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Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica
INTRODUÇÃO
A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma enfermidade comum e tratável, caracterizada
por limitação xa ao uxo aéreo, progressiva e associada a aumento da resposta in amatória das vias
aéreas e dos pulmões. Ocorre em alguns indivíduos quando expostos à fumaça de cigarro e a
partículas provenientes da queima de biomassa (lenha, combustíveis, fósseis), sendo o resultado de
uma interação entre genética e ambiente. Isso quer dizer que a exposição aos agentes causais induz
respostas diferentes em indivíduos distintos. A de ciência de α-1 antitripsina é o fator genético mais
conhecido na DPOC. História de doenças respiratórias na infância parece estar também associada à
enfermidade.
O substrato estrutural da DPOC caracteriza-se por destruição tecidual (en sema) e condições de
reparo tecidual anormais, com perda dos mecanismos de defesa que levam à brose das pequenas
vias aéreas.
DIAGNÓSTICO CLÍNICO
A DPOC é subdiagnosticada e menos de 20% dos pacientes referem ter a doença. A tosse, a produção
de secreção diárias e a redução da capacidade de realizar atividades físicas são geralmente atribuídas
ao tabagismo ou ao avançar da idade, sendo esses achados muitas vezes negligenciados. Em geral, os
pacientes buscam o recurso médico e o diagnóstico apenas quando iniciam com dispneia mais
signi cativa e o tratamento, subsequentemente, é mais tardio.
Deve-se pensar em DPOC em todo o paciente acima de 40 anos de idade que tenha exposição a
fatores de risco conhecidos (ou que tenha tido) e que apresente manifestações respiratórias crônicas,
como tosse, produção de secreção, dispneia e redução da capacidade de exercício.
SINTOMAS
DISPNEIA
A escala de dispneia do Medical Research Council (MRC) modi cada, mMRC, é de fácil entendimento e
fornece uma medida objetiva da dispneia. Devido à facilidade de aplicação, pode ser usada na
consulta médica.
ESCALA DE DISPNEIA DO MEDICAL RESEARCH COUNCIL (MRC)
0 Dispneia somente ao realizar exercício intenso
1 Dispneia ao subir escadas ou ladeira ou andar apressadamente no plano
2 Dispneia no próprio passo em terreno plano ou di culdade para acompanhar o
passo de outra pessoa da mesma idade
3 Dispneia ao caminhar em terreno plano por menos de 100 m ou após alguns
minutos
4 Muito dispneico para sair de casa ou dispneia para se vestir ou se despir
TOSSE E SECREÇÃO
Avaliar objetivamente a tosse é uma tarefa difícil sem instrumentos de medida práticos; esses sinais
estão relacionados com in amação brônquica. Logo, é importante saber se esses estão presentes, em
que intensidade e se houve alguma mudança de suas características.
ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA
A impossibilidade de realizar atividades diárias pode não ser reconhecida como consequência da
DPOC, pois o paciente costuma relacionar essas di culdades à idade ou outro fator. Uma atividade que
tenha sido suspensa pode ser um sinal de que a doença tenha se instalado. Além disso, a melhora
desses achados pode ser um bom parâmetro para avaliação de resposta ao tratamento.
EXACERBAÇÃO
As agudizações são relacionadas diretamente com o maior risco de gravidade da DPOC, tendo impacto
sobre prognóstico e mortalidade.
A exacerbação pode ser de nida quando houver agravamento dos sintomas ou maior
necessidade de procura de serviço de saúde em visita não agendada para tratamento de uma crise da
DPOC. O maior uso de medicamentos de alívio por mais de 3 dias, a necessidade de uso de antibiótico
ou corticoide oral são relatos clínicos de uma exacerbação.
QUESTIONÁRIOS DE SAÚDE
Os questionários de saúde apresentam como principal obstáculo o tempo de aplicação, tornando
difícil o seu uso em atendimento de consultórios. Novos questionários, que possam ser preenchidos no
ambiente da sala de espera e entregues ao médico assistente durante a consulta, têm sido propostos.
O COPD Assessment Test (CAT) permite a coleta de informações de uma forma objetiva e o COPD
Clinical Questionaire (CCQ) também pode ser utilizado.
QUESTIONÁRIO DE QUALIDADE DE VIDA (COPD ASSESSMENT TEST)/CAT
Por favor, marque o número que mais se aproxima dos seus sintomas
Nunca tenho 0 1 2 3 4 5 Tusso sempre
tosse
Não tenho 0 1 2 3 4 5 O meu peito está
nenhuma cheio de secreção
secreção no peito
Não sinto aperto 0 1 2 3 4 5 Sinto um grande
no peito aperto no peito
Não sinto falta de 0 1 2 3 4 5 Quando subo
ar, ao subir uma uma ladeira ou
ladeira ou lance um lance de
de escadas escadas, sinto
muita falta de ar
Não sinto 0 1 2 3 4 5 Sinto-me
nenhuma limitado nas
limitação nas minhas
minhas atividades em
atividades em casa
casa
Sinto-me 0 1 2 3 4 5 Não me sinto
con ante para nada con ante
sair de casa, para sair de casa,
apesar de minha por causa da
doença pulmonar minha doença
pulmonar
Durmo 0 1 2 3 4 5 Não durmo
profundamente profundamente
devido à minha
doença pulmonar
Tenho muita 0 1 2 3 4 5 Não tenho
energia energia
Total de pontos obtidos
DIAGNÓSTICO COMPLEMENTAR
ESPIROMETRIA
Nos casos de suspeita clínica, é importante realizar a espirometria para con rmação do diagnóstico de
obstrução. Esta revela distúrbio ventilatório obstrutivo expresso por redução da relação volume
expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1)/capacidade vital forçada (CVF), que está abaixo do
limite inferior previsto. Na maioria das vezes, não há resposta signi cativa ao broncodilatador quando
testado pela variação do VEF1.
RADIOGRAFIA DE TÓRAX
Nas incidências posteroanterior (PA) e per l demonstram hiperinsu ação pulmonar, presença de
bolhas de en sema, espessamento brônquico.
TOMOGRAFIA DE TÓRAX
Deve ser solicitada quando as informações existentes não permitam a exclusão de outras doenças, ou
na avaliação do grau de doença en sematosa existente.
ECOCARDIOGRAMA
Na suspeita de doença cardiovascular coexistente ou na suspeita de hipertensão pulmonar.
ELETROCARDIOGRAMA
Quando existe DAC, que é muito frequente no portador de DPOC.
POLISSONOGRAFIA
A coexistência da síndrome de apneia e hipopneia do sono (SAHOS) vem sendo descrita em
portadores de DPOC. Deve ser solicitada na suspeita clínica de SAHOS e nos casos mais graves da
DPOC.
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
Deve ser feito com as seguintes enfermidades: asma, insu ciência cardíaca, bronquiectasias,
tuberculose, bronquiolite obliterante. Os exames especí cos vão esclarecer o diagnóstico.
TRATAMENTO
O tratamento da DPOC tem por objetivos melhorar os sintomas e a qualidade de vida e reduzir os
riscos da progressão da doença.
Objetivos do tratamento da DPOC.
A escolha da terapêutica deve levar em consideração fatores que permitam avaliar o risco da doença e
o prognóstico, isto é, a presença e intensidade dos sintomas, a frequência das exacerbações e o
impacto da doença sobre a função pulmonar. A tabela a seguir mostra a classi cação de gravidade da
DPOC. A partir dessa classi cação, o tratamento pode ser individualizado, incluindo medidas gerais e
medicamentosas.
CLASSIFICAÇÃO DE GRAVIDADE DA DPOC
LEVE MODERADA GRAVE MUITO GRAVE
Espirometria VEF ≥ 180% 79% a 50% 49% a 30% < 30%
Exacerbações no < 1 < 1 > 2 ou 1
ano anterior internação
Sintomas MRC < 2 MRC < 2 MRC 2 ou 3 MRC 4
CAT < 10 CAT < 10 CAT > 10 CAT > 10
Considere o maior risco usando a espirometria e história de exacerbações.
MRC: Medical Research Council; CAT: COPD Assessment Test; VEF1: volume expiratório forçado no
primeiro segundo.
MEDIDAS GERAIS
REABILITAÇÃO
Deve ser indicada para todos os pacientes, independente da gravidade. Se não for possível incorporar
o paciente a um programa de reabilitação, ele deve ser orientado a realizar caminhadas diárias de 30 a
40 minutos. Embora não haja impacto importante na função pulmonar, tem sido demonstrada
melhora signi cativa na capacidade de exercício e na qualidade de vida dos pacientes conduzidos aos
programas de reabilitação.
NUTRIÇÃO
Deve ser avaliado o estado nutricional do paciente, considerando que o percentual de desnutrição é
elevado na DPOC. A orientação para uma alimentação saudável, rica em minerais, frutas e vegetais,
deve ser rotineira. Em casos especí cos é necessária suplementação proteica e vitamínica. Avaliação
por nutricionista pode ser necessária.
VACINAÇÃO
O paciente deve receber anualmente a vacina antigripal. Vacina antipneumocócica deve ser indicada.
A vacinação contra coqueluxe (pertussis) é indicada nos pacientes mais graves, especialmente porque
a coqueluxe vem ocorrendo com maior frequência entre pacientes adultos.
TRATAMENTO MEDICAMENTOSO
As drogas broncodilatoras representam a primeira linha de tratamento, preferencialmente por via
inalatória, por possibilitar deposição pulmonar maior e menores efeitos sistêmicos. O dispositivo
inalatório deve ser escolhido respeitando as preferências e habilidades dos pacientes individualmente.
É fundamental orientação minuciosa da forma de utilização das medicações inalatórias para que
possibilite maior concentração nas vias aéreas e, consequentemente, maior e cácia.
Os broncodilatadores são divididos em os de curta ação, prescritos como resgate nos casos de
crise de dispneia, e os de longa ação, usados no tratamento diário para controle dos sintomas e
subsequente redução do risco futuro da doença. Os broncodilatadores de curta ação comercializados
são os anticolinérgicos (brometo de ipratróprio) e os 2-adrenérgicos (salbutamol e fenoterol) em
apresentações isoladas ou associadas.
Os broncodilatadores de longa ação são os anticolinérgicos (tiotrópio) e ß2-adrenérgicos
(salmeterol, formoterol e indacaterol). O quadro a seguir mostra os broncodilatadores mais usados na
DPOC.
Para pacientes com doença grave ou muito grave com exacerbações frequentes, o uso de
corticoide inalatório associado ao broncodilatador de longa ação pode ser indicado. E, em casos
especí cos, para pacientes com per l de bronquite crônica com produção de secreção abundante e
exacerbações frequentes pode ser prescrito o ro umilaste, antiin amatório oral.
BRONCODILATADORES USADOS NA DPOC
DOSE DO DOSE/INALADOR
MEDICAMENTO/ DOSIMETRADO
MEDICAMENTO NEBULIZAÇÃO (SPRAY OU PÓ) INTERVALO/DOSE
ß-AGONISTAS
Indacaterol Não disponível 150 ou 300 µg dose A cada 24 horas
inalação
Formoterol Não disponível 12-24 µg A cada 12 horas
dose/inalação
Salmeterol Não disponível 50-100 µg dose/dia A cada 12 horas
Salbutamol 2,5 – 5 mg 100-200 µg A cada 2-4 horas/SOS
dose/inalação dose/inalação
Fenoterol 0,5-2 mg 100-200 µg A cada 2-4 horas/SOS
dose/inalação dose/inalação
Terbutalina 5-10 µg dose/inalação 250-500 µg A cada 2-4 horas/SOS
dose/inalação
ANTICOLINÉRGICOS
Ipratrópio 0,25-0,5 mg 40-80 mg A cada 2 horas/SOS
dose/inalação dose/inalação
Tiotrópio Não disponível 5 µg – dose/dia A cada 24 horas RECOMENDAÇÕES PARA O TRATAMENTO DA DPOC ESTÁVEL
Todos os pacientes devem ser orientados em relação aos fatores de risco como tabagismo e fumaça
ambiental.
A atividade física deve ser estimulada e, sempre que possível, o paciente deve ser encaminhado a
um serviço de reabilitação.
Deve ser indicada a vacinação antigripal (anual) e antipneumocócica (se utilizar a R23 –
polissacarídea –, a cada 5 anos, e se utilizar a vacina conjugada, uma dose).
O tratamento deve ser instituído segundo a classi cação de gravidade e risco, conforme tabela a
seguir:
INDICAÇÃO DE TRATAMENTO DA DPOC ESTÁVEL SEGUNDO SUA CLASSE DE RISCO
GRUPO RISCO PRIMEIRA ESCOLHA SEGUNDA ESCOLHA
Leve BD curta ação inalatórios: ß-agonista de curta ação +
ß-agonistas ou anticolinérgico anticolinérgico de curta ação, ou
Anticolinérgico de longa ação, ou
ß-agonista de longa ação
Moderado Anticolinérgico de longa ação Anticolinérgico de longa ação e
ou ß-agonista de longa ação
ß-agonista de longa ação
Grave ß-agonistas de longa ação + Anticolinérgico de longa ação +
corticoide inalatório, ou ß-agonista de longa ação +
Anticolinérgico de longa ação inibidor de fosfodiesterase
Muito grave ß-agonista de longa ação + Anticolinérgico de longa ação e
corticoide inalatório + ß-agonista de longa ação +
anticolinérgico de longa ação inibidor de fosfodiasterase
No acompanhamento dos pacientes, é importante avaliar novas exacerbações e o aparecimento de
novos sintomas sugestivos de complicações ou comorbidades presentes. Sempre que possível, parâmetros objetivos de função pulmonar devem ser medidos.
A resposta ao tratamento, além do controle dos sintomas, envolve a melhora das atividades de
vida diária, a redução do número e da intensidade das exacerbações e a melhora do estado de saúde
(qualidade de vida).
A avaliação objetiva por espirometria e gasometria pode auxiliar no acompanhamento desses
pacientes.
A realização da espirometria deve ocorrer pelo menos uma vez ao ano. O VEF1 apresenta uma
excelente relação com a morbidade e a mortalidade na DPOC, embora não seja o melhor parâmetro
funcional para medir a resposta ao tratamento.
A hipoxemia deve ser pesquisada inicialmente, podendo ser aferida pela medida periférica da
saturação de oxigênio. Esta avaliação deve ser realizada em toda consulta médica.
TRATAMENTO DA EXACERBAÇÃO
A exacerbação da DPOC é fator independente de mortalidade, piora a qualidade de vida, leva ao
agravamento da função pulmonar e tem elevado custo econômico e social.
Os sintomas mais frequentemente observados podem ser respiratórios primários (piora da
dispneia, mudança da cor do escarro e aumento da expectoração), respiratórios secundários (piora da
tosse, sensação de opressão torácica, dor torácica, taquipneia e taquicardia) e sistêmicos (insônia,
confusão mental, fadiga, mal-estar, febre e depressão).
As causas de agravo de sintomas podem ser infecciosas (bacteriana, viral), não infecciosas
(fatores ambientais, uso inadequado da medicação, fatores climáticos) e outras (pneumotórax,
arritmias, insu ciência cardíaca, embolia pulmonar).
Após a classi cação da gravidade da exacerbação (leve, moderada ou grave) é possível decidir
qual o melhor tratamento para o paciente e se este deve ser hospitalizado.
TRATAMENTO AMBULATORIAL
• Manter a medicação já utilizada.
• Aumentar o uso de broncodilatadores de curta ação, usar corticoide oral e reavaliar resposta em
algumas horas (3 a 6 horas).
• Usar antibiótico se tiver secreção purulenta (amarela espessa).
• Se não ocorrer melhora, encaminhar ao hospital para reavaliação.
INDICAÇÕES DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR
• Incapacidade de cuidar o paciente em domicílio.
• DPOC muito grave.
• Falência de tratamento ambulatorial.
• Doenças associadas às repercussões clínicas: insu ciência cardíaca congestiva, diabetes
mellitus, arritmia cardíaca, doença renal ativa ou doença hepática ativa.
• Suspeita de outros diagnósticos associados, tais como pneumonia, embolia, derrame pleural ou
pneumotórax.
• Dispneia acentuada que não melhora com tratamento adequado.
INDICAÇÃO DE INTERNAÇÃO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
• Frequência respiratória (FR) > 30 incursões por minuto.
• Respiração paradoxal.
• Instabilidade hemodinâmica.
• Alteração sensorial (confusão mental, sonolência, torpor, coma).
• Hipoxemia intensa e não responsiva ao uso de oxigênio (PaO2 < 40 mmHg).
• Hipercapnia intensa ou progressiva (PaCO2 > 60 mmHg).
• Acidose respiratória pH < 7,25.
TRATAMENTO
TRATAMENTO HOSPITALAR
• Manter as medicações e associar a broncodilatadores de curta ação para melhora da dispneia
(nebulização ou spray).
• Iniciar corticoterapia oral com prednisona na dose de 30-60 mg/dia (ou doses equivalentes de
metilprednisolona) devendo ser mantida no máximo por 14 dias.
• Indicar antibiótico para pacientes com sinais clínicos de infecção bacteriana (agravamento dos
sintomas de tosse, dispneia e aumento da secreção purulenta), pois reduzem o risco de
mortalidade. O tempo de tratamento por 5 a 10 dias é su ciente.
• e avaliar a necessidade de ventilação mecânica não invasiva ou invasiva. Após avaliação da gasometria arterial, é importante iniciar com oxigenoterapia, quando indicada,
• Iniciar com doses pro láticas de heparina.
OXIGENOTERAPIA NA EXACERBAÇÃO
Oxigenoterapia na exacerbação da DPOC deve ser iniciada quando houver hipoxemia (medida de SpO2
menor que 90%). Sua administração pode ser realizada por cateter nasal ou sistema de máscaras. A
oxigenoterapia deve ser titulada individualmente.
A gasometria arterial é recomendada no início da administração e após 20 minutos, para avaliar
o aparecimento ou agravo de hipercapnia.
VENTILAÇÃO MECÂNICA NÃO INVASIVA (VMNI)
A VMNI está indicada nas exacerbações quando o paciente apresenta dispneia de moderada à grave,
com uso de musculatura acessória e movimentação paradoxal do abdome ou na presença de acidose
respiratória com pH < 7,30 e/ou hipercapnia (PaCO2 > 45 mmHg) e taquipneia (FR > 25 mpm).
Deve ser instituída por pessoal treinado e em ambiente com supervisão médica contínua.
COMORBIDADES E COMPLICAÇÕES DA DPOC
Quanto mais grave a DPOC, maior é o número de doenças associadas. As doenças cardiovasculares, as
síndromes metabólicas, a síndrome da apneia do sono, a ansiedade ou a depressão podem ocasionar
agravo dos sintomas do paciente, prejudicando o seu controle. A DPOC pode ainda ser complicada pelo
aparecimento do câncer de pulmão, por pneumonia e pneumotórax.
Ao aparecer novo sintoma ou ocorrer modi cação de sintomas, exames complementares devem
ser coletados e comparados com os exames iniciais.