GPS: Clínica Médica
Endocrinologia – Coordenadora: Fernanda Mazza
INTRODUÇÃO
A acromegalia é uma doença crônica causada pela produção excessiva de hormônio de crescimento (GH) e do fator de crescimento
semelhante à insulina tipo 1 (IGF-1). Quando o excesso de GH ocorre antes da fusão das cartilagens epi sárias, aumenta a
velocidade de crescimento e acarreta a alta estatura, o gigantismo hipo sário. Na maioria dos casos, a doença é causada por um
adenoma hipo sário secretor de GH (somatotropinoma); em cerca de 2% dos casos, pela hipersecreção eutópica ou ectópica do
hormônio liberador do GH (growth-hormone releasing hormone – GHRH); e, muito raramente, pela secreção ectópica de GH. A
doença é mais comum entre 30 e 50 anos de idade, não havendo predileção por gênero. Praticamente todos os acromegálicos
apresentam crescimento exagerado das extremidades e partes moles. Em virtude do seu caráter insidioso e do seu não
reconhecimento, o diagnóstico é frequentemente realizado com atraso, o que, associado às complicações relacionadas com o
excesso do GH/IGF-1, determina elevada morbimortalidade.
ETIOLOGIA
Em 98% dos casos, é decorrente da hipersecreção de GH por um adenoma de células somatotró cas da adeno-hipó se.
Raramente, é causada pela secreção excessiva ou ectópica de GHRH ou secreção ectópica tumoral de GH.
CAUSAS HIPOFISÁRIAS
• Adenoma densamente granulado (acidó lo).
• Adenoma esparsamente granulado (cromófobo).
• Adenoma misto produtor de GH e PRL.
• Adenoma mamossomatotró co.
• Adenoma acidó lo da célula-mãe.
• Adenoma pluri-hormonal.
• Hiperplasia somatotró ca.
• Carcinoma produtor de GH.
TUMOR HIPOFISÁRIO ECTÓPICO
Esfenoide ou seio parafaríngeo.
TUMOR EXTRA-HIPOFISÁRIO
Carcinoma de pâncreas, pulmão, ovário e mamas.
EXCESSO DE SECREÇÃO DE GHRH
• Eutópico: harmatoma hipotalâmico, ganglioneuroma.
• Ectópico: carcinoide, brônquico, trato gastrointestinal e pâncreas, indeterminado.
EXCESSO DE SECREÇÃO OU AÇÃO DE FATORES DE CRESCIMENTO
Acromegaloidismo.
ASSOCIADA A SÍNDROMES HEREDITÁRIAS
• NEM-1.
• Complexo de Carney.
• McCune Albright.
• Acromegalia familiar.
DIAGNÓSTICO CLÍNICO
A acromegalia apresenta curso clínico insidioso, cujas manifestações clínicas decorrem do excesso do GH e/ou do IGF-1 e do efeito
de massa do adenoma sobre as estruturas nobres adjacentes à sela túrcica. Como existe um grande atraso no diagnóstico, muitos
pacientes já apresentam a doença tipicamente evidente.
ALTERAÇÕES CRANIOFACIAIS
Espessamento da calota craniana e do couro cabeludo, protrusão frontal, acentuação dos malares, aumento do nariz, orelhas e
lábios, sulcos nasolabiais mais proeminentes, macroglossia, prognatismo e diastema.
EXTREMIDADES
Aumento das mãos, com dedos em “salsicha”, síndrome do túnel do carpo e aumento dos pés, com aumento do número dos
sapatos.
SISTEMA OSTEOARTICULAR
Disfunção da articulação temporomandibular, crepitação, limitação de movimentação e artralgias.
PELE E FÂNEROS
Espessamento da pele, com acentuação das pregas e cicatrizes, hiperidrose, aumento da oleo-sidade, hipertricose, acantose
nigricans e papilomas cutâneos (skin tags).
RESPIRATÓRIAS
Apneia do sono.
CARDIOVASCULARES
Hipertensão arterial sistêmica, insu ciência cardíaca, doença valvar e arterial coronariana, arritmias e doença cerebrovascular.
ENDÓCRINAS
Hiperprolactinemia (efeito haste ou cossecreção pelo tumor), diabetes mellitus e hipopituitarismo.
PSICOLÓGICAS
Alteração do humor/depressão e embotamento afetivo e social.
ORGANOMEGALIA
Bócio, cardiomegalia, hepatomegalia, esplenomegalia e intestino redundante.
SINTOMAS CONSTITUCIONAIS
Fraqueza, fadiga e letargia.
EFEITO DE MASSA TUMORAL
Cefaleia, dé cit visual, hipopituitarismo e hiperprolactinemia não tumoral (efeito haste).
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
DOSAGENS BASAIS, DE GH E DE IGF-1
GH < 0,4 ng/mL e IGF-1 normal para idade e sexo na ausência de doenças intercorrentes EXCLUEM o diagnóstico de acromegalia.
CAUSAS DE RESULTADOS FALSO-POSITIVOS E FALSO-NEGATIVOS NA DOSAGEM DE IGF-1
Falso-positivo Puberdade, gravidez e hipertireoidismo
Falso-negativo Desnutrição, anorexia nervosa, hipotireoidismo, diabetes mellitus descompensado,
doenças hepática e renal e estrogenioterapia oral
TESTE DE TOLERÂNCIA À GLICOSE (TTG) COM DOSAGEM DE GH
Considerado padrão-ouro para o diagnóstico de acromegalia. Utiliza-se 75 g de dextrose, dosando-se GH durante 2 horas, em
intervalos de 30 minutos. Teste oral de tolerância à glicose (TOTG) > 0,4 ng/mL + IGF-1 elevado para a idade CONFIRMAM o
diagnóstico de acromegalia. As insu ciências renal e hepática podem alterar a resposta do GH – não supressão em pacientes sem
acromegalia. Entretanto, nos casos em que os níveis de GH basal e IGF-1 estão indubitavelmente elevados, o TOTG não é
obrigatório. Pacientes com diagnóstico de diabetes mellitus (DM) não devem ser submetidos ao TOTG. Raros casos de acromegalia,
especialmente pacientes idosos e/ou com microadenoma, apresentam supressão do GH abaixo de 0,4 ng/mL durante o TOTG
associado, mas, no entanto, com níveis elevados de IGF-1. É importante saber qual o método utilizado na dosagem de GH.
Diagnóstico laboratorial da acromegalia.
GH: hormônio do crescimento; IGF-1: fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1; TOTG: teste oral de tolerância à glicose.
*Raros casos de acromegalia apresentam supressão do GH abaixo de 0,4 mg/mL durante o TOTG, associada, no entanto, a níveis
elevados de IGF-1.
RECOMENDAÇÕES PARA O DIAGNÓSTICO DA ACROMEGALIA
1. Iniciar com dosagem de GH basal e IGF-1 séricos.
2. Excluir acromegalia se GH < 0,4 ng/mL e IGF-1 normal para a idade.
3. Quando GH basal e IGF-1 indubitavelmente elevados, o TOTG não é obrigatório. Nos demais casos, realizar o TOTG.
4. Excluir acromegalia se, durante o TOTG, níveis de GH < 0,4 ng/mL em qualquer um dos tempos.
5. Raros casos de acromegalia apresentam supressão do GH abaixo de 0,4 ng/mL durante o TOTG, associado, no entanto, a
níveis elevados de IGF-1.
6. Testes dinâmicos com TRH, GHRH ou GnRH, assim como as dosagens de IGFBP-3, IGF-1 livre, GH urinário e sub-unidade
ácido-lábil, não devem ser realizados.
7. Após o diagnóstico laboratorial, realizar ressonância magnética (RM), preferencialmente, ou tomogra a computadorizada
(TC) de sela túrcica.
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM
Após a con rmação dos diagnósticos clínico e laboratorial da acromegalia, o paciente deve ser submetido a um exame de imagem
da sela túrcica, RM, preferencialmente, ou TC para identi cação e caracterização do adenoma hipo sário quanto ao seu tamanho
(micro ou macroadenoma), aspecto (sólido, cístico ou heterogêneo), expansão/invasão extrasselar (supra, infra e parasselar) e
relação com as estruturas adjacentes à sela túrcica (quiasma óptico e seios cavernosos). Esses dados são de extrema valia, pois são
preditores de chance de cura ao tratamento cirúrgico e podem orientar a melhor opção terapêutica, como será abordado adiante.
TRATAMENTO
As três principais modalidades de tratamento – clínico, radioterápico e cirúrgico – diferem quanto à sua e cácia e capacidade de
preservar a função da adeno-hipó se. Os objetivos do tratamento da acromegalia são a normalização dos marcadores bioquímicos
da doença, erradicação ou controle da massa tumoral, com preservação da função hipo sária residual, alívio dos sinais e sintomas
causados pelo excesso de GH e reversão de mau prognóstico em longo prazo.
TRATAMENTO CIRÚRGICO
A cirurgia transesfenoidal pode ser o tratamento primário de escolha para acromegalia, sendo a abordagem transcraniana muito
raramente empregada. O resultado cirúrgico também depende do nível pré-operatório de GH e do tamanho e do grau de expansão
extrasselar tumoral.
RECOMENDAÇÕES PARA A REALIZAÇÃO DA CIRURGIA
1. A cirurgia deve ser realizada em centros de referência para cirurgia hipo sária.
2. A cirurgia deve ser realizada em pacientes com micro e macroadenoma intrasselares, exceto em pacientes com risco
cirúrgico proibitivo ou que se recusem ao procedimento.
RECOMENDAÇÕES PARA A AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DA CIRURGIA
1. Dosagens de GH durante o TOTG e IGF-1 1 mês após o procedimento.
2. Cura: nadir do GH durante o TOTG < 0,4 ng/mL e o valor de IGF-1 normal para a idade.
3. Nadir do GH < 0,4 ng/m e IGF-1 elevado: repetir IGF-1 3 meses após a cirurgia.
4. RM, preferencialmente, ou TC: 3 a 6 meses após a cirurgia.
5. Pacientes com critérios de cura: GH basal e IGF-1 a cada 6 meses.
TRATAMENTO MEDICAMENTOSO
É a segunda opção de tratamento, após a ressecção cirúrgica do adenoma hipo sário, na maioria dos casos. Dentre as drogas
disponíveis para tratamento clínico, os análogos de somatostatina são mais e cientes do que outros agentes na redução da massa
tumoral, embora seus efeitos sejam modestos.
RECOMENDAÇÕES QUANTO AO USO DOS AGONISTAS DOPAMINÉRGICOS
1. A bromoergocriptina (BRC) não deve ser usada.
2. A cabergolina (CAB) pode ser empregada em pacientes com níveis pouco elevados de GH e IGF-1 e/ou imunohistoquímica
do adenoma mostrando cossecreção GH/PRL. Pode ainda ser usada em associação com os análogos de somatostatina (AS)
em pacientes não controlados com estes.
3. Ecocardiograma transtorácico: antes do início da CAB e depois a cada 12 meses durante a terapia.
RECOMENDAÇÕES QUANTO AO USO DOS ANÁLOGOS DA SOMATOSTATINA
1. Classe de droga de escolha para o tratamento da acromegalia, podendo ser usada como terapia primária ou adjuvante à
cirurgia.
2. A terapia primária é recomendada para pacientes com baixa chance de cura cirúrgica, com alto risco cirúrgico e para aqueles
que recusam a cirurgia.
3. Associação CAB com os AS está indicada para pacientes não controlados com os AS em dose máxima, especialmente
naqueles com níveis de IGF-1 leve a moderadamente elevados.
4. Ultrassonogra a de abdome superior e monitoração do metabolismo da glicose por meio da glicemia de jejum e HbA1c
antes e durante o tratamento.
RECOMENDAÇÕES QUANTO AO USO DO PEGVISOMANTO
1. Indicado para pacientes em que não foi possível o controle bioquímico da doença com AS em dose máxima isoladamente ou
em combinação com a CAB ou para pacientes intolerantes aos AS.
2. O PEG pode ser prescrito como monoterapia ou em combinação com o AS. A manutenção ou a suspensão do AS deve ser
avaliada em cada caso, levando em consideração a resposta bioquímica e o efeito sobre o volume tumoral com os AS e o seu
impacto sobre o metabolismo da glicose.
3. O nível de GH não deve ser usado como marcador bioquímico de resposta terapêutica, mas sim a normalização dos níveis de
IGF-1 ajustados para a idade.
4. RM de sela túrcica e testes de função hepática antes e durante o tratamento.
PRINCIPAIS MEDICAÇÕES DISPONÍVEIS
Octreotida
• Apresentação: Sandostatin®, ampolas de 100 mcg para uso subcutâneo – formulação de curta duração; Sandostatin®Lar®,
ampolas com 10 mg, 20 mg e 30 mg para uso intramuscular (IM) – formulação de longa duração.
• Mecanismo de ação: análogo da somatostatina (AS) – exerce sua ação através de ligação aos receptores especí cos (SSTR)
2 e 5. Algumas somatotropinomas podem não expressar qualquer subtipo de receptor de somatostatina por expressar
receptores mutantes, levando à resistência à terapia com AS. Reduz o GH e o IGF-1 e tem efeito de redução tumoral.
• Dose: iniciar com octreotida via subcutânea 100 mcg de 8/8 horas por 3 dias. Avaliar tolerância. Continuar com octreotida de
depósito (Sandostatin®Lar®), 20 mg a cada 28 dias. Alternar sítios de aplicação entre os glúteos direito e esquerdo. Ver
esquema de avaliação e controle.
Avaliação e controle
• Clínica: diminuição de sudorese, regressão das partes moles (medida anelar), melhora da síndrome do túnel do carpo.
• Laboratorial: dosar GH e IGF-1 a cada três meses. Se GH < 1 µg/l e IGF-1 normal, diminuir o Sandostatin® LAR® para 10 mg
a cada 28 dias. Se GH ≤ 2,5 µg/L e IGF-1 normal – sintomas controlados –, continuar com Sandostatin® LAR® 20 mg. Se GH >
2,5µg/L – sintomas não controlados –, aumentar a dose do Sandostatin® LAR® para 30 mg a cada 28 dias. Dosar GH e IGF-1
após 3 meses; 30% dos pacientes podem ter valores discordantes de GH e IGF-1, nestes casos, fazer TOTG. Monitorar glicemia
no início da terapia e a cada seis meses.
• Imagem: ultrassonogra a das vias biliares – antes do tratamento e após 6 meses. RM do tumor – 6 meses após início da
terapia medicamentosa.
• Efeitos colaterais: gastrointestinais – diarreia, cólicas abdominais, incontinência fecal, náuseas, atulência. Cefaleia,
tontura, piora da tolerância à glicose, dor local aplicação, bradicardia sinusal, queda de cabelos, colelitíase. Reações mais
raras – hepatite aguda sem colestase e hiperbilirrubinemia com elevação de gama GT.
Cabergolina
• Apresentação: Dostinex®, comprimido de 0,5 mg.
• Mecanismo de ação: agonista dopaminérgico de ação prolongada, com ligação mais especí ca ao receptor D2. É a melhor
droga de sua classe para somatotropinomas. Sua meia-vida prolongada permite administração oral 1 a 2 vezes por semana.
Deve ser usada, de preferência, como terapia adjuvante ao octreotide em tumores que secretam unicamente GH. Pode ser
útil, sobretudo, nos tumores com hipersecreção concomitante de prolactina.
• Dose: 0,5 a 3 mg/semana (usar, p. ex., segundas e quintas-feiras). Iniciar com baixas doses, durante a refeição noturna.
• Efeitos colaterais: náuseas, constipação intestinal, boca seca, obstrução nasal, tontura ortostática, câimbras, cefaleia e
psicose.
Bromoergocriptina
• Apresentação: Parlodel®, comprimidos de 2,5 mg, Parlodel SRO®, cápsulas de 2,5 e 5 mg e Bagren® 2,5 mg.
• Mecanismo de ação: primeiro agonista dopaminérgico a ser usado na terapia da acromegalia, com resultados
insatisfatórios. Pode ser usado em tumores mistos GH/PRL.
• Doses: iniciar com doses baixas de 1,25 mg junto à refeição noturna e aumentar a cada 3 a 4 dias até dose que controle a
prolactina (15 a 30 mg/dia). Fracionar as doses em 2 a 3 tomadas.
• Efeitos colaterais: os mesmos da cabergolina, só que mais intensos. Fenômeno de Raynaud. Ergotismo agudo e crônico
(muito raro e relacionado com suscetibilidade aos alcaloides do ergot e doenças graves).
Pegvisomanto
• Apresentação: Somavert®, 10 mg, 15 mg, 20 mg para aplicação subcutânea diária.
• Mecanismo de ação: antagonista receptor de GH. É uma nova droga que tem sua ação antissecretória independente da
expressão de receptores de somatostatina ou de dopamina. O pegvisomant é um análogo mutado da molécula do GH que
difere do GH 22kDa por alterações em 2 sítios de ligação. Bloqueia a ação pós-receptor do GH e, consequentemente, a
produção de IGF-1. O GH tem se elevado por falta do feedback negativo e existe receio de crescimento tumoral. Melhora a
resistência à insulina.
RESUMO DAS DROGAS DISPONÍVEIS NO BRASIL PARA TRATAMENTO DA ACROMEGALIA
CLASSE SUBSTÂNCIA (NOME DOSE E VIA DE INDICAÇÕES EFEITOS COLATERAIS
COMERCIAL) – ADMINISTRAÇÃO
APRESENTAÇÃO
Análogo da OCT-LAR Sandostatin 10-30 mg IM profunda Terapia adjuvante à Alterações
somatostatina LAR® – 10, 20 e 30 mg (região glútea) em cirurgia ou tratamento gastrointestinais
LAN (somatuline intervalos de 4 primário naqueles com (desconforto
autogel 90 e 120 mg) semanas baixa chance de cura abdominal, atulência
SC profunda (região cirúrgica e aumento do trânsito
glútea) em intervalos intestinal), litíase
de 4 semanas biliar, queda transitória
de pelos, bradicardia
sinusal e alterações do
metabolismo da
glicose.
Agonista CAB (Dostinex®) – 0,5 0,5-3,0 mg VO por Monoterapia adjuvante Náuseas, cefaleia,
dopaminérgico mg semana em pacientes com hipotensão postural,
níveis pouco elevados constipação intestinal
de GH e IGF-1 e/ou e xerostomia. Doença
cossecreção de valvar cardíaca?
GH/PRL; terapia
combinada com AS
naqueles não
controlados com estes
Antagonista do PEG (Somavert®) – 10, 10-30 mg SC por dia Pacientes resistentes Elevação de
receptor de GH 15 e 20 mg (monoterapia ou transaminases e
combinado aos AS) ou lipohipertro a nos
intolerantes aos AS locais de aplicação.
(monoterapia) Aumento do volume
tumoral?
OCT-LAR: octreotide-LAR; LAN: lanreotide; CAB: cabergolina; PEG: pegvisomanto; IM: intramuscular; SC: sub-cutânea; VO: via
oral; GH: hormônio do crescimento; IGF-1: fator de crescimento semalhante à insulina tipo 1; AS: análogos da somatostina.
TEMPO DE TRATAMENTO MEDICAMENTOSO
O tratamento deve ser mantido até obtenção da cura da doença, de nida como redução dos níveis de GH abaixo de 1 ng/mL após
TOTG. Remissão: GH abaixo de 1 ng/mL após TOTG e IGF-1 normal para idade.
RADIOTERAPIA
A radioterapia (RT) representa, de forma geral, a última opção no algoritmo de tratamento da acromegalia, reservada
principalmente para os casos de tumores não curados com a cirurgia e que não obtiveram controle bioquímico e/ou da massa
tumoral com o uso das drogas disponíveis. Duas modalidades de RT estão disponíveis: convencional e estereotáxica, a qual pode
ser fracionada ou em dose única (radiocirurgia).
ALGORITMO DE TRATAMENTO
Algoritmo de tratamento da acromegalia.
GH: hormônio do crescimento; IGF-1: fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1; PRL: prolactina; CAB: cabergolina; AS:
análogo da somastotatina; PEG: pegvisomanto; RT: radioterapia.
* A cirurgia deve ser realizada em centro de referência.
** Após três meses em dose máxima da medicação.
*** Pacientes com níveis de GH e IGF-1 moderados ou muito elevados provavelmente não se bene ciarão da adição da CAB ao AS.