Mão e Punho: SBOT Série Ortopedia Cirúrgica

Flávio Faloppa · Capítulo 89 de 98

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Mão e Punho: SBOT Série Ortopedia Cirúrgica

Classificação

 

O cisto pode ser simples ou multilobulado, de conteúdo claro e translúcido ou hemorrágico. Sua parede é constituída por bras de colágeno comprimidas, esparsamente alinhadas e sem evidência de um revestimento epitelial ou sinovial.

O estroma apresenta baixa celularidade e lacunas preenchidas

por mucina inter e extracelular. Nenhuma reação in amatória ou atividade mitótica é observada.

O seu conteúdo é composto por mucina gelatinosa,

glucosamina, albumina, globulina e altas concentrações de ácido hialurônico, sendo este líquido mais viscoso do que aquele encontrado na articulação normal.

 

PATOGÊNESE

 

A etiologia e a patogênese dos cistos permanecem obscuras. A teoria mais aceita foi postulada por Ledderhose (1893) e popularizada por Carp e Stout, a qual considera a degeneração mucoide como a causa primordial na formação do cisto. A brilação e a diminuição das

bras de colágeno, o acúmulo de mucina intra e extracelular e a

diminuição do estroma celular suportam esta teoria, a qual não explica o porquê de a degeneração ser autolimitada e solitária e ocorrer em jovens.

 

TRATAMENTO NÃO CIRÚRGICO

 

O tratamento não cirúrgico deve ser considerado inicialmente. O paciente deve ser informado e orientado sobre a sua condição e da natureza benigna da lesão. Citamos como métodos de tratamento não cirúrgico: compressão digital, aspiração ou aspiração associada

a injeção com corticoide (Figura 20-5) ou hialuronidase, tenotomia subcutânea e sutura transepidérmica.

FIGURA 20-5 Injeção com corticoide.

 

A observação é indicada a pacientes assintomáticos e com

pequenos cistos e pediátricos em virtude da alta prevalência de resolução espontânea.

O cisto de polia é geralmente pequeno (3 mm a 8 mm) e

palpável na linha metacarpofalangiana. A ruptura com agulha e in ltração com corticosteroide oferece bons resultados.

A aspiração do cisto associada a injeção de lidocaína

(Xylocaina®) e betametasona (Celestone®) pode reduzir o seu tamanho e aliviar os sintomas por períodos variáveis. Em 20% a 30% dos pacientes pode ser efetivo. Como complicações citamos: despigmentação da pele, atro a do tecido celular subcutâneo e punção acidental da artéra radial nos cistos volares do punho, o que pode favorecer a formação de hematoma, sangramento e pseudoaneurisma.