Um Curso de Cálculo, Volume 4
9.2 Uma condição suficiente para convergência uniforme de uma série de Fourier
b) Prove que
(Sugestão: Veja Teorema 3 da Seção 7.4.)
5. 3 Suponha f: [−π, π] → de classe C, f(−π) = f(π) e f′ (−π) = f′ (π).
Seja F: → dada por
onde a série de 2.º membro é a série de Fourier de f. Prove que, para todo x ∈ ,
(Sugestão: Prove que existe M > 0 tal que, para todo
e utilize o Teorema 3 da Seção 7.4.)
9.2. UMA CONDIÇÃO SUFICIENTE PARA
CONVERGÊNCIA UNIFORME DE UMA SÉRIE
DE FOURIER
Vimos no Exemplo 5 da seção anterior que, se f for de classe C 2 em [−π, π] e f(−π) = f(π), então a sua série de Fourier será uniformemente convergente em . Nosso objetivo nesta seção é provar que se f for contínua, de classe C2 por partes em [−π, π] e se f(−π) = f(π), então a sua série de Fourier será, também, uniformemente convergente em .
Inicialmente, vamos definir função de classe C2 por partes.
Seja f: [−π, π] → . Dizemos que f é de classe C2 por partes se existir uma partição
−π = x < x < x < ... < x < x < ... < x = π 0 1 2 i−1 i n
do intervalo [−π, π] e, para cada índice i, i = 1, 2, ..., n, existir uma função
f : [x , x ] → i i−1 i
de classe C 2 e tal que, para todo x ∈ ]x , x [,
i−1 i
f(x) = f (x). i
EXEMPLO 1. Mostre que a função
é de classe C2 por partes.
Solução
Sejam
f (x) = −1, x ∈ [−π, 0] 1
e
f 2 (x) = x, x ∈ [0, π]
2
As funções f 2 ª e f são de classe C , pois suas derivadas de 2. ordem são
1 2
contínuas. Além disso,
f(x) = f (x) em ]−π, 0[ 1
e
f(x) = f (x) em ]0, π[. 2
Logo, f é de classe C 2 por partes.
■
Sugerimos ao leitor dar exemplo de uma função f: [−π, π] → que seja contínua e de classe C2 por partes.
O próximo teorema nos conta que se f for contínua, de classe C 2 por partes em [−π, π] e tal que f(−π) = f(π), então sua série de Fourier convergirá uniformemente em .
Teorema. Seja f: [−π, π] → e tal que f(−π) = f(π). Suponha,
ainda, que f seja contínua e de classe C 2 por partes em [−π, π]. Então a série de Fourier de f converge uniformemente em .
Demonstração
Para simplificar, suporemos f da forma onde f 2 : [−π, a] → e f : [a, π] → são supostas de classe C e f (a) = f (a).
1 2 1 2
(Esta última condição é para garantir a continuidade de f.) Temos, também,
f (−π) = f (π). (Esta condição segue da hipótese.) Para provar que a série de 1 2
Fourier de f converge uniformemente em é suficiente provar que existe M > 0 tal que, para todo x ∈ e todo n ≥ 1,
e
Temos
Integrando por partes, vem
onde
onde
Portanto,
Mas
e
Logo, existe M > 0 tal que 1
(Determine um valor para M que resolve.) Do mesmo modo, mostra-se que 1
existe M > 0 tal que 2
Logo, para todo x ∈ e todo n ≥ 1,
A convergência uniforme, em , segue então do critério M de Weierstrass.
■
EXEMPLO 2. Mostre que a série de Fourier de