O Mistério da Caveira de Cristal
Capítulo 98
Entretanto, assim que chegou à porta, uma figura familiar surgiu das sombras à sua frente. Ela havia finalmente alcançado o centro do Lab-Z apenas para ser confrontada por Caleb, que saiu da Câmara Central e colocou-se diante dela.
Ele havia saído para verificar qual era toda a comoção. Ao ver Laura, sacou sua arma e a apontou diretamente a ela.
— Algumas pessoas simplesmente não captam a mensagem, não é? — ele rosnou. — Levante suas mãos. Você não pode parar o futuro agora, Dra. Shepherd!
Ela obedeceu e colocou as mãos na cabeça, enquanto Caleb avançava para o corredor cheio de óleo. Ele olhou para seus pés, que agora estavam com combustível acima dos tornozelos. Ao ouvir um “clique”, ele olhou novamente para Laura, apenas para ver que ela agora segurava o potente e flamejante isqueiro de Sam com uma das mãos acima a cabeça. Ela havia ajustado a chama para potência máxima e a travado na posição “ligado”.
Caleb mais uma vez olhou para baixo, para seu pé, agora em um turbilhão e encharcado de óleo.
— Você, não… — ele soou um pouco nervoso.
— O quê? Você não acredita que eu sou maluca o suficiente?!
— Laura fez careta. — Solte meu marido e me entregue a caveira! - exigiu.
Imediatamente ao lado de Caleb havia alguns degraus que levavam à Sala de Controle adjacente, através da porta de vidro aberta da qual uma dupla de seguranças acabara de aparecer para ver o que estava acontecendo. Ele abaixou sua arma e acenou com a cabeça para que fizessem o que Laura dizia.
Os guardas na Sala de Controle trouxeram Michael para fora, em direção à porta, e começavam a soltá-lo de suas algemas quando um dos membros da equipe da SWAT que se recuperara surgiu atrás de Laura enquanto Michael tinha sua mordaça removida.
— Laura! — Michael tentou alertá-la, porém foi tarde demais. O cara da SWAT a agarrou como um atacante de rugby, e ela viu, como se em câmera lenta, o isqueiro flamejante voar de seus dedos e girar pelo ar antes de se dirigir constantemente para baixo, em direção ao chão encharcado de óleo. A mandíbula de todos caiu com a visão e o pensamento do que haveria pela frente.
Então, como um goleiro no modo replay, desesperado para salvar a partida a todo custo, o membro da equipe da SWAT deu o bote para frente mais uma vez, lançando-se ao chão. Ele conseguiu pegar o isqueiro em chamas antes que aterrissasse no óleo.
Todos, pelo menos no lado de Caleb, deram um suspiro de alívio.
— Muito bem, rapaz, você salvou o dia! — Caleb parabenizou o membro da equipe da SWAT assim que ele se levantou, grudento de óleo, e entregou a ele o isqueiro.
— O dia não estará a salvo até você impedir este experimento!
— Laura disse com firmeza.
— Por que vocês dois estão tão determinados em estragar a festa? — respondeu Caleb, adotando o tom de falso aborrecimento de alguém se dirigindo a criancinhas.
— A polícia está no local — sugeriu Gerry Maddox, novo assistente de Caleb, sutilmente. — Podemos prendê-los imediatamente.
— Esta aqui deve passar um longo período em uma instituição psiquiátrica — Caleb olhou para Laura com desdém. — Jogue-a ali e providencie que o helicóptero a leve de volta à Unidade de Segurança Warnburton assim que possível! — comandou, apesar dos protestos de Laura.
Os guardas ataram os pulsos e os tornozelos com fita isolante densa e a lançaram no armazém, onde pousou de modo pesado no chão.
Era o mesmo armazém de limpeza para o qual eles haviam carregado Michael mais cedo. Laura olhou ao redor da sala enquanto se esforçava para se libertar de suas amarras. Ela podia ver muitos equipamentos de limpeza, mas obviamente não havia saída, pois ouviu os guardas trancarem a porta firmemente atrás de si e foi imersa na escuridão.
Ela debateu-se inutilmente no chão, como uma lagarta dentro de um casulo, mas não conseguia escapar de suas ataduras. Embora tentasse, era completamente incapaz de se libertar.