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Hipercortisolismo
INTRODUÇÃO
A síndrome de Cushing (SC) é de nida como um estado decorrente da exposição prolongada e inapropriada a excessivas
quantidades de cortisol.
ETIOLOGIA
A SC tem etiologias variadas, sejam elas endógenas ou exógenas. As causas exógenas são as mais frequentes e decorrem
principalmente do uso crônico de corticosteroides. As causas endógenas podem ser ACTH-dependentes ou ACTH independentes,
em uma distribuição de cerca de, respectivamente, 84% e 16% dos casos. A doença de Cushing (DC) é a etiologia endógena mais
frequente, causada pela produção excessiva de ACTH pelas células corticotró cas da adeno-hipó se. Há predomínio em mulheres,
em uma relação homem:mulher de cerca de 1:8. Em geral a DC apresenta-se como doença isolada, contudo, excepcionalmente,
faz parte da neoplasia endócrina múltipla do tipo 1 (NEM-1), podendo ser a manifestação dessa síndrome poliglandular.
DISTRIBUIÇÃO DAS ETIOLOGIAS ENDÓGENAS DA SÍNDROME DE CUSHING
CAUSAS ACTH-DEPENDENTES (84%) DISTRIBUIÇÃO RELATIVA
Doença de Cushing (adenoma hipo sário) 70%-80%
Doença de Cushing (carcinoma hipo sário) < 1%
Hiperplasia de células corticotró cas < 1%
Síndrome de secreção ectópica de ACTH 10%-15%
Síndrome de secreção ectópica de CRH < 1%
Síndrome de secreção ectópica de ACTH e CRH 1%
Tumores ectópicos secretores de bombesina < 1%
Fonte secretora de ACTH de origem não identi cável 6%
CAUSAS ACTH-INDEPENDENTES (16%) DISTRIBUIÇÃO RELATIVA
Carcinomas adrenais 40%
Adenomas adrenais 60%
Hiperplasia adrenocortical macronodular (clássica) < 1%
Hiperplasia adrenocortical macronodular (por expressão aberrante de receptores) < 1%
Doença adrenal nodular pigmentada primária (PPNAD) < 1% Dentre as causas de SC ACTH-dependentes, uma das mais frequentes é a secreção de ACTH por vários tumores. Os carcinomas
pulmonares produtores de ACTH são predominantemente encontrados em homens, com pico de incidência entre 40 e 60 anos.
As causas de SC ACTH-independentes correspondem a cerca de 15% a 20% dos casos. Nesse grupo, encontram-se as
patologias de origem adrenal, como adenomas, carcinomas e algumas formas de hiperplasias. Diferentemente do que ocorre em
adultos, nos quais as principais etiologias da SC são as ACTH-dependentes, as causas adrenais são as responsáveis por
aproximadamente 65% dos casos de SC na infância. Os carcinomas são quase 4 vezes mais frequentes que os adenomas nessa
faixa etária.
Em adultos, os adenomas adrenais são as principais lesões causadoras de SC ACTH-independente, correspondendo a
aproximadamente 60% dos tumores adrenais secretores de cortisol. Os adenomas adrenais geralmente são de pequeno tamanho
(< 3 cm), diferentemente dos carcinomas adrenais, que, com frequência, são tumores de maiores dimensões à ocasião do seu
diagnóstico, em sua maioria atingindo valores acima dos 6 cm. Os carcinomas adrenais que levam à SC perfazem uma parcela
menor das causas de SC ACTH-independente (40% casos). Esse tipo tumoral pode, em até cerca de 10% dos casos, apresentar-se
com nódulos adrenais bilaterais. Outras patologias de origem adrenal podem cursar com SC, como é o caso da hiperplasia
adrenocortical macronodular. Classicamente, essa forma de hiperplasia bilateral cursa com a presença de pelo menos 1 nódulo
adrenal de tamanho variável e pode ser encontrada em 10% a 40% dos pacientes com DC. Os indivíduos mais frequentemente
acometidos com essa forma de hiperplasia adrenal são os mais idosos e com duração de doença hipo sária mais elevada. Outra
forma muito rara de hiperplasia adrenal que pode ser responsável pelo surgimento da SC é a doença adrenal nodular pigmentada
primária (PPNAD – primary pigmented nodular adrenal disease).
DIAGNÓSTICO CLÍNICO
As manifestações clínicas da SC são inúmeras, podendo envolver diversos sistemas. Esses achados podem variar entre os
indivíduos acometidos e em função da gravidade da doença apresentada. De maneira geral, não é possível uma distinção clínica
completa entre os tumores de origem adrenal, hipo sária ou os de origem ectópica.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DA SÍNDROME DE CUSHING
Gerais
Deposição supraclavicular de gordura
Fáscies de lua cheia
Ganho de peso
Giba
Obesidade
Troncular
Generalizada
Cutâneas e de anexos cutâneos
Acne
Adelgaçamento cutâneo
Contusões fáceis
Estrias violáceas, > 1 cm de espessura
Hiperpigmentação cutânea
Hirsutismo
Hipertricose
Pletora
Prejuízo na cicatrização de feridas
Queda de cabelo
Endócrino-metabólicas
Alteração na função tireoidiana
Alteração no metabolismo glicídico
Diabetes
Intolerância oral à glicose
Baixa estatura
Dislipidemia
Hipogonadismo hipogonadotró co
Diminuição de libido
Impotência
Irregularidade menstrual
Virilização
Aumento peniano
Clitoromegalia
Incremento da pili cação corporal
Musculares e osteoarticulares
Dor óssea
Fraqueza muscular, principalmente proximal
Lombalgia
Miofasciculação
Necrose asséptica da cabeça do fêmur
Neuropsiquiátricas
Disfunções neurológicas
Alterações na memória
Cefaleia
Disfunção cognitiva
Insônia
Disfunções psiquiátricas
Labilidade emocional
Paranóia
Psicose
Nefrológicas
Nefrolitíase
Poliúria
Oftalmológicas
Alterações no campo
visual Catarata
Glaucoma
Quemose
Outros sistemas
Edema periférico
Eventos tromboembólicos
Hipertensão arterial sistêmica
Imunossupressão
Infecções
Massa abdominal
DIAGNÓSTICO COMPLEMENTAR
O primeiro passo para o diagnóstico etiológico da SC é a con rmação do hipercortisolismo. Para tanto, vários testes podem ser
realizados, como representado na tabela a seguir. Uma vez con rmado o hipercortisolismo, deve-se prosseguir com a investigação
da etiologia da SC.
O teste de Liddle auxilia na diferenciação entre DC e as causas adrenais e ectópicas. No caso da DC, ocorre supressão do
cortisol para níveis menores que 50% do basal. Já no caso das causas adrenais ou dos tumores ectópicos, essa queda não ocorre ou
é de menor magnitude. Contudo, nem sempre esse texto consegue diferenciar com certeza a DC dos tumores ectópicos,
especialmente dos carcinoides. Isso porque tais tumores podem, em 50% a 90% dos casos, apresentar uma resposta ao Liddle II
semelhante à DC, o que deixa dúvidas quanto ao diagnóstico etiológico. Nesses casos, o exame de imagem pode ser de grande
auxílio.
TESTES DIAGNÓSTICOS PARA A CONFIRMAÇÃO DO HIPERCORTISOLISMO
TESTE DE SUPRESSÃO NOTURNA COM 1 mg DEXAMETASONA (DOSAGEM DE CORTISOL PLASMÁTICO)
• Geralmente utilizado como screening
• Procedimento: ingesta de 1 mg de dexametasona às 23 horas de um dia, com coleta de cortisol plasmático às 8 horas do
dia seguinte.
• Resposta nomal: cortisol plasmático <1,8 μh/dL.
• Resultado positivo: cortisol plasmático > 1,8 μh/dL.
○ Falso-positivos: obesidade, estresse, alcoolismo, doenças psiquiátricas (anorexia nervosa, depressão, mania), doenças
agudas, uso de carbamazepina/Rifampicina/fenitoína/troglitazona (aumentam a metabolização hepática de
dexametasona), hipertireoidismo/gravidez/estrogênios orais/contraceptivos orais (aumentam a proteína ligadora de
corticoide – CBG, elevando o cortisol total), insu ciência renal (baixa absorção intestinal da dexametasona).
○ Falso-negativos: hepatopatias crônicas e uso de drogas que reduzam a metabolização hepática da dexametasona,
hipercortisolismo cíclico.
TESTE DE SUPRESSÃO NOTURNA COM 1 mg DEXAMETASONA (DOSAGEM DE CORTISOL SALIVAR)
• Procedimento: ingesta de 1 mg de dexametasona às 23 horas de um dia, com coleta de cortisol salivar às 8 horas do dia
seguinte.
• Resposta normal: cortisol salivar <0,1 μh/dL.
• Resultado positivo: cortisol salivar > 0,1 μh/dL.
TESTE DE LIDDLE I (DOSAGEM DE CORTISOL PLASMÁTICO)
• Geralmente utilizado quando o teste com 1 mg de dexametasona for anormal (mas alguns centros utilizam-no de rotina na
investigação do hipercortisolismo).
• Procedimento: ingesta de 0,5 mg dexametasona de 6/6 horas, por 2 dias, com coleta de cortisol plasmático 6 horas após a
última dose.
• Resposta normal: cortisol plasmático < 1,8 μh/dL.
• Resultado positivo: cortisol plasmático > 1,8 μh/dL.
○ Falso-positivos: os mesmos do teste de supressão com 1 mg de dexametasona, com exceção da obesidade.
○ Falso-negativos: os mesmos do teste de supressão com 1 mg de dexametasona.
TESTE DE LIDDLE I (DOSAGEM DE CORTISOL LIVRE URINÁRIO) (CLU)
• Procedimento: ingesta de 0,5 mg de dexametasona de 6/6 horas, por 2 dias, com início da coleta de cortisol na manhã do
segundo dia do teste.
• Resposta normal: CLU < 10,0 μh/dL.
• Resultado positivo: CLU > 10,0 μh/dL.
DOSAGEM DO CORTISOL LIVRE URINÁRIO
• Avalia a fração não ligada do cortisol (não sendo in uenciada por situações de aumento da CBG).
• Técnica (mais utilizada): cromatogra a líquida de alta pressão (HPLC).
• Procedimento: coleta de urina de 24 horas.
○ Requer pelo menos 3 coletas para que possa haver diminuição do risco de falso-negativos.
• Resposta normal: CLU dentro dos valores de referência (VR) para o ensaio.
• Resultado positivo: CLU acima dos VR para o ensaio em pelo menos 2 a 3 amostras coletadas.
○ Falso-positivos: depressão, ansiedade crônica, síndrome dos ovários policísticos, obesidade, alcoolismo, uso de
carbamazepina/feno brato (reação cruzada no ensaio), gestação, doenças crônicas, uso de corticoides exógenos (reação
cruzada se o ensaio utilizado for por radioimunoensaio ou por imunometria).
○ Falso-negativos: doença branda, hipercortisolismo intermitente.
DOSAGEM DO CORTISOL PLASMÁTICO DA MEIA-NOITE
• Procedimento:
○ Requer internação do paciente por pelo menos 48 horas antes da coleta do exame.
○ Acesso venoso deve ser obtido muito tempo antes da coleta.
○ Paciente deve ser orientado a ir dormir por volta das 22 horas.
○ Idealmente, o paciente deve permanecer dormindo durante a coleta (diminuir o risco de elevação dos níveis de cortisol
com o susto). Caso o paciente desperte, a coleta deve ser realizada 5 minutos depois.
• Resposta normal: cortisol plasmático < 0,28 μh/dL.
• Resultado positivo: cortisol plasmático > 0,28 μh/dL.
○ Falso-positivos: doença aguda (sepse, insu ciência cardíaca).
DOSAGEM DO CORTISOL SALIVAR DA MEIA-NOITE
• Alta correlação com o cortisol livre plasmático.
• Não requer hospitalização para coleta.
• Há grande variação entre ensaios, sendo necessária validação para cada laboratório.
• Útil para avaliação de hipercortisolismo intermitente/cíclico, coletando amostra durante os sintomas.
• Resposta normal: cortisol salivar < 1,8 μh/dL.
• Resultado positivo: cortisol salivar > 1,8 μh/dL.
○ Falso-positivos: estresse, sangramento gengival, gengivite.
ALTERAÇÕES EM EXAMES COMPLEMENTARES
ALTERAÇÕES EM EXAMES COMPLEMENTARES NA SÍNDROME DE CUSHING
Aceleração da idade óssea Hipercalciúria
Alcalose Hiperglicemia
Anemia Hiper-homocisteínemia
Anormalidades ecocardiográ cas Hipernatremia
Anormalidades eletrocardiográ cas Hipocalemia
Diminuição da secreção de GH Osteopenia
Diminuição do LH, FSH, estradiol/testosterona Osteoporose
Diminuição do TSH Redução de HDL-colesterol
Elevação de triglicerídeos
Fraturas ósseas
Espontâneas
Patológicas
Como já mencionado, a maioria dos tumores hipo sários secretores de ACTH consiste em microadenomas (< 1 cm), restritos à
adeno-hipó se. Nesses casos, a realização de ressonância magnética (RM) com sequências em menores intervalos de tempo (ditas
dinâmicas ou FLAIR) pode contribuir para melhor identi cação dessas pequenas lesões, que geralmente são hipointensas e não
captantes de gadolíneo. Apesar de a RM ser o exame de imagem de escolha para avaliação da DC, sua sensibilidade não é muito
boa: apenas cerca de 55% dos tumores são identi cados. Nesses casos em que a investigação laboratorial sugere DC, mas a RM
não mostra tumor hipo sário, se encontra indicada a realização do cateterismo do seio petroso inferior, com dosagem de ACTH no
sangue periférico e nas amostras de sangue provenientes de ambos os seios petrosos inferiores, logo antes e após a injeção de CRH
(1 µg/kg, intravenoso) (nos tempos 1’, 3’, 5’, 10’ e 20’). Quando não disponível, pode-se utilizar o DDAVP (10 µg, intravenoso). Com o auxílio desse procedimento invasivo, tenta-se comprovar que os níveis de ACTH estão muito mais elevados no sangue do seio
petroso inferior do lado em que se encontra o microadenoma hipo sário que no lado contralateral e que o sangue periférico.
No caso da SC de origem adrenal, a tomogra a computadorizada (TC) de abdome é superior à RM para detalhamento
espacial do tumor. Entretanto, nem mesmo esse exame tem a capacidade de diferenciar com certeza absoluta um adenoma de um
carcinoma de origem adrenal. Achados que podem sugerir que a massa adrenal corresponda a um carcinoma são tamanho maior
que 6 cm, a presença de invasão vascular e/ou linfática e o achado de metástase extra-adrenal. Essa diferenciação acabará sendo
feita por meio da avaliação peroperatória e pela histopatologia da peça cirúrgica.
Se a suspeita diagnóstica recair sobre tumores ectópicos produtores de ACTH e/ou CRH, os exames de imagem que devem ser
realizados são a TC e/ou RM de pescoço, tórax e abdome. No caso da TC, deve-se dar preferência aos aparelhos helicoidais de alta
resolução. Caracteristicamente, esses tumores captam contraste venoso à TC helicoidal.
Os carcinoides brônquicos são tumores de tamanho reduzido (< 1 cm), podendo não ser localizados mesmo pela TC
helicoidal. Nesses casos, um exame que pode auxiliar é a realização de cintilogra a com 111In-pentetreotida (Octreoscan®). Este
exame é útil, uma vez que alguns desses tumores expressam receptores para somatostatina.
Algoritmo de investigação de hipercortisolismo.
TRATAMENTO
A SC exógena deve ser tratada com a suspensão do corticoide, e os cuidados pertinentes à forma e à velocidade de retirada da
droga devem ser rigorosamente tomados.
O tratamento da SC endógena depende da etiologia do hipercortisolismo. Caso o indivíduo acometido apresente um tumor de
origem adrenal, a conduta terapêutica apropriada é a adrenalectomia da glândula acometida. Contudo, em se tratando de um carcinoma adrenal, a taxa de sucesso apenas com a cirurgia é baixa, com ressecção completa do tumor em cerca 25% dos casos.
Assim, muitas vezes se torna necessária complementação terapêutica com radioterapia (RT) e/ou terapia medicamentosa (com
mitotano, cetoconazol, metirapona ou aminoglutetimida) que reduza o hipercortisolismo.
Em se tratando de um caso de DC, a conduta ideal é também cirúrgica, com ressecção do tumor hipo sário. Entretanto, a via
de acesso, transesfenoidal ou transcraniana, vai ser de nida principalmente pelo tamanho tumoral e sua extensão local. Se não
for possível a ressecção completa do tumor hipo sário com a cirurgia, pode ser feita segunda intervenção cirúrgica seguida de RT
ou apenas complementação da primeira cirurgia com RT.
No caso dos tumores ectópicos produtores de ACTH, a conduta com melhores taxas de resposta clínica também é a cirúrgica.
Contudo, nem sempre é possível ser realizada a ressecção do tumor em questão, como é o caso dos tumores de pequenas células
de pulmão, que muitas vezes já apresentam metástases ao seu diagnóstico. Nesses casos, pode-se tentar melhora com uso de
quimioterapia (QT), mas as taxas de resposta são insatisfatórias.
Nos casos de tumores inoperáveis ou de neoplasias ocultas com grave hipercortisolismo, a opção também pode ser o uso de
drogas hipocortisolêmicas, como o mitotano (1.500 a 9.000 mg/dia), o cetoconazol (400 a 1.200 mg/dia) e a metirapona (500 a
6.000 mg/dia). O mitotano tem uma ação adrenolítica, com destruição do córtex adrenal. Ele age também inibindo a síntese de
cortisol, assim como as demais drogas, cada uma delas com ação em uma enzima especí ca da esteroidogênese. O cetoconazol,
por sua vez, age sobre a maioria das enzimas da esteroidogênese adrenal, inibindo a biossíntese de cortisol.
Nos pacientes refratários à terapia medicamentosa, pode-se recorrer à realização de adrenalectomia bilateral para o controle
do hipercortisolismo. Não se pode esquecer que tal procedimento deve ser indicado apenas em situações nas quais a sobrevida
média prevista para o paciente em questão sobrepuje os riscos de tal procedimento.
Os pacientes com SC de origem adrenal devem ser mantidos com corticoides no pós-operatório, uma vez que a suprarrenal
contralateral ao tumor geralmente se encontra atro ada. Especial cuidado deve ser dado ao risco potencial que os pacientes com
SC subclínica têm de evoluírem com insu ciência adrenal no período pós-operatório de exérese do incidentaloma, já que a adrenal
contralateral ao tumor se encontra suprimida pelo hipercortisolismo.