GPS: Clínica Médica
Dislipidemia
INTRODUÇÃO / CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS
Entende-se por dislipidemia a elevação ou redução patológica nas concentrações de lípides circulantes. Consequentemente,
acarreta aumento na incidência de doença vascular aterosclerótica, em especial doença arterial coronariana (DAC) e acidente
vascular encefálico (AVE). Além disso, no caso das elevações acima de 400 mg/dL de triglicérides (TRI), impõe também risco de
pancreatite aguda. Podem ser: primárias, quando decorrentes de alterações genéticas; secundárias, quando ocasionadas por uso
de fármacos ou pela presença de patologia intercorrente que promove alteração do metabolismo lipídico; ou mistas.
DIAGNÓSTICO CLÍNICO
Obter, a partir da anamnese, os seguintes dados, considerados pertinentes na avaliação do paciente:
• Época em que foi feito o diagnóstico.
• História familiar de dislipidemia.
• História familiar de DAC/AVE prematura(o) em familiares de primeiro grau (antes dos 55 anos, em homens; ou antes dos 65
anos, em mulheres).
• Uso de medicações ou presença de condições clínicas que possam gerar dislipidemia secundária.
MEDICAMENTOS ASSOCIADOS À DISLIPIDEMIA SECUNDÁRIA
DROGA EFEITO
Diuréticos ↑ TRI ↓ HDL
Betabloqueadores ↑ TRI ↓ HDL
Estrogênios orais ↑ TRI ↑ HDL ↓ LDL
Progestágenos orais ↓ HDL
Esteroides anabolizantes ↓ HDL ↑ COL TOT
Retinoides ↑ TRI
Glicocorticoides ↑ COL TOT ↑ TRI
Ciclosporina ↑ LDL ↑ TRI ↓ HDL
Interferon ↑ TRI
Tamo xeno ↑ TRI
Inibidores de protease ↑ TRI ↓ HDL ↑ LDL
ColTot = Colesterol Total
CONDIÇÕES CLÍNICAS ASSOCIADAS À DISLIPIDEMIA SECUNDÁRIA
HIPERTRIGLICERIDEMIA PREDOMINANTEMENTE HIPERCOLESTEROLEMIA PREDOMINANTEMENTE
Obesidade Hipotireoidismo
Diabetes mellitus (DM) Colestase
Alcoolismo Síndrome nefrótica
Uremia Disglobulinemias
Lipodistro a Por ria intermitente aguda
Glicogenoses Anorexia nervosa
Disglobulinemias Hepatoma
Acromegalia
AIDS
O exame físico em geral é pobre, exceto nas elevações mais pronunciadas, nas quais podem ser encontrados os dados descritos a
seguir:
ACHADOS AO EXAME FÍSICO
Xantomas eruptivos
TRI > 2.000 mg/dL
Lipemia retinalis
Arco corneano
Hipercolesterolemia
Xantelasmas
Xantomas tendinosos Hipercolesterolemia familiar
Xantoma palmar Disbetalipoproteinemia
Xantoma tuberoso ou tuberoeruptivo Disbetalipoproteinemia
DESCRIÇÃO DOS ACHADOS FÍSICOS
• Xantomas eruptivos: lesões cutâneas eruptivas, de coloração amarelada, geralmente com halo eritematoso e com cerca
de 2 mm a 5 mm de diâmetro. Encontradas com maior frequência em cotovelos, joelhos e nádegas.
• Lipemia retinalis: lesão visível ao fundo de olho, na qual os vasos da retina adquirem uma coloração branca e aspecto
leitoso. Em geral, não gera comprometimento da acuidade visual e é reversível com a redução dos níveis de triglicérides.
• Arco corneano: arco esbranquiçado, perceptível a olho nu nas bordas da íris.
• Xantelasmas: lesão cutânea amarelada, presente nas pálpebras (em geral superiores, mas podendo ocorrer também nas
inferiores).
• Xantomas tendinosos: espessamento difuso dos tendões. Mais comum acometer o tendão de aquiles e os tendões dos
músculos extensores dos dedos das mãos.
DIAGNÓSTICO CLÍNICO
DESCRIÇÃO DOS ACHADOS FÍSICOS
• Xantoma palmar: nódulos de coloração amarelo-alaranjada nos sulcos da palma da mão.
• Xantoma tuberoso: nódulos localizados em superfícies extensoras, geralmente móveis e de cor alaranjada ou vermelha.
• Xantoma tuberoeruptivo: nódulos amarelados ou róseos, de 3 mm a 8 mm, frequentemente con uentes em superfícies
extensoras.
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
Resume-se a solicitação do per l lipídico (o qual envolve as dosagens do colesterol total, triglicérides e HDL) e, com base nos
dados obtidos, o cálculo do LDL através da fórmula de Friedwald:
Fórmula de Friedwald = LDL = Col Tot – (HDL + TRI/5)
Lembrar que a referida equação só se aplica a pacientes com TRI < 400 mg/dL. Em casos de suspeita de dislipidemia primária,
pedir a eletroforese de lipoproteínas. Não se esquecer de orientar o paciente a fazer jejum de 10 a 12 horas para colher o exame;
não ingerir bebida alcoólica nas 72 horas que antecedem a coleta; e descontinuar, se possível, medicações que possam interferir,
por 3 semanas antes do exame.
A seguir, deve-se aplicar o escore de risco de Framingham a m de de nir a categoria de risco na qual o paciente se enquadra
(alto, médio ou baixo risco) e, assim, de nir a meta de LDL. Atentar para o fato de que indivíduos com DM 1 ou 2, história de AVE
ou IAM prévio, doença estenótica da aorta abdominal ou seus ramos, doença arterial carotídea ou periférica já são considerados de
alto risco cardiovascular (CVC) e, portanto, não há necessidade de aplicar o escore de Framingham.
ESCORE DE RISCO DE FRAMINGHAM – HOMENS
IDADE PONTOS
20 a 34 anos -9
35 a 39 anos -4
40 a 44 anos 0
45 a 49 anos 3
50 a 54 anos 6
55 a 59 anos 8
60 a 64 anos 10
65 a 69 anos 11
70 a 74 anos 12
75 a 79 anos 13
ESCORE DE RISCO DE FRAMINGHAM – MULHERES
IDADE PONTOS
20 a 34 anos -7
35 a 39 anos -3
40 a 44 anos 0
45 a 49 anos 3
50 a 54 anos 6
55 a 59 anos 8
60 a 64 anos 10
65 a 69 anos 12
70 a 74 anos 14
75 a 79 anos 16
COL TOT – HOMENS
COL TOT/IDADE 20 A 39 ANOS 40 A 49 ANOS 50 A 59 ANOS 60 A 69 ANOS 70 A 79 ANOS
< 160 0 0 0 0 0
160-199 4 3 2 1 0
200-239 7 5 3 1 0
240-279 9 6 4 2 1
≥ 280 11 8 5 3 1
COL TOT – MULHERES
COL TOT/IDADE 20 A 39 ANOS 40 A 49 ANOS 50 A 59 ANOS 60 A 69 ANOS 70 A 79 ANOS
< 160 0 0 0 0 0
160-199 4 3 3 1 1
200-239 8 6 6 2 1
240-279 11 8 8 3 2
≥ 280 13 10 10 4 2
TABAGISMO – HOMENS
20 A 39 ANOS 40 A 49 ANOS 50 A 59 ANOS 60 A 69 ANOS 70 A 79 ANOS
Não 0 0 0 0 0
Sim 8 5 3 1 1
TABAGISMO – MULHERES
20 A 39 ANOS 40 A 49 ANOS 50 A 59 ANOS 60 A 69 ANOS 70 A 79 ANOS
Não 0 0 0 0 0
Sim 9 7 4 2 1
PA SISTÓLICA (mm Hg) – HOMENS
NÃO TRATADA TRATADA
< 120 0 0
120-129 0 1
130-139 1 2
140-149 1 2
≥ 160 2 3
PA SISTÓLICA (mm Hg) – MULHERES
NÃO TRATADA TRATADA
< 120 0 0
120-129 1 3
130-139 2 4
140-149 3 5
≥ 160 4 6
HDL – HOMENS OU MULHERES
≥ 60 -1
50-59 0
40-49 1
< 40 2
HOMENS
TOTAL DE PONTOS RISCO ABSOLUTO DE DAC EM 10 ANOS (%)
0 1
1 1
2 1
3 1
4 1
5 2
6 2
7 3
8 4
9 5
10 6
11 8
12 10
13 12
14 16
15 20
16 25
≥ 17 ≥ 30
MULHERES
TOTAL DE PONTOS RISCO ABSOLUTO DE DAC EM 10 ANOS (%)
< 9 < 1
9 1
10 1
11 1
12 1
13 2
14 2
15 3
16 4
17 5
18 6
19 8
20 11
21 14
22 17
23 22
24 27
≥ 25 ≥ 30
RISCO MEDIDA TERAPÊUTICA INICIAL REAVALIAÇÃO
Baixo MEV 6 meses
Médio MEV 3 meses
Alto MEV + tratamento farmacológico 3 meses
Aterosclerose manifesta MEV + tratamento farmacológico Individualizar
MEV = Modi cação do estilo de vida = Dieta + Atividade física regular
META TERAPÊUTICA (mg/dL)
RISCO CVC ABSOLUTO EM 10 ANOS (%) LDL COL NÃO HDL
Baixo (< 10%) < 160 < 190
Médio (10% a 20%) < 130 < 160
Alto (> 20%) ou DM < 100 (opcional < 70) < 130 (opcional < 100)
Aterosclerose signi cativa < 70 < 100
HDL TRI
Homens ≥ 40 < 150
Mulheres ≥50 < 150
DM ≥ 50 < 150
Col Não HDL = Col Tot – HDL
Após aplicação do escore de Framingham e de nição das metas terapêuticas, avaliar a presença dos chamados fatores agravantes
de risco, os quais representam características clínicas que elevam a categoria de risco do paciente.
FATORES AGRAVANTES DE RISCO
HFAM de DAC prematura
Síndrome metabólica
Micro ou macroalbuminúria
Doença renal crônica (Cr > 1,5 mg/dL ou Cl Cr < 60 mL/min)
PCR us > 3 mg/mL
Evidência de doença aterosclerótica subclínica:
- Escore de cálcio coronariano > 100 ou > p75
- Espessura íntima média da artéria carótida > 1 mm
- Índice tornozelo-braquial < 0,9
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
Após avaliação quanto à presença de causas secundárias de dislipidemias, deve-se avaliar se há possibilidade de dislipidemia
primária. Segue um resumo sobre tais condições:
CLASSIFICAÇÃO FENOTÍPICA DAS DISLIPIDEMIAS PRIMÁRIAS – CLASSIFICAÇÃO DE FREDRICKSON
APARÊNCIA DO
ALTERAÇÃO VALORES NO PERFIL PLASMA APÓS
FENÓTIPO LIPOPROTEICA ALTERAÇÃO LIPÍDICA LIPÍDICO (mg/dL) REFRIGERAÇÃO
I ↑ QM Hipertrigliceridemia Col tot = 160-400 Sobrenadante cremoso
TRI = 1.500-5.000
IIa ↑ LDL Hipercolesterolemia Col tot > 240 Transparente
TRI < 200
IIb ↑ LDL + ↑ VLDL Hipertrigliceridemia + Col tot = 240-500 Turvo
hipercolesterolemia TRI = 200-500
III ↑ IDL Hipertrigliceridemia + Col tot = 300-600 Turvo
hipercolesterolemia TRI = 300-600
IV ↑ VLDL Hipertrigliceridemia TRI = 300-1.000 Turvo
Col tot ≤ 240
V ↑ QM + ↑ VLDL Hipertrigliceridemia Col tot = 160-400 Sobrenadante
TRI = 1.500-5.000 cremoso, camada
inferior turva
QM = Quilomícrons
CARACTERÍSTICAS DAS PRINCIPAIS HIPERLIPOPROTEINEMIAS PRIMÁRIAS RESULTANTES DE MUTAÇÃO EM UM ÚNICO
GENE
RISCO DE
GENE MODO DE PADRÃO RISCO DE DAC
DISTÚRBIO MUTANTE HERANÇA FREQUÊNCIA DE LP XANTOMAS PANCREATITE PREMATURA
Def. familiar de LDL LDL AR 1/106 I, V Eruptivos Sim Não
Def. familiar de apo CII Apo CII AR 1/106 I, V Eruptivos* Sim Não
Hipercolesterolemia Receptor de AD 1/106 IIa, IIb* Tendino sos; Não Sim
familiar homozigótica LDL xantelasmas
Hipercolesterolemia Receptor de AD 1/500 IIa, IIb* Tendino sos; Não Sim
familiar heterozigótica LDL xantelasmas
Apo B100 defeituosa Apo B100 AD 1/1.000 IIa Tendinosos Não Sim
familiar
Disbetalipoproteinemia Apo E AR ou AD* 1/104 III Palmares Não Sim
Hiperlipidemia familiar Desconhecido AD 1/100 IIa, IIb, - Não Sim
combinada IV, V*
Hipertrigliceridemia Desconhecido AD Incerta IV, V* Eruptivos Sim ?
familiar
*Raramente / LP = lipoproteína / AR = autossômico recessivo / AD = autossômico dominante / DAC = doença arterial
coronariana
COMPLICAÇÕES
As principais complicações das dislipidemias são:
• Hipercolesterolemia: doença arterial coronariana, doença vascular periférica e acidente vascular periférico.
• Hipertrigliceridemia: pancreatite.
TRATAMENTO
NÃO FARMACOLÓGICO
• Dieta: com restrição de gorduras saturadas para menos de 7% do valor energético total (VET); poli-insaturadas, até no
máximo 10% do VET; e monoinsaturadas, até 20% do VET. As gorduras totais devem representar 25% a 35% do VET; os
carboidratos, 50% a 60%; e as proteínas, 15%. Recomenda-se também ingestão de 20 g a 30 g de bras por dia e redução do
colesterol alimentar para menos de 200 mg por dia.
• Perda de peso: recomendada para aqueles com sobrepeso ou obesidade.
• Atividade física: mínimo de 150 minutos por semana, idealmente combinando exercícios contra resistência e aeróbicos.
FARMACOLÓGICO
• Hipercolesterolemia: estatinas, ezetimiba e sequestrantes de ácidos biliares.
• Hipertrigliceridemia: bratos, ácidos graxos ômega 3 e ácido nicotínico.
• HDL baixo: ácido nicotínico, ácidos graxos ômega 3 e estatinas.
Estatinas: atuam como inibidoras da enzima HMG-CoA redutase, etapa limitante na síntese do colesterol. Com isso, há aumento
no número de receptores de LDL e subsequente maior catabolismo de LDL. Reduzem de 15% a 55% o LDL em suas doses iniciais, e, para cada duplicação de dose, há queda adicional de 6%. Diminuem TRI de 7% a 28% e elevam o HDL de 2% a 10%. Principais
efeitos colaterais: mialgia, elevação de CK, rabdomiólise e hepatite. Por conta disso, recomenda-se monitorar CK e transaminases
após a introdução da droga e sempre que houver aumento na dose. Deve ser suspensa em casos de elevação de CK maior que 10
vezes e de transaminases acima de 3 vezes. Trata-se do grupo de drogas com maior número de estudos cientí cos. Além disso,
existem potenciais efeitos bené cos que vão além do metabolismo lipídico, os chamados efeitos pleiotrópicos, tais como:
aumento de adiponectina, redução de PCR e redução de PAI-1. Por outro lado, estudos recentes demonstraram um aumento na
incidência de DM2 com o uso das estatinas. Liberadas para uso na insu ciência renal.
EFICÁCIA COMPARATIVA DAS ESTATINAS
5 mg de rosuvastatina = 10 mg de atorvastatina = 20 mg de sinvastatina = 40 mg de lova ou pravastatina
Ezetimiba: inibe a absorção intestinal de colesterol, mediante ação na enzima transportadora na borda em escova das células
entéricas. Promove queda de 15% a 20 % no LDL quando em monoterapia, porém potencializa a ação das estatinas. Em geral, não
gera efeitos colaterais. Dose de 10 mg. Liberada para uso na insu ciência renal.
Sequestrantes de ácidos biliares: reduzem a recirculação entero-hepática de colesterol. Promovem redução de até 20% no
LDL. É uma boa opção para crianças com menos de 10 anos. Os principais representantes são a colestiramina (4 g a 16 g por dia) e
o colesevelam (3,75 g a 4,89 g por dia). Este, com potencial para reduzir também a HbA1c. Atentar, pois podem gerar elevação do
TRI. Efeitos colaterais: náuseas, constipação e dor abdominal.
Fibratos: são agonistas PPAR-alfa e aumentam a produção e a ação da lipase lipoproteica. Com isso, reduzem os TRI em 30% a
60%. Podem elevar o HDL de 7% a 11% e até reduzir o LDL em 5% a 20%. Há que se ter cautela quando utilizados em associação
com as estatinas, pelo risco maior de rabdomiólise, em especial com o gen brozil. Representantes: gen brozil, cipro brato,
beza brato e feno brato. Uso antes da principal refeição. Atentar também para a necessidade de redução de doses de acordo com
a taxa de ltração glomerular.
Ácido nicotínico: reduz a ação da lipase tecidual nos adipócitos, levando a uma menor liberação de ácidos graxos livres para a
circulação. Com isso, elevam o HDL em 15% a 35%, constituindo, assim, a melhor opção para HDL baixo. Iniciar com doses baixas
(500 mg) e ir aumentando gradualmente até atingir 1 g a 2 g por dia. Com objetivo de evitar o ushing (rubor parcial), um dos
principais eventos adversos e grande limitante do seu uso, orientar para não ingerir bebidas alcoólicas ou líquidos quentes após
seu uso, não partir o comprimido e tomar o AAS 30 minutos antes do ácido nicotínico. Fazer 1 comprimido de 500 mg no primeiro
mês e depois titular para 2 comprimidos de 500 mg. Com isso, consegue-se boa redução na incidência de ushing. Outros
paraefeitos: piora da resistência a insulina e, consequentemente, do controle glicêmico, quando em doses elevadas; dor
abdominal; e hepatotoxicidade. Não usar em portadores de úlcera péptica.
Ácidos graxos ômega 3: trata-se do óleo de peixe. Capaz de reduzir em cerca de 30% os níveis de TRI, quando em doses de 3 g a
4 g por dia. Atualmente, existem opções no mercado que minimizam o gosto de peixe que ocorria com as preparações mais
antigas. Sem eventos adversos importantes.
ANEXOS
ANEXO 1 – FIBRATOS
SUBSTÂNCIA (NOME COMERCIAL) DOSE
Feno brato (Lipanon®) 250 mg, 1 vez ao dia – antes da principal refeição
Feno brato micronizado (Lipidil®) 200 mg, 1 vez ao dia – antes da principal refeição
Cipro brato (Lipless®, Oroxadin®, Cibrato®) 100 mg, 1 vez ao dia – antes da principal refeição
Gen brozil (Lopid 600® ou Lopid 900®) 600 mg, 2 vezes ao dia ou 900 mg, 1 vez ao dia – antes da
principal refeição
Beza brato (Cedur Retard®) 400 mg, 1 vez ao dia – antes da principal refeição
ANEXO 2 – AJUSTE DE DOSES DE FIBRATOS PARA INSUFICIÊNCIA RENAL
FIBRATO/TFG > 90 60-90 15-59 < 15
Beza brato 200 mg, 3 vezes ao dia 200 mg, 2 vezes ao dia 200 mg, 1 vez ao dia Evitar
Cipro brato 100 mg, em dias ? ? ?
alternados
Feno brato 200 mg, 1 vez ao dia 134 mg, 1 vez ao dia 67 mg, 1 vez ao dia Evitar
Gen brozil 600 mg, 2 vezes ao dia 600 mg, 2 vezes ao dia 600 mg, 2 vezes ao dia 600 mg, 2 vezes ao dia
TFG = Taxa de ltração glomerular (mL/min/1,73 m2)
ANEXO 3 – ESTATINAS: DOSES E NOMES COMERCIAIS
ESTATINA NOME COMERCIAL DOSE
Rosuvastatina Crestor®, Vivacor®, Rosucor®, Rusovas®, Rosustatin®, Trezor® 5-40 mg
Atorvastatina Lipitor®, Lipistat®, Atorless®, Citalor® 10-80 mg
Sinvastatina Clinfar®, Lipotex®, Liptrat®, Revastin®, Sinvastacor®, Sinvalip®, Vaslip® etc. 10-80 mg
Pravastatina Pravacol® 10-80 mg
Fluvastatina Fluvastat®, Lescol® 10-40 mg
Lovastatina Redustatin®, Lovastatina®, Lipoclin® 20-80 mg
Obs.: as melhores estatinas para uso combinado com terapia antirretroviral (TARV) são as que não são metabolizadas pelo CYP
3A4, tais como a rosuvastatina, a uvastatina e a pravastatina.