O Mistério da Caveira de Cristal

Chris Morton e Ceri Louise Thomas · Capítulo 11 de 112

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O Mistério da Caveira de Cristal

Capítulo 7

O arquivo era onde cada um dos itens que já havia se tornado posse do museu, não importa o seu tamanho, era cuidadosamente catalogado e relacionado. Desde a fundação do museu, em 1800, tudo, desde um pequenino palito de dente de um faraó até um sarcófago de múmia de 4,50 m de comprimento, fora metodicamente listado por gerações de arquivistas meticulosos.

Se o item estava disposto ao público ou estocado no labirinto de corredores subterrâneos de armazenamento, é certo que o arquivo tinha um registro disso. Geralmente havia uma descrição completa do item e seu uso original, junto com detalhes exatos de onde fora descoberto.

“Essa era a maneira apropriada de fazer as coisas”, pensou Laura, “ao contrário do que sempre acontece quando o

mercado negro se apossa de um item”. Lembrou-se das palavras de seu antigo professor da universidade: “A única maneira de fortalecermos a história exata de nosso passado é manter registros meticulosos de como cada item é e precisar onde foi encontrado originalmente”.

Esse era o trabalho de dedicados profissionais, como a atual arquivista do museu, Mary Swinton.

Mary trabalhava no arquivo há mais de trinta anos, desde os tempos em que as informações eram guardadas em fichas. Durante os últimos vinte e cinco anos, contudo, havia pessoalmente supervisionado a transferência de todos os registros para o computador.

Se havia um registro da caveira de cristal em algum lugar, Mary logo conseguiria encontrá-lo.

Laura observava Mary examinar cuidadosamente a tela do computador. Ela sorria meigamente para Laura por sobre os óculos, o qual parecia ficar exatamente na ponta do nariz, antes de ela sacudir a cabeça.

— Não. Definitivamente não há registro de nenhuma caveira de cristal em nenhum lugar do arquivo — disse, para desgosto da outra.

— E também nem mesmo uma simples referência a ela em algum lugar da biblioteca — acrescentou.

— Como você sabe disso? — Laura perguntou, surpresa.

— É a segunda vez que procuro — Mary explicou, ajeitando os óculos. — O coitado do Dr. Smith esteve aqui fazendo exatamente a mesma pergunta na semana passada.