O Mistério da Caveira de Cristal

Chris Morton e Ceri Louise Thomas · Capítulo 16 de 112

Páginas do PDF

O Mistério da Caveira de Cristal

Capítulo 12

Laura acordou subitamente, suando frio. Ainda lutando para se ver livre do pesadelo, olhou para o relógio na cabeceira. Eram quatro horas da manhã. Estava na cama, sentindo-se segura em sua casa. Michael estava deitado ao seu lado, dormindo profundamente.

“Que diabo foi aquilo? Fpi alguma visão do futuro, a mesma que Ron tinha visto dentro da caveira de cristal? Era isso o que ele queria dizer com sua mensagem final ‘Eu vi o futuro’? Foi por isso que ele escolhera dar um fim a sua vida?”

Tentando não acordar Michael, saiu da cama silenciosamente e caminhou até o banheiro, no final do corredor.

Sob é luz do espelho do toucador, em cima da pia, ela espirrou água fria no rosto antes de enxugá-lo com uma confortável e grossa toalha branca. Sentindo-se melhor, virou-se para sair. Mas assim que olhou novamente para seu reflexo, sentiu-se em pânico, parecendo presa ao chão.

Ela viu seu rosto no espelho lentamente se metamorfoseando no rosto da caveira de cristal! Sua mandíbula abriu e sussurrou seu nome:

— Laura!

Fechou os olhos e balançou a cabeça.

Quando os abriu, o rosto parecia normal de novo.

Com as mãos trêmulas, colocou a toalha no lugar e voltou para cama, tentando com firmeza afastar aquela perturbadora visão. Assim que entrou no quarto, Michael se movimentou e levantou.

— Você está bem? — perguntou, ainda embriagado de sono.

— Sim — ela respondeu.

Michael olhou para a esposa. Às vezes, durante os últimos dois anos, sentia como se parte dela tivesse se isolado, de algum modo bloqueada em relação a ele.

— Não, não está — disse.

— Você está certo. Não estou muito bem — confessou, assim que sentou na borda da cama.

— É aquela maldita caveira de novo, não é?

— Eu não sei, ainda continuo achando que estou escutando coisas.

— Que tipo de coisa? — ele franziu as sobrancelhas.

— Como um barulho esquisito de sussurro — ela não queria se permitir pensar em seu pesadelo ou no que acabara de ver no espelho do banheiro. Aquelas imagens eram muito estranhas.

“O primeiro deve ter sido minha imaginação e o outro, apenas algum truque esquisito de luz, ou talvez um sonho em movimento. Eu devo ainda estar meio dormindo.”

— É provavelmente só uma infecção de ouvido, zumbido temporário — Michael sugeriu, prestativo.

— Talvez — respondeu, em dúvida. — Só começou na noite em que Ron morreu.

Ela se arrependeu de ter dito isso nessa hora. Não queria pensar que essas coisas que ouvia tivessem alguma ligação com a caveira ou com a morte de Ron, e certamente não queria preocupar Michael. Nos últimos dias, ele já havia ficado muito preocupado com ela. Ficou aliviada por ele não fazer qualquer referência à observação que acabara de fazer. Em vez disso, colocou um braço protetor ao redor dela e a puxou afetuosamente de volta para a cama.

— Por que você não marca uma consulta para examinar os ouvidos? — ele se curvou em volta dela e rapidamente voltou a dormir, enquanto Laura enfrentava a noite, incapaz de descansar, com os pensamentos ainda perturbados pela imagem da caveira de cristal a retribuir seu olhar no espelho do banheiro, sussurrando seu nome.