O Mistério da Caveira de Cristal

Chris Morton e Ceri Louise Thomas · Capítulo 41 de 112

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O Mistério da Caveira de Cristal

Capítulo 38

Laura pegou o último voo para voltar a Nova Iorque. Quando embarcou no avião, sua mente zumbia com tudo o que Richard dissera a ela.

Ficou um pouco perturbada com algo que havia mencionado.

Perguntou-se por que Bunny, assim como Ron e Anna, haviam morrido em posse da caveira de cristal. Sentiu-se

frustrada por ainda não chegar ao fundo do que Anna queria dizer com suas últimas palavras: “o futuro está gravado em pedra”.

Contudo, tentou acalmar seus pensamentos assim que sentou. Precisava avaliar onde havia chegado em sua investigação sobre a caveira, para seu relatório.

Enquanto Richard havia sido incapaz de responder a algumas das perguntas inquietantes que mantinha sobre a caveira de cristal, ele certamente respondera à pergunta de onde Anna Crockett-Burrows a havia encontrado originalmente, tendo inclusive levantado a intrigante possibilidade de os próprios maias talvez terem herdado a caveira de alguma outra civilização ainda mais avançada que teria existido antes da deles.

Laura sempre fora fascinada pelo fato de a antiga civilização maia ter aparecido como se fosse do nada, já extremamente desenvolvida, ainda mais antes da época de Cristo. Seus objetos de arte elaborados, construções, ciência e hieróglifos já surgiram belos e tecnicamente eficientes, sem qualquer sinal de julgamento e erros que ocorriam com certa freqüência — o desenvolvimento gradual de estilo e evolução da técnica era evidente na cultura de todas as demais civilizações antigas em que ela conseguia pensar.

A caveira de cristal poderia ter algo a ver com o fato de os maias serem tão desenvolvidos? Era porque fora deixada por uma civilização ainda mais avançada do que a deles? Poderia a caveira de cristal ter realmente sido a herança de sobreviventes de Atlantis, como Frederick Crockett-Burrows acreditava, ou talvez por alguma outra civilização extremamente avançada e tecnicamente sofisticada que ainda não haviam descoberto?

Voltou a pensar nos testes científicos que comprovaram a ausência de marcas de ferramenta na caveira. Poderia ser porque havia sido criada por uma civilização que detinha algum tipo de tecnologia que ainda não temos? Pensou em todas as características que Michael havia descoberto no laboratório de cristal. Michael certamente era da opinião de que a caveira de cristal fora feita por aqueles que tinham conhecimento técnico ainda mais avançado do que o nosso.

Assim que começou a registrar suas descobertas no laptop, perguntou-se como o Professor Lamb responderia à sua sugestão de que o objeto poderia ser uma conexão perdida com alguma civilização avançada. Ela suspeitava que ele não se contentaria.

Olhou pela janela assim que a lua apareceu sobre o horizonte. Havia dado sua palavra a Richard Forbes de que “faria seu melhor” para divulgar a caveira e sua história às pessoas. Agora fazia mais de setenta e cinco anos que ela fora desenterrada dentro da pirâmide maia. Talvez fosse o momento de tornar-se pública.

Mas por que raio de motivo ela, Laura Shepherd, “a especialista”, contaria a todos? Ainda não tinha idéia era do que a caveira de cristal realmente era, ou de onde originalmente surgira. Muito do que Richard dissera havia suscitado mais perguntas do que respostas.

Ela encostou as costas na cadeira e suspirou. Então se lembrou de que enquanto estivera fora, Michael havia

levado a caveira para realizar mais testes em seu laboratório. Esperava que talvez ele pudesse ter encontrado mais algumas das respostas.