O Mistério da Caveira de Cristal

Chris Morton e Ceri Louise Thomas · Capítulo 33 de 112

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O Mistério da Caveira de Cristal

Capítulo 30

O diário de Anna fora dividido em subtítulos, nos quais cada uma das seções obviamente havia sido escrita algum tempo depois que os acontecimentos descritos de fato se deram. Porém, à medida que Laura prosseguia na leitura, a história tornava-se tão real que parecia saltar do livro até ela.

A aventura começava assim:

19 de fevereiro de 1936

Zarpamos de Liverpool a bordo do The Ocean Princess… eu não cabia em mim de tanta animação. Eu tinha ouvido tantas histórias sobre as maravilhosas aventuras de papai na floresta durante suas expedições de descobertas ultramarinas, e agora eu finalmente teria a chance de me unir a ele.

Minha tia-avó, Lady Bess, se opôs completamente. Para ela, a selva não era lugar para uma jovem. Eu fiquei muito ofendida. Afinal de contas, eu tinha quase dezoito anos. Papai no final a convenceu de que seria educativo, e ela me advertiu que se eu retornasse uma selvagenzinha, me enviaria à Suíça para concluir os estudos!

Ao todo, éramos cinco britânicos na expedição: Qus Arnold, do Museu Britânico; Bunny Jones; Richard Forbes; meu pai e eu. Bunny era um amigo íntimo de papai e investira muito dinheiro na viagem. Richard era arqueólogo recém-formado em Cambridge, desgoso de obter experiência no campo.

A jornada à América Central foi árdua. Após semanas observando apenas o mar, nós finalmente chegamos ao porto de Punta Gorda, na costa caribenha das Honduras Britânicas, em 9 de abril de 1936. Não era nada do que eu havia esperado. A cidade era composta por um precário agrupamento de casas de madeira, e todo o lugar cheirava a peixe podre.

Eu sempre me achei um pouco moleca, perfeitamente capaz de agüentar firme, mas parecia haver homens de pele morena — pescadores, marinheiros e outros que se pareciam exatamente com piratas — me olhando de soslaio em todas as esquinas, de modo ameaçador. Eu não gostava nem um pouco disso e fiquei muito aliviada quando finalmente partimos em direção à floresta fumegante, nos fundos de um caminhão de banana. Talvez não fosse a maneira mais elegante de viajar, mas nos levou para o mais longe possível, no interior, antes de deixarmos para trás o luxo da viagem rodoviária.

O trecho seguinte da viagem, subindo o Rio Grande a bote, mostrou-se um pouco desastroso. A única maneira de viajar era com canoa de tronco. Richard, que sempre se considerou um especialista em barcos a remo em Cambridge, logo deu fim a todos os nossos suprimentos no rio. Barracas e mosquiteiros ficaram encharcados, resultando em uma noite mais desconfortável. Na verdade, seria a primeira noite desconfortável de muitas durante nosso lento trajeto pelo curso do rio, mas, sem estradas sobre as quais falavam, foi o único modo de chegar ao interior da floresta.

Você sabe, papai ouviu rumores de que o porto de uma cidade perdida fora enterrado em algum lugar da floresta, e estava determinado a encontrá-lo. Acreditava-se que estava localizado a cerca de 1.600 km ao norte de Chilam Balam. Era uma cidade maia secundária que havia sido descoberta cinco anos antes por pessoas que coletavam borracha de seringueiras da região. Foi ali que uma bela máscara de jade verde havia sido descoberta.

Papai ficou fascinado com a história dessa descoberta. A máscara aparentemente fora achada em uma tumba, no rosto de um esqueleto estranho de mais de dois metros de altura. Isso era particularmente intrigante, visto que o povo maia raramente media mais do que 1,50 m.

Portanto, a descoberta desse esqueleto havia levado a todos os tipos de especulação. Até onde meu pai sabia, tratava-se de evidência adicional para sua teoria de que a antiga civilização maia não tinha sido fundada pelos maias, e sim por sobreviventes de alguma civilização anterior e culturalmente mais avançada, talvez até os sobreviventes da civilização perdida de Atlantis!

Muito envolvida com o que lia, Laura continuava a leitura:

A Civilização Perdida de Atlantis:

Muito eu ouvi falar a respeito de Atlantis durante meu crescimento. Aos dez anos de idade eu sabia de cor o que o antigo filósofo grego Platão dissera a respeito do continente perdido, datado de 300 a.C. — informação que ele declarava ter se originado dos sacerdotes do antigo Egito. Platão afirmou que Atlantis “situava-se no Oceano Atlântico, além das Colunas de Hércules”, em outras palavras, a oeste da Espanha, e que “a partir de onde era possível chegar às demais ilhas e a todo o continente oposto que circunda o oceano.”

Meu pai questionou se as palavras de Platão poderiam ser uma referência às ilhas do Meio-Atlântico ou do Caribe, a partir das quais seria possível chegar a “todo o continente oposto” da América.

Ele de fato nunca aceitou que Cristóvão Colombo fora o primeiro a descobrir o continente americano, pois sabia que os antigos egípcios e os fenícios eram perfeitamente capazes disso.

Sempre que estava em casa, papai era encontrado em sua biblioteca, mergulhado em livros e mapas, procurando pistas sobre o paradeiro do continente perdido. “Dê uma olhada nisso, Annie” — ele dizia, com o mapa esticado à sua frente, apontando para alguma cordilheira submarina obscura. “Quem sabe Atlantis esteja enterrado lá”.

Sabe, embora meu pai acreditasse que a ilha de Atlantis tivesse desaparecido sob as ondas quando o nível do mar subiu, no final da última Era do Gelo, ele achava que alguns sobreviventes do continente perdido poderiam ter alcançado a América Central e dado a conhecer algumas evidências da própria civilização. Na verdade, era uma das maiores paixões de papai; seu sonho de explorador era encontrar essa evidência da civilização perdida, não importava onde estivesse. No entanto, nem sempre conseguia conversar com outras pessoas sobre isso, pois era um assunto muito controvertido.

Ele sabia secretamente que todo o propósito de nossa viagem, até onde ia seu conhecimento, era verificar se poderíamos encontrar qualquer evidência na América Central que pudesse finalmente provar que Atlantis realmente existiu. Na verdade, o motivo de meu pai ter tamanho interesse na suposta cidade perdida que agora procurávamos não era porque dizia-se que cobria uma área vasta, e sim porque a população maia local afirmara que sua “cidade, outrora grandiosa, havia sido fundada por um grande líder que viera dos mares do leste” — portanto, na opinião de papai, de Atlantis.

É por isso que ele havia passado tantos anos planejando a viagem e havia investido quase todas as economias de sua vida nisso. Assim que as Honduras Britânicas se tornaram jurisdição do governo britânico, meu pai precisava do Museu Britânico para obter as permissões necessárias para exploração e escavação, mas não era ingênuo quando o assunto era fazer com que suas esperanças para realizar a expedição fossem do conhecimento de Gus Arnold, do Museu Britânico, antes da partida.

Finalmente chegamos ao minúsculo assentamento de Santa Cruz após quatro exaustivas semanas de viagem. Estávamos passando por uma dieta de biscoitos amanhecidos e água, cujo sabor era repulsivo; além disso, tinha os comprimidos. Tínhamos bolhas nos pés e sanguessugas nos tornozelos. Eu ansiava por um banho decente e roupas limpas, mas em uma análise mais detalhada, parecia que éramos privilegiados em ter um teto sobre nossas cabeças durante a noite.

O assentamento era composto por tradicionais casas maias, feitas de gravetos de madeira e telhados de palha. A principal rota para o lugar era uma trilha cheia de barro. Uma construção em más condições feita de tábuas de madeira, com um telhado ondulado de metal enferrujado, servia de “mercado”; nada havia dentro, porém era assim mesmo.

Era lá onde nós iríamos pegar as mulasjá antecipadamente compradas do “Senor” Giorgio Gomez, um negociante espanhol que havia se mudado recentemente para a região. O Senor Gomes, que estava em vias de construir uma bela fazenda na parte sul do assentamento, havia falhado singularmente na organização de tudo no decorrer de nossa viagem. Na verdade, já havia emprestado as mulas a um fazendeiro que vivia um pouco distante dali. Fomos para uma cabana de madeira e penduramos nossas redes de dormir, para aguardar que o Senor Gomez retornasse da viagem que fizera para buscar nossas mulas.

Contudo, agora estávamos mesmo na floresta e logo me vi adaptada ao nosso novo ambiente. Amava escutar os macacos tagarelando nas árvores e observar os pássaros agitados enquanto sugavam o néctar de flores coloridas do tamanho de trombetas. A filha do Senor Gomez inclusive me ensinou algumas frases do dialeto maia local, que pratiquei com os aldeões — para o divertimento de todos!

Papai foi surpreendentemente filosófico a respeito de nosso atraso, interpretando-o como uma oportunidade para pesquisar mais cuidadosamente o suspeito paradeiro de sua cidade perdida.

Quando Gus e Richard partiram para ver se conseguiam encontrar o Senor Gomez, Bunny e papai decidiram abrir a caixa de uísque escocês que haviam trazido com eles, para ter o que Bunny chamava de “shot” noturno.

Quando Richard e Gus retornaram, este teve uma discussão acalorada com papai sobre o esqueleto encontrado em Chiam Balam. Eu não acho que o uísque tenha de alguma forma contribuído para isso. No que dizia respeito a Gus Arnold, do Museu Britânico, os ossos descobertos em Chilam Balam não provaram absolutamente nada e não tinham nada a ver com Atlantis ou com qualquer outra civilização antiga que não fosse a Maia! Para Gus, todo o conceito de Atlantis não passava de uma fantasia.

A discussão sobre a existência de Atlantis pareceu se estender por horas e horas, até mesmo dias, e embora ajudasse a passar o tempo enquanto aguardávamos nosso transporte, parecia fazer com que papai e Gus tivessem cada vez mais certeza de que estavam certos!

Agora todos pareciam estar fartos de tanta espera. Não tínhamos noção do que havia acontecido com o Senor Gomez. Papai começou a considerar a possibilidade de terminar a expedição a pé, mas precisávamos das mulas não apenas para nós, mas para todo nosso equipamento. Haviam se passado vários dias até que ouvimos uma voz masculina cantarolando alto. Saímos e ficamos surpresos ao ver que o Senor Gomez entrava na cidade a cavalo, cantando músicas românticas em espanhol, seguido por uma fila de mulas. Ficamos tão felizes em vê-lo que poderíamos tê-lo abraçado, o que de fato eu fiz. Richard reclamou que poderíamos ter caminhado até a costa e retornado antes de ele buscar os malditos animais, mas eu estava simplesmente feliz por podermos continuar avançando para alcançar o verdadeiro objetivo de nossa viagem.

Nossa Busca pela Cidade Perdida:

Na manhã seguinte, acordamos ao nascer do sol e partimos em nossa busca pela cidade perdida. Fizemos nosso trajeto, agora a bordo de mulas, em direção à densa selva. Após alguns dias de viagem, encontramos um ponto próximo a uma bela queda d’água na floresta. Estávamos a cerca de cento e sessenta quilômetros ao norte de Chilam Balam. Lá montamos uma base a partir da qual iniciamos nossas investigações.

Dividimo-nos em grupos. Gus trabalhou com Bunny, enquanto papai se uniu a Richard e a mim. Estávamos limitados pelo calor do meio do verão a trabalhar somente no início das manhãs e no final da tarde. Era árduo. Com facões e espadas, limpamos trilhas através da densa vegetação rasteira, em busca de qualquer pista de assentamento antigo.

Dois meses depois, a caixa de uísque acabou tardiamente, a moral estava no fundo do poço, quando começamos a suspeitar de que poderíamos estar fazendo uma busca inútil. Estávamos a poucos dias de abandonar a área por completo, em busca de um local ainda mais afastado, quando finalmente fizemos um avanço.

Sentíamo-nos cansados e frustrados após outro dia longo e difícil. Estávamos prestes a retornar para o acampamento quando papai acidentalmente tropeçou na espada de Richard. Ele caiu desajeitadamente, mas evitou de se chocar contra uma grande pedra. Felizmente ele saiu ileso, tendo apenas torcido o tornozelo. Enquanto Richard humildemente se desculpava por ter se esquecido do kit de primeiros socorros e começava a apertar sua echarpe no tornozelo de papai, cuja atenção se voltou à pedra contra a qual quase se chocara.

A pedra parecia singularmente angular; então papai arrancou um pouco da vegetação ao redor dela. Ele poderia estar equivocado, mas parecia como se pudesse ser feita a partir de um corte e, então, possivelmente, apenas possivelmente, de restos de alguma construção antiga. Apesar da meia-luz, ele não conseguia ter certeza. Começou a ficar muito animado e passou a escarafunchar o chão ao redor da pedra, na tentativa de fazer outras descobertas. A luz, porém, se extinguia rapidamente, e não tínhamos tochas. A escuridão da floresta em breve cairia sobre nós, então não tivemos escolha senão voltar ao acampamento-base e aguardar até a manhã seguinte para continuar nossas investigações.

Acho que naquela noite nenhum de nós dormiu muito. Sentei-me do lado de fora de minha barraca, observando as estrelas brilhantes no céu enquanto esperava pelo amanhecer. No dia seguinte, retornamos ao ponto em que havíamos encontrado a pedra de estranho formato, e todos se revezaram para limpar cuidadosamente a folhagem ao redor dela até que, no final da manhã, parecia que o que havíamos encontrado pudesse ter sido feito pelo homem. Caso fosse, estava extremamente corroída e poderia facilmente se tratar de uma estranha idiossincrasia da natureza. Não conseguíamos ter certeza sem uma escavação adicional. Assim, lentamente, começamos a limpar o solo sob a pedra.

Então Richard teve outra idéia. Começou a cavar o solo cerca de quatro metros e meio distante dali. O motivo disso nem ele sabia. Duas horas depois, chamou-nos para nos aproximarmos e vermos. Ele havia desenterrado o que parecia um bloco de pavimentação feito de calcário puro. A pergunta, claro, era se aquilo seria apenas outra pedra isolada ou uma de muitas que constituíam uma estrutura construída pelo homem.

Mal podíamos conter nossa animação quando Richard limpou o solo ao redor da pedra para mostrar outra semelhante, imediatamente perto dela. Gus explicou que se havia mais pedras adjacentes, sem dúvida era um sinal de que estávamos em um “Sacbé” ou “Estrada Branca”, tradicionalmente utilizado para ligar uma cidade maia a outra.

Era a hora da verdade. Enquanto Richard se utilizava mais de sua pequena picareta, sob o olhar experimentado de (qus, todos nós observávamos com a respiração pausada o surgimento de outra tábua reta de calcário.

— Encontramos! — papai gritou agitado. Ele me deu um forte abraço. Bunny deixou escapar um grito de alegria e lançou seu chapéu ao ar. Papai então se uniu a Bunny, jogando também seu chapéu para o céu, enquanto ambos começavam a dançar de felicidade. O entusiasmo dele nos contagiou e logo todos nós nos unimos, inclusive Gus. Todos nós ficamos fazendo uma algazarra, gritando e abraçando uns aos outros.

Poderia parecer um rebuliço excessivo só por causa de algumas pedras, mas estas indicavam grandes probabilidades de que houvesse um antigo assentamento maia de tamanho considerável ao longo da estrada, e a base do pilar sugeria que isso não estava muito longe.

Quando desobstruímos mais o Sacbé, descobrimos outro montículo incomum de pedra. Removemos as raízes e os galhos e limpamos o limo para revelar o que parecia distintamente a ponta caída de um arco entalhado em pedra ou o portão de entrada, que outrora estava orgulhoso ali naquela estrada, suspenso por dois gigantescos pilares de pedra. Além do arco, conseguimos distinguir um traço visível da “Estrada Branca” esticando-se colina íngreme acima.

Bunny, geógrafo perspicaz, especulou que essa colina, que se erguia em uma região comumente plana, poderia ser a margem de uma caldeira vulcânica, a cratera escavada de um vulcão extinto, ou até a beira de uma cratera originada por um antigo asteroide ou o impacto de um meteorito. De qualquer forma, Gus o imaginou como um local extremamente incomum para uma antiga cidade maia, mas certamente isso teria ajudado a mantê-la em segredo para o mundo externo, possivelmente durante séculos.

Papai, Richard, Gus e Bunny redobraram as forças. Revezaram-se com as picaretas, golpeando a densa vegetação rasteira, na tentativa de limpar o caminho da pedra calcária até a colina, parando apenas para limpar o suor que pingava de suas testas ou beber de seus recipientes com água. Trabalharam em silêncio, com uma concentração nunca antes vista por mim. Trabalharam direto, no calor do meio-dia, limpando firmemente a floresta da melhor maneira que conseguiam. No meio da tarde, ficou claro que era chegado o momento de recrutar mais ajuda. Então, Bunny e Richard partiram rumo ao vilarejo maia mais próximo para tentar encontrar mais homens para ajudar no trabalho de limpeza.

Na manhã seguinte, tínhamos dez homens nos auxiliando. Eles utilizavam suas picaretas para rapidamente talhar a

densa ramagem, falando em maia apenas ocasionalmente uns com os outros. Trabalharam incansavelmente. De modo lento mas seguro, a estrada ia ficando livre da sujeira e da vegetação, revelando as lisas tábuas de calcário nas quais os antigos maias outrora caminharam. Embora parecesse uma eternidade, ao final daquele dia tínhamos aberto um caminho inteiro até o alto da colina. O momento em que chegamos à sua extremidade foi inesquecível, pois o que vimos lá nos deixou sem fôlego…

A Cidade Perdida de Luvantum:

Lá, diante de nós, com todos os lados cercados por colinas íngremes cobertas de vegetação, estava uma grande cidade antiga. Ela possuía templos, palácios, monumentos, praças e até pirâmides enormes erguidas sobre as copas das árvores. A cidade inteira era cortada por raízes, ramos, trepadeiras e videiras. Sua aparência era esplêndida.

Papai estava calado. Aliás, todos nós estávamos. As palavras simplesmente se perderam enquanto tentávamos ver tudo, maravilhados com a imensidão e a beleza daquelas ruínas diante de nós, banhadas pela luz dourada do luar. Então, um por um e em silêncio, caminhávamos, com destino ao coração da cidade perdida, admirando as construções majestosas, obras de arte elaboradas, complexos entalhes em pedra e delicados hieróglifos que pareciam decorar quase todas as fachadas visíveis.

No dia seguinte, o chefe maia local apareceu acompanhado de seu séquito. Estava vestido com sua elegante manta feita de pele de jaguar e um cocar de pena. Fora informado de nossa descoberta pelos trabalhadores por nós contratados. Observou-nos silenciosamente fazendo a limpeza do local. Papai tentou atraí-lo para conversar, mas ele parecia ser homem de poucas palavras. Ele deu a impressão de que não estava feliz com o que fazíamos, mas de nenhum jeito deixava isso transparecer.

Nossos ajudantes nos disseram que aquela cidade havia sido mencionada em suas antigas lendas. Era conhecida por eles como “Luvantum”, uma palavra maia que significava “a cidade da pedra sagrada”.