Um Curso de Cálculo, Volume 4
6.3 Continuidade, integrabilidade e derivabilidade de função dada como limite de uma sequência de funções
(Sugestão: Verifique que o valor máximo de f em [0, 1] tende a n +∞quando n tende a +∞.)
c) Verifique que
7. Mesmo exercício que o anterior onde f , n ≥ 1, é dada por f (x) = n n
nxe− 2.
nx
6.3. CONTINUIDADE, INTEGRABILIDADE E
DERIVABILIDADE DE FUNÇÃO DADA COMO
LIMITE DE UMA SEQUÊNCIA DE FUNÇÕES
As demonstrações dos teoremas que enunciaremos a seguir serão feitas na Seção 6.5. Consideremos a sequência de funções f n (x) = x. Já vimos que
n
f (x) = f(x) n
onde
Observe que cada f é contínua em x = 1; entretanto, f não é contínua neste n
ponto.
Seja f uma sequência de funções que converge a f em B. O próximo n
teorema fornecenos uma condição suficiente para que a continuidade das fn se transfira para a f.
Teorema 1. Seja f uma sequência de funções e seja f : B → n
dada por
Suponhamos que f convirja uniformemente a f em B. Nestas n
condições, se cada f for contínua em x ∈ B, então f será, também, n 0 contínua em x . 0
Observações
1. Segue do teorema acima, se cada f for contínua em B e se a sequência f nn
convergir uniformemente a f em B, onde f : B → , então f será contínua
em B.
2. Seja f : B → dada por f (x) = f (x) e seja x ∈ B. Se cada f for n 0 n
contínua em x e se f não for contínua neste ponto, então a convergência 0
de f a f não é uniforme. n
O próximo teorema fornece-nos uma condição suficiente para que os símbolos possam ser permutados.
Teorema 2. Seja f : [a, b] → dada por
f (x) = f (x) n
onde cada f é suposta contínua em [a, b]. Nestas condições, se f nn convergir uniformemente a f em [a, b], então
ou seja,
Observações:
1. Pode ser provado que o teorema acima continua válido se a hipótese “fn
contínua em [a, b]” for substituída por “f integrável em [a, b]”. n 2. Seja f : [a, b] → dada por f (x) = f (x) onde cada f é integrável n n
em [a, b]. Se
então a convergência de f a f não é uniforme em [a, b]. n
O próximo teorema fornece-nos uma condição suficiente para que os símbolos e possam ser permutados.
Teorema 3. Seja f 1 uma sequência de funções de classe C no
n
intervalo I e sejam f e g funções de I em dadas por
f (x) = f (x) n
e
Nestas condições, se a sequência de funções convergir uniformemente a g em I, então, para todo x ∈ I,
f′ (x) = g (x),
ou seja,
Observe que no teorema anterior não se exige que f convirja n uniformemente a f ; o que se exige é convergência uniforme de a g em I.
Exercícios 6.3
1. Seja f : → dada por f (x) = . Utilizando o Teorema 1,
mostre que a sequência de funções f (x) = , n ≥ 1, não n
converge uniformemente a f em .
(Sugestão: Utilize a Observação 2 que vem logo após o Teorema 1 desta seção.)
2. Dê exemplo de uma sequência de funções f , sendo cada f contínua, e n n
f dada por
f(x) = f (x), n
também, contínua e tal que a convergência de f a f não seja uniforme. n
3. Dê exemplo de uma sequência de funções f , sendo cada f nn
descontínua em todos os números reais, e tal que f : → dada por f
(x) = f (x), seja contínua. n
4. − 2 Seja f dada por f (x) = nxe. nx
a) Calcule .
b) Utilizando o Teorema 2, mostre que a sequência f , onde f (x) = n n
nxe − 2, não converge uniformemente a f em [0, 1]. nx
5. Dê exemplo de uma sequência de funções f tal que se tenha n
onde f (x) = f (x), mas que f não convirja uniformemente a f n n em [a, b].
6. Para cada n ≥ 1, seja f (x) = sen nx. Verifique que f converge n n
uniformemente, em , à função f dada por f (x) = f (x). É n verdade que para todo x, f′ (x) = (x)? Este resultado está em
contradição com o Teorema 3? Explique.