GPS: Clínica Médica
Neuropsiquiatria – Coordenador: Ricardo Novis
INTRODUÇÃO
O acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico resulta da restrição de irrigação sanguínea ao
cérebro, causando lesão celular e danos nas funções neurológicas. O de origem hemorrágica será
melhor discutido adiante
Apresenta como fatores de risco hipertensão arterial, diabetes, hipercolesterolemia,
tabagismo, obesidade, sedentarismo e doenças cardíacas (p.ex. brilação atrial).
DIAGNÓSTICO CLÍNICO
Deverá ser realizada uma anamnese cuidadosa na qual se buscará uma perda súbita de uma
função motora, sensitiva, visual ou de expressão.
DIAGNÓSTICO DE IMAGEM
RESSONÂNCIA MAGNÉTICA
A ressonância magnética do encéfalo com a técnica de difusão e perfusão, quando possível, tem
sido muito útil nos centros de tratamento de AVC. Essas técnicas, além de permitirem um
diagnóstico mais preciso e precoce, têm a possibilidade de determinar a diferença onde já ocorreu
a lesão tecidual e o tecido cerebral em sofrimento potencialmente viável (mismatch).
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA
Deve-se salientar que muitas vezes o exame de ressonância não está disponível; neste caso, deve-
se solicitar a tomogra a computadorizada do encéfalo, que tem como principal objetivo afastar a
possibilidade de sangramento, patologias não vasculares e hipodensidade maior que um terço da
artéria cerebral média.
TRATAMENTO
DA FASE AGUDA DO ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
Uma das grandes revoluções da neurologia nos últimos anos foi a mudança quanto ao protocolo
de atendimento dos pacientes na fase aguda do AVC, já que anteriormente, uma vez instalado o
dé cit neurológico, poucas eram as perspectivas de melhora diante do tratamento oferecido. O
manejo do paciente com AVC inclui:
• Triagem clínica.
• Medidas de suporte.
• Suplementação de O 2 (quando necessário).
• Veri car glicemia e corrigir hipoglicemia.
• Teste face-braço-fala.
• Veri ca PA
rt-PA
Após a aprovação do uso do ativador do plasminogênio tecidual (rt-PA) (nível de evidência 1A)
por via endovenosa esse panorama mudou, uma vez que se cria a perspectiva de reperfusão do
vaso e, consequentemente, a reversão do dé cit neurológico. A dose preconizada é de 0,9 mg/kg
até no máximo 90 mg. Deve-se injetar 10% em bólus em até um minuto e o restante em bomba
infusora no período de 60 minutos.
Para que se possa usar o rt-PA com segurança foi criado um protocolo de trombólise
endovenosa, rati cado pelo Comitê Executivo da Sociedade Brasileira de Doenças
Cerebrovasculares e Departamento Cientí co de Doenças Cerebrovasculares da Academia
Brasileira de Neurologia, em 2008, que deve ser rigorosamente seguido conforme os itens a
seguir.
Critérios de inclusão
• AVC isquêmico em qualquer território encefálico.
• Possibilidade de se iniciar a infusão do rt-PA dentro de 4 horas e 30 minutos do início dos
sintomas (caso os sintomas forem observados ao acordar, deve-se considerar o último horário
no qual o paciente foi observado normal). Esse item é um dos mais importantes na prevenção
de complicações decorrentes do uso de rt-PA, principalmente no que diz respeito a
sangramentos.
• Tomogra a computadorizada do crânio ou ressonância magnética do crânio sem evidência de
hemorragia.
• Idade superior a 18 anos.
Critérios de exclusão
• Uso de anticoagulantes orais com tempo protrombina (TP) maior que 15 segundos (INR maior
que 1,5).
• Uso de heparina nas últimas 48 horas, com TTPa elevado.
• AVC isquêmico ou traumatismo crânio encefálico grave nos últimos 3 meses.
• História pregressa de hemorragia intracraniana ou de malformação vascular cerebral.
• Tomogra a computadorizada de crânio com hipodensidade precoce igual ou maior do que um
terço do território da artéria cerebral média.
• Pressão arterial (PA) sistólica maior ou igual a 185 mmHg ou PA diastólica maior ou igual a
110 mmHg (medir 3 vezes com intervalo de 10 minutos) refratária ao tratamento anti-
hipertensivo.
• Melhora rápida e completa dos sinais e sintomas no período anterior ao início da trombólise.
• Dé cits neurológicos leves (sem repercussão funcional signi cativa).
• Cirurgia de grande porte ou procedimento invasivo dentro das últimas 2 semanas.
• Hemorragia geniturinária ou gastrointestinal (nas últimas 3 semanas) ou história de varizes
esofagianas.
• Punção arterial em local não compressível na última semana.
• Coagulopatia com TP prolongada (INR maior 1,5), TTPa elevado ou plaquetas menor que
100.000/mm3.
• Glicemia menor que 50 mg/dL com reversão dos sintomas após a correção.
• Evidência de endocardite ou êmbolo séptico e gravidez.
• Infarto do miocárdio recente (nos últimos 3 meses).
• Suspeita clínica de hemorragia subaracnoide ou dissecção aguda de aorta. Algumas considerações a serem observadas
• Controle rigoroso da PA, pois dessa forma se reduz o risco de sangramento.
• Não utilizar antitrombóticos nas próximas 24 horas pós-trombolítico.
• Não realizar sonda vesical até 30 minutos após o término da infusão do rt-PA, assim como
sonda nasoenteral antes de 24 horas.
• Realizar exame de neuroimagem ao nal de 24 horas antes de iniciar a terapia
antitrombótica.
ANTIAGREGAÇÃO PLAQUETÁRIA
Quando não for possível inserir o paciente no protocolo de trombólise o tratamento preconizado é
antiagregação plaquetária seguida de controle dos fatores de risco para doença cerebrovascular.
ACOMPANHAMENTO DO PACIENTE
A escala internacional de AVC criada pelo National Institute of Heath (NIH) tem como intuito
quanti car de uma forma rápida e objetiva dé cits neurológicos secundários a um AVC.
Atualmente é utilizada na valorização dos sintomas agudos do AVC, na determinação do
tratamento mais adequado e também no prognóstico do paciente. Deve-se salientar que também
se trata de um importante instrumento para monitorizar a evolução do paciente. O aumento do
escore do NIHSS em 4 pontos ou mais é sinal de alerta para hemorragia e sugere reavaliação
tomográ ca.
A escala é formada por 15 itens para uma rápida avaliação do exame neurológico, em que
serão vistos o nível de consciência, a linguagem, a desatenção, a perda do campo visual, os
movimentos oculares, a força muscular, a ataxia, a disartria e a perda sensitiva. Quando executada
por um pro ssional bem treinado a escala poderá ser feita em um prazo de 10minutos.
ESCALA NIH VALIDADA PARA O BRASIL
INSTRUÇÃO DEFINIÇÃO DA ESCALA ESCORE HORA
1a - Nível de consciência 0 = Alerta, responde com
O investigador deve escolher uma entusiasmo.
resposta, mesmo se uma avaliação 1 = Não alerta, mas ao ser acordado
completa é prejudicada por por mínima estimulação obedece,
obstáculos como um tubo responde ou reage.
orotraqueal, barreiras de 2 = Não alerta, requer repetida
linguagem, trauma ou curativo estimulação ou estimulação
orotraqueal. Um valor 3 é dado dolorosa para realizar movimentos
apenas se o paciente não faz (não esteriotipados)
nenhum movimento (outro além de 3 = Responde somente com re exo
postura re exa) em resposta à motor ou reações autonômicas, ou
estimulação dolorosa. totalmente irresponsivo, ácido e
arre exo
1b - Perguntas de nível de 0 = Responde ambas às questões
consciência corretamente.
O paciente é questionado sobre o 1 = Responde uma questão
mês e sua idade. A resposta deve ser corretamente.
correta. Não há nota parcial por 2 = Não responde nenhuma
chegar próximo. Paciente com afasia questão corretamente.
ou estupor que não compreendem
as perguntas irão receber 2.
Pacientes incapacitados de falar
devido à intubação orotraqueal, à
disartria grave de qualquer causa, a
barreiras de linguagem ou a
qualquer outro problema não
secundário à afasia receberão 1. É
importante que somente a resposta
inicial seja considerada e que o
examinador não auxilie o paciente
com dicas verbais ou não verbais.
1c - Comandos de nível de 0 = Realiza ambas as tarefas
consciência corretamente.
O paciente é solicitado a abrir e 1 = Realiza uma tarefa
fechar os olhos e então abrir e corretamente.
fechar a mão não parética. Substitua 2 = Não realiza nenhuma tarefa
por outro comando de um único corretamente.
passo se há uma tentativa
inequívoca ou se as mãos não
podem ser utilizadas. É dado crédito
se uma tentativa inequívoca é feita,
mas não completada devido à
fraqueza. Se o paciente não
responder ao comando, a tarefa
deve ser demonstrada a ele
(pantomima) e o resultado
registrado. Aos pacientes com
trauma, amputação ou outros
impedimentos físicos devem ser
dados comandos únicos
compatíveis. Somente a primeira
tentativa é registrada.
2 - Melhor olhar conjugado. 0 = Normal.
Somente os movimentos oculares 1 = Paralisia parcial do olhar. Este
horizontais são testados. escore é dado quando o olhar é
Movimentos oculares voluntários ou anormal em um ou ambos os olhos,
re exos (oculocefálicos) recebem mas não há desvio forçado ou
nota, mas a prova calórica não é paresia total do olhar.
usada. 2 = Desvio forçado ou paralisia total
Se o paciente tem um desvio do olhar que não podem ser
conjugado do olhar, que pode ser
sobreposto por atividade voluntária vencidos pela manobra
ou re exa, o escore será 1. Se o oculocefálica.
paciente tem uma paresia do nervo
periférica isolada (NC III, IV ou VI),
marque 1. O olhar é testado em
todos os pacientes afásicos. Os
pacientes com trauma ocular,
curativos, cegueira preexistente ou
outro distúrbio de acuidade ou
campo visual devem ser testados
com movimentos re exos e a
escolha visual e, então, mover-se
perto do paciente de um lado para
outro, pode esclarecer a presença de
paralisia do olhar.
3 - Visual 0 = Sem perda visual.
Os campos visuais (quadrantes 1 = Hemianopsia parcial.
superiores e inferiores) são testados 2 = Hemianopsia completa.
por confrontação, utilizando 3 = Hemianopsia bilateral (cego,
contagem de dedos ou ameaça incluindo cegueira cortical).
visual, conforme apropriado. O
paciente deve ser encorajado, mas
se olha para o lado do movimento
dos dedos, deve ser considerado
como normal. Se houver cegueira
unilateral ou enucleação, os campos
visuais no olho restante são
avaliados. Marque 1 somente se
uma clara assimetria, incluindo
quadrantopsia, for encontrada. Se o
paciente é cego por qualquer causa,
marque 3. Estimulação dupla
simultânea é realizada neste
momento. Se houver uma extinção,
o paciente recebe 1 e os resultados
são usados para responder à
questão 11.
4 - Paralisia facial 0 = Movimentos normais
Pergunte ou use pantomima para simétricos.
encorajar o paciente a mostrar os 1 = Paralisia facial leve
dentes ou sorrir e fechar os olhos. (apagamento de prega nasolabial,
Considere a simetria de contração assimetria no sorriso).
facial em resposta a estímulo 2 = Paralisia facial central evidente
doloroso em paciente pouco (paralisia facial total ou quase total
responsivo ou incapaz de da região inferior da face).
compreender. Na presença de 3 = Paralisia facial completa
trauma/ curativo facial, tubo (ausência de movimentos faciais das
orotraqueal, curativos, estes devem regiões superior e inferior da face)
ser removidos quando possível.
5 - Motor para braços. 0 = Sem queda; mantém o braço
O braço é colocado na posição 90º (ou 45º) por 10 segundos
apropriada: extensão dos braços completos.
(palmas para baixo) a 90º (se 1 = Queda; mantém o braço a 90º
sentado) ou a 45º (se deitado). É (ou 45º), porém esta apresenta
valorizada queda do braço se esta queda antes dos 10 segundos
ocorre antes de 10 segundos. O completos, não toca a cama ou
paciente afásico é encorajado outro suporte.
através de rmeza na voz e de 2 = Algum esforço contra a
pantomima, mas não com gravidade; o braço não atinge ou
estimulação dolorosa. Cada membro não mantém 90º (ou 45º), cai na
é testado isoladamente, iniciando cama, mas tem alguma força contra
pelo braço não parético. Somente a gravidade.
em caso de amputação ou de fusão 3 = Nenhum esforço contra a
de articulação no ombro, o item gravidade; braço despenca.
deve ser considerado não testável 4 = Nenhum movimento.
(NT), e uma explicação deve ser NT = Amputação ou fusão articular,
escrita para esta escolha. explique:
5a - braço esquerdo.
5b - braço direito.
6 - Motor para as pernas. 0 = Sem queda; mantém a perna a
A perna é colocada na posição 30º por 5 segundos completos.
apropriada: extensão a 30º (sempre 1 = Queda; mantém a perna a 30º,
na posição supina). É valorizada porém esta apresentada queda
queda da perna se esta ocorre antes antes dos 5 segundos completos;
de 5 segundos. O paciente afásico é não toca a cama ou outro suporte.
encorajado através de rmeza na 2 = Algum esforço contra a
voz e de pantomima, mas não com gravidade; a perna não atinge ou
estímulos dolorosos. Cada membro não mantém 30º, cai na cama, mas
é testado isoladamente, iniciando tem alguma força contra a
pela perna não parética. Somente gravidade.
em caso de amputação ou de fusão 3 = Nenhum esforço contra a
de articulação no quadril, o item gravidade; perna despenca.
deve ser considerado não testável 4 = Nenhum movimento.
(NT), e uma explicação deve ser NT = Amputação ou fusão articular,
escrita para esta escolha. explique.
6a - Perna esquerda.
6b - Perna direita.
7 - Ataxia de membros 0 = Ausente.
Este item é útil para avaliar se existe 1 = Presente em 1 membro.
evidência de uma lesão cerebelar 2 = Presente em dois membros.
unilateral. Teste com os olhos NT = Amputação ou fusão articular,
abertos. Em caso de defeito visual, explique:
assegure-se que o teste é feito no
campo visual intacto. Os testes
índex-nariz e calcanhar-joelho são
realizados em ambos os lados e a
ataxia é valorizada, somente, se for
desproporcional à fraqueza. A ataxia
é considerada ausente no paciente
que não pode entender ou está
hemiplégico. Somente em caso de
amputação ou de fusão de
articulações, o item deve ser
considerado não testável (NT), e
uma explicação deve ser escrita para
esta escolha. Em caso de cegueira,
teste tocando o nariz, a partir de
uma posição com os braços
estendidos.
8 - Sensibilidade 0 = normal; nenhuma perda.
Avalie sensibilidade ou mímica 1 = Perda sensitiva leve a
facial ao beliscar ou retirar o moderada; a sensibilidade ao
estímulo doloroso em paciente beliscar é menos aguda ou
torporoso ou afásico. Somente a diminuída do lado afetado, ou há
perda de sensibilidade atribuída ao uma perda da dor super cial ao
AVC é registrada como anormal, e o beliscar, mas o paciente está ciente
examinador deve testar tantas áreas de que está sendo tocado.
do corpo (braços, exceto mão, 2 = Perda da sensibilidade grave ou
pernas, tronco e face) quantas forem total; o paciente não sente que está
necessárias para checar sendo tocado.
acuradamente uma perda
hemissensitiva. Um escore de 2,
“grave ou total” deve ser dado
somente quando uma perda grave
ou total da sensibilidade pode ser
claramente demonstrada, portanto,
pacientes em estupor e afásicos irão
receber provavelmente 1 ou 0. O
paciente com AVC de tronco que tem
perda de sensibilidade bilateral
recebe 2. Se o paciente não
responde e está quadriplégico,
marque 2. Pacientes em coma (item
1a = 3) receberá arbitrariamente 2
neste item
9 - Melhor linguagem 0 = Sem afasia; normal
Uma grande quantidade de 1 = Afasia leve a moderada; alguma
informações acerca da compreensão perda óbvia da uência ou
pode ser obtida durante a aplicação di culdade de compreensão, sem
dos itens precedentes do exame. A limitação signi cativa das ideias, da
compreensão é julgada a partir das expressão ou da forma de expressão.
respostas, assim como de todos os A redução do discurso e/ou
comandos no exame neurológico compreensão, entretanto, di cultam
geral precedente. Se a perda visual ou impossibilitam a conversação
interfere com os testes, peça ao sobre o material fornecido. Por
paciente que identi que objetos exemplo, na conversa sobre o
colocados em sua mão, repita e material fornecido, o examinador
produza falas. O paciente intubado pode identi car guras ou item da
deve ser incentivado a escrever. O lista de nomeação a partir da
paciente em coma (Item 1a = 3) resposta do paciente.
receberá automaticamente 3 neste 2 = Afasia grave; toda a
item. O examinador deve escolher comunicação é feita através de
um escore para pacientes em expressões fragmentadas; grande
estupor ou pouco cooperativos, mas necessidade de interferência,
a pontuação 3 deve ser reservada ao questionamento e adivinhação por
paciente que está mudo e que não parte do ouvinte. A quantidade de
segue nenhum comando simples informação que pode ser trocada é
limitada; o ouvinte carrega o fardo
da comunicação. O examinador não
consegue identi car itens do
material fornecido a partir da
resposta do paciente.
3 = Mudo, afasia global, nenhuma
fala útil ou compreensão auditiva.
10 - Disartria 0 = Normal.
Se acredita que o paciente é normal, 1 = Disartria leve a moderada;
uma avaliação mais adequada é paciente arrasta pelo menos
obtida, pedindo-se ao paciente que algumas palavras, e, na pior das
leia ou repita palavras. Se o paciente hipóteses, pode ser entendido, com
tem afasia grave, a clareza da alguma di culdade.
articulação da fala espontânea pode 2 = Disartria grave, fala do paciente
ser graduada. Somente se o é tão empastada que chega a ser
paciente estiver intubado ou tiver ininteligível, na ausência de disfasia
outras barreiras físicas à produção ou com disfasia desproporcional, ou
da fala, este item deverá ser é mudo/anártrico.
considerado não testável (NT). Não NT = Intubado ou outra barreira
diga ao paciente por que ele está física.
sendo testado.
11 - Extinção ou desatenção (antiga 0 = Nenhuma anormalidade.
negligência) Informação su ciente 1 = Desatenção visual, tátil,
para a identi cação de negligência auditiva, espacial ou pessoal, ou
pode ter sido obtida durante os extinção da estimulação simultânea
testes anteriores. Se o paciente tem em uma das modalidades
perda visual grave, que impede o sensoriais.
teste da estimulação visual dupla 2 = Profunda hemidesatenção ou
simultânea, e os estímulos cutâneos hemidesatenção para mais de uma
são normais, o escore é normal. Se o modalidade, não reconhece a
paciente tem afasia, mas parece própria mão e se orienta somente
atentar para ambos os lados, o para um lado do espaço.
escore é normal. A presença de
negligência espacial visual ou
anosagnosia pode também ser
considerada como evidência de
negligência. Como a anormalidade
só é pontuada se presente, o item
nunca é considerado não testável.
TRATAMENTO SECUNDÁRIO
Posteriormente, como tratamento secundário o paciente necessitará controlar os fatores de risco
como hipertensão arterial sistêmica, diabetes, obesidade, dislipidemia e fazer uso dos
antiagregantes plaquetários. No Brasil, a medicação mais utilizada é ácido acetilsalicílico (AAS) na
dose de 81 mg a 325 mg, entretanto, alguns pacientes apresentam intolerabilidade à droga ou até
mesmo não respondem à antiagregação. Nesses casos, o uso do clopidogrel na dose de 75 mg é a
segunda escolha a ser considerada.
O processo de reabilitação das sequelas apresentadas pelo paciente deve ser iniciado o mais
precocemente possível, com realização de sioterapia e fonoaudiologia.