O Mistério da Caveira de Cristal

Chris Morton e Ceri Louise Thomas · Capítulo 99 de 112

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O Mistério da Caveira de Cristal

Capítulo 96

Surgindo na extremidade oposta, Laura fez uma parada, enquanto assumia sua posição na fila comprida de carros-tanque, todos aguardando para entrar no posto de controle na barreira do perímetro, a fim de entrar na parte acima do solo do complexo.

Ela ficou cada vez mais ansiosa quando seu veículo se aproximou da frente da fila. O carro de polícia reapareceu e começou a traçar seu caminho ao longo da fila de veículos, verificando números de placas e o tempo todo se aproximando de sua posição. E conseguia ouvir o helicóptero de polícia pairando de modo ameaçador no alto.

Uma equipe de guardas estava ocupada verificando todos os cartões de identificação dos motoristas dos carros-tanque em frente, inspecionando seus veículos e anotando os números de suas placas. Olhou ao redor de sua boleia, perguntando-se o que fazer, quando lhe ocorreu.

Um conjunto de macacões sujos estava atrás do banco do motorista. Rapidamente, tirou sua jaqueta de camurça ornada com contas e o colocou. Ela então vestiu a grande jaqueta de Sam em vez de colocar seu boné da “Global Oil” que se encontrava no painel. Ela em seguida sujou o rosto com um trapo oleoso que encontrou no chão e o enfiou dentro dos bolsos grossos de Sam.

Estava quase na frente da fila quando o guarda-chefe foi chamado de volta à cabine de segurança por um de seus subalternos.

— É a polícia! — gritou o guarda mais novo quando ficou em pé à porta, segurando o bocal do rádio.

Aparentemente os carros-tanque foram agrupados muito próximos uns dos outros para o piloto do helicóptero ler suas placas, e o helicóptero agora precisava retornar à base para reabastecer.

O guarda-chefe agarrou o receptor assim que entrou na cabine.

— Você poderia repetir esse número de registro? — ele berrou, mas tudo o que conseguiu ouvir como resposta foi o crepitar alto de interferência na linha. Ele segurou o aparelho longe do ouvido para proteger sua audição.

Laura, enquanto isso, rompeu-se em suor frio assim que se fez parar na frente da fila de carros-tanque. Ela desejou que pudesse cobrir não apenas seu rosto, mas também os números de suas placas assim que o guarda-chefe ressurgisse de sua cabine.

— Identificação, por favor! — ele exigiu, e Laura segurou o cartão de identificação da “Global Oil” de Sam, com seu polegar posicionado cuidadosamente sobre a parte da foto.

— Mais próximo, por favor! — ele vociferou, e Laura a segurou, porém com o polegar ainda estrategicamente posicionado sobre a própria fotografia.

— Preciso ver toda a… — o guarda falou, quando foi interrompido por seu subalterno novamente.

— Sinto muito, senhor, é o chefão no interfone. Ele quer falar com você urgentemente.

— Espere aqui! — o guarda-chefe falou rispidamente para Laura e desapareceu de volta à sua cabine, enquanto um de seus colegas anotava o número das placas.

No interior da cabine, o guarda-chefe segurou o aparelho longe de sua orelha novamente, ao mesmo tempo em que Caleb gritava tão alto que até Laura conseguiu escutá-lo enfurecendo-se ao interfone:

— Eu não dou a mínima se o carro-tanque de algum idiota foi roubado! — Caleb berrou. — Encomendamos muito combustível, apenas faça-o chegar aqui, e rápido! Você não percebeu que temos um prazo a cumprir aqui!?

O guarda-chefe deixou escapar um suspiro profundo assim que retornou ao carro-tanque de Laura e simplesmente acenou diretamente a ela.

— Doca do Terminal A, bem ali — ele apontou a direção correta. Estava farto do acesso de raiva de Caleb e não se importava mais nem um pouco.