Mão e Punho: SBOT Série Ortopedia Cirúrgica

Flávio Faloppa · Capítulo 42 de 98

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Mão e Punho: SBOT Série Ortopedia Cirúrgica

Resultados

Pós-operatório

Uma luva gessada incluindo o polegar é usada por 8 semanas, e os

os de Kirschner são removidos. O gesso é retirado se na radiogra a

em AP com carga e PA com desvio ulnar não amplia o foco de pseudoartrose e se um dos seguintes parâmetros são observados em duas diferentes incidências: (1) desaparecimento da linha de fratura, (2) aumento do trabeculado ósseo atravessando o sítio de pseudoartrose e preenchimento do defeito comparando duas incidências radiográ cas obtidas em diferentes tempos de evolução, e (3) presença de uma única ou dupla linha esclerótica no sítio de pseudoartrose (linha de Trojan). Doze meses após a cirurgia, completa cicatrização foi de nida com total desaparecimento da linha de fratura em PA e oblíqua.

 

RESULTADOS

 

Foram operados 67 pacientes com pseudoartrose do escafoide. Em 27, havia mais de 5 anos de evolução, 20 entre 2 e 5 anos e 20 menos de 1 ano. Pseudoartrose do polo proximal foi observada em 20 casos, sendo todos com mais de 5 anos. Doze meses após a cirurgia, a consolidação foi obtida em 66 pacientes, e em três destes, essa consolidação foi parcial. Não houve diferenças na consolidação em relação ao sítio da pseudoartrose ou a sua duração. Todas as pseudoartroses do polo proximal consolidaram. Após a cirurgia, os valores dos ângulos radiolunar e escafolunar para os pacientes com DISI pré-operatoriamente não foram estatisticamente diferentes dos pacientes sem DISI (p < 0,05). Nos pacientes com DISI, um aumento signi cativo de 1,6 mm no comprimento do escafoide foi observado. Não houve complicações no sítio doador e todos os primeiros metacarpianos cicatrizaram. Nas pseudoartroses de longa data, doze meses após a cirurgia, a força de preensão e pinça aumentou 20%. O movimento do punho melhorou 10 a 15% e a dor diminuiu em torno de 70%. A cirurgia restaurou a força de 70% do lado contralateral independente da duração da pseudoartrose. Pacientes com pseudoartrose entre 2 e 5 anos demonstraram melhor resultado funcional em comparação com aqueles pacientes com pseudoartrose com mais de 5 anos, o que somente re ete a condição pré-operatória, já que estas diferenças de movimento e força já existiam antes da cirurgia. Pacientes com pseudoartrose com menos de um ano de evolução, tendem a ter poucas limitações pré-operatórias em termos de força e movimento e têm recuperação completa após a cirurgia. Aparentemente, os resultados funcionais das pseudoartroses de curta evolução são mais promissores que aqueles com mais de 2 anos. Este argumento é consistente para recomendar enxerto precoce nas pseudoartroses do escafoide.