Um Curso de Cálculo, Volume 4

Hamilton Luiz Guidorizzi · Capítulo 8 de 93

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Um Curso de Cálculo, Volume 4

2.3 Uma condição necessária para que uma série seja convergente. Critério do termo geral para divergência

Justifique.

 

3. Mostre que

 

(Sugestão para o item a: Sendo n um natural ímpar, verifique que

(Veja a Seção

16.3 do Vol. 1, 5.ª edição.)

4. −5 Avalie sen 1 (seno de 1 radiano) com erro em módulo inferior a 10.

 

2.3. UMA CONDIÇÃO NECESSÁRIA PARA QUE

UMA SÉRIE SEJA CONVERGENTE. CRITÉRIO

DO TERMO GERAL PARA DIVERGÊNCIA

O próximo teorema conta-nos que uma condição necessária (mas não suficiente) para que a série seja convergente é que

 

Teorema. Se for convergente, então

Demonstração

 

Seja Sendo a série convergente, existe um número real

s, tal que

 

Teremos, também, Como a = s − s , resulta n n n − 1

 

Portanto,

 

■

 

Segue do teorema acima o seguinte critério para testar divergência de uma série.

 

Critério do termo geral para divergência. Seja a série Se

ou se não existir, então a série será

divergente.

EXEMPLO 1. A série é divergente, pois

Como a sequência é crescente e divergente, resulta

 

■

 

EXEMPLO 2. A série é convergente ou divergente?

Justifique.

Solução

 

Assim, não existe. Segue que a série é divergente. Observe:

A sequência é crescente e divergente; logo

 

■

 

EXEMPLO 3. É convergente ou divergente? Justifique.

 

Solução

 

a) Como a série tem chance de ser convergente.

Sabemos, entretanto, que tal série é divergente, pois trata-se de uma

série harmônica de ordem 1. (Veja Exemplo 2, 2.1.)

b) segue que a série tem chance de ser convergente.

A série é convergente, pois trata-se de uma série harmônica de ordem α

= 3.

■