Mão e Punho: SBOT Série Ortopedia Cirúrgica

Flávio Faloppa · Capítulo 68 de 98

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Mão e Punho: SBOT Série Ortopedia Cirúrgica

Anatomia

 

A polpa digital apresenta anatomia complexa, sendo composta por tecido adiposo entremeado por trabéculas brosas que ligam a pele ao periósteo da falange distal.

O revestimento de pele glabra, espessa e rica em glândulas

sudoríparas, apresenta inúmeras depressões na derme papilar, responsável pelo aumento da superfície de contato da polpa e formação das impressões digitais.

Os estímulos táteis são captados pelas inúmeras organelas

sensoriais de mielina presentes na polpa e repassados para os ramos terminais dos nervos digitais.

Por m, o complexo ungueal, situado no dorso, por sua

estrutura rígida, auxilia na proteção à polpa e no aumento de sua capacidade sensorial.

 

CLASSIFICAÇÃO

 

As lesões da ponta dos dedos podem ser classi cadas quanto à zona anatômica e ao plano de lesão.

Em relação à zona anatômica, os traumas distais à falange, com

preservação da maior parte do leito ungueal, são denominados tipo I. As lesões do tipo II são aquelas distais à lúnula e com exposição óssea, e as do tipo III apresentam acometimento da matriz ungueal

com perda de todo o leito (Figura 14-1).

FIGURA 14-1 Representação esquemática das zonas de lesão de ferimentos da polpa digital dos dedos.

 

Quanto ao plano de lesão, o ferimento pode ser descrito como

transverso, oblíquo dorsal ou oblíquo volar (Figura 14-2). O conhecimento do plano do ferimento auxilia principalmente no planejamento terapêutico das lesões tipo II.