leito ungueal, são denominados tipo I. As lesões do tipo II são aquelas distais à lúnula e com exposição óssea, e as do tipo III apresentam acometimento da matriz ungueal
com perda de todo o leito (Figura 14-1).
FIGURA 14-1 Representação esquemática das zonas de lesão de ferimentos da polpa digital dos dedos.
Quanto ao plano de lesão, o ferimento pode ser descrito como
transverso, oblíquo dorsal ou oblíquo volar (Figura 14-2). O conhecimento do plano do ferimento auxilia principalmente no planejamento terapêutico das lesões tipo II.