O Mistério da Caveira de Cristal

Chris Morton e Ceri Louise Thomas · Capítulo 28 de 112

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O Mistério da Caveira de Cristal

Capítulo 24

10 de Dezembro de 2012

O carro de Michael parou em frente à velha mansão de Anna Crockett-Burrows. Ele desceu do carro, subiu em direção à varanda e bateu na porta de entrada. Sentia uma irreprimível de euforia. Estava com uma sensação de ter descoberto algo que parecia ser grande.

Neste momento, precisava de um projeto mais grandioso para realizar na empresa. Como diretor de pesquisa da Nanon Systems, teve uma porção de idéias durante o último ano, e realmente necessitava que uma delas ganhasse corpo. Seu futuro na Nanon dependia disso. Não que Caleb, seu chefe, houvesse lhe dito algo, mas Michael sabia ter uma reputação a zelar como seu homem mais importante. Não queria que ninguém tomasse seu lugar, o que era sempre uma possibilidade, uma ameaça constante no ambiente de trabalho moderno. Porém, se isso funcionasse, a caveira poderia ajudá-lo a consolidar sua posição.

Ele bateu novamente. Sem resposta. Gritou em direção às venezianas:

— Olá! Há alguém em casa?

Mas ainda não teve nenhuma resposta. Ele desejava que Laura tivesse pegado o número de telefone da mulher.

Vagou da lateral até os fundos da casa, na esperança de que pudesse encontrar alguém lá. Admirado com a vasta área de jardim e a escassez de vizinhos, estava intrigado com o tipo de pessoa que havia escolhido viver em tal solidão. Sem a agitação da cidade, não se sentia à vontade.

— Olá! — chamou novamente. O silêncio mortal do lugar fez com que se sentisse nervoso. Procurou no fundo da casa, examinando a pintura que desvanecia, e as venezianas continuavam fechadas. Estava começando a ficar visivelmente claro que não havia ninguém. Ele estava prestes a dar o dia por encerrado e retornar para a frente da casa quando algo chamou sua atenção. Por uma janela baixa que não ultrapassava a altura de seus joelhos, pensou ter visto algo no porão. Aproximou-se mais para tentar ver melhor. A vidraça estava toda cinza de sujeira, tanto que mal conseguia decifrar o que havia naquele porão, mas poderia jurar que havia visto algo lá, algo que se parecia assustadoramente com um rosto.