Juízo Final: Odisséia dos Deuses
Capítulo 10
Chegou então para ser julgada uma freira ressuscitada. Pedro foi o primeiro a interrogá-la.
- Sou freira e, obviamente, romana. Sempre acreditei em Jesus de Nazaré e na sua imaculada mãe, Virgem Santa Maria. Ingressei na nobre missão de Filha de Jesus porque tive uma grande decepção amorosa e, embora minha família seja riquíssima, segui os conselhos do líder romano da catedral, desesperada e triste com o que me acontecera. Fiz votos de pobreza, embora continuasse herdeira de uma grande fortuna.
Jesus de Nazaré interrompeu:
- Quem lhe disse que minha adorada mãe era virgem? Você acabou de ouvir a leitura bíblica em que Paulo de Tarso declara que Tiago era meu irmão. Como explica isso?
- Isso deve ser perguntado aos meus mestres de Roma - respondeu um pouco perturbada a freira.
Pedro:
- Perdoem, mas Jesus de Nazaré, irmão de Tiago, como Paulo de Tarso bem informou, é filho de Maria e de José. E, se me permitem lembrar, isso está escrito na Bíblia Sagrada. Embora Mateus, no capítulo dez diga que dois Tiagos sejam apóstolos: Tiago, filho de Zebedeu, e Tiago, filho de Alfeu.
Pedro abriu a Bíblia:
- Mateus escreveu no capítulo 13-55: "Na sinagoga, ensinando - não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria sua mãe? Não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs, não vivem todas entre nós?" E não está escrito também por Lucas 2,48: "Meu filho, que nos fizeste? Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura - disse Maria e ele respondeu: devo ocupar-me das coisas de meu Pai - e Maria e José não compreenderam o que Jesus de Nazaré, com doze anos de idade, lhes dissera".
A freira estava bastante surpresa. Maria tivera todos aqueles filhos e, ainda filhas? E isso está registrado na Bíblia? Como nunca lhe tinham dito isso em Roma e nos conventos? Dirigiu-se ela a Mateus:
- Você deve ter se enganado ao escrever que Maria possuía tantos filhos. Em Roma me ensinaram que ela foi uma mulher imaculada.
Mateus:
- Como ousa dizer que a Bíblia esteja cometendo erros? Não se pode duvidar do que está escrito no livro sagrado!
Jeovah interferiu:
- Quero lembrar a todos que Maria não poderia ter dito isso. É ilógico. Ora, se não compreenderam, lógico é deduzir-se que o parto de Jesus de Nazaré teria sido resultado da normal atividade dos casais. Há um buraco narrativo bem visível. O escritor não se apercebeu disso e revelou o que está subjacente.
Pedro interveio:
- Roma necessita de muitos dízimos e propala o que bem entender. Mas Mateus deixou claro que até mesmo o Mestre Jesus de Nazaré foi aquinhoado com bens fornecidos pelos que nele acreditaram. Afinal Mateus – o apóstolo, não o evangelista - era arrecadador de impostos antes de seguir o Mestre e seus outros onze apóstolos. Eu mesmo recebia todo o dinheiro produzido pela venda de bens de meus adeptos, lembram todos dessa passagem bíblica?
Jesus de Nazaré estava ficando muito aborrecido. Estava provado, escrito nessa Bíblia, que todos os agentes religiosos tinham o direito de buscar dízimos e, aparentemente, era isso que os levava a usar do seu nome para terem sucesso em seus desígnios. E o pior: todos tinham o direito bíblico para isso. Nada se lhes podia objetar. O Grujuem poderia ser usado por todos. Os apóstolos eram pessoas rudes, pescadores ou operários. Não tinham necessidade de estudos ou diplomas de qualquer natureza. Só tinham que ter poderes de convencimento. O dízimo em troca de promessas ou de ameaças com fogo na Geena ou em outros locais.
Mateus, imponente em seu trono, virou-se para Jesus de Nazaré:
- Mestre, você não via tudo isso, lá do céu?
Jesus de Nazaré:
- Enquanto você e os demais doze apóstolos não tinham morrido ainda, estávamos entre as nuvens somente Jeovah, eu, as nove ordens de anjos, os profetas do Velho Testamento, ressuscitados, e Jesus Celestial, evidentemente, ou seja, aquele que já existia - segundo o evangelista João - antes de Jeovah criar a luz, a matéria, as estrelas, tudo enfim. Estavam lá também os filhos de Jeovah relatados por Moisés em seu livro Gênesis, 6,1, irmãos de Jesus Celestial. Também lá estava Elias, o que teria subido com um carro de fogo, vivo - o único que aparentemente subiu sem ter morrido. O amigo de Paulo de Tarso que teria voado para cima, sem que Paulo pudesse informar se ele levou o corpo com roupas ou somente subiu seu espírito, o que revela que ele admite inadvertidamente que podem existir corpos no céu. E mais: lá estavam o Patriarca, Isaac, Jacó e Moisés. Estes morreram e ressuscitaram para poder subir. Estiveram sepultados no monte Sinai ou adjacências, como bem sabem todos. Era o ponto de encontro com Moisés.
- Interessante é - que está escrito que eu voltaria logo, com os doze apóstolos, embora eles não estariam necessariamente já mortos e ressuscitados. E de lá nossa visão atingia obviamente poucos quilômetros, já que a Terra é redonda. Como iríamos ver coisas que se passavam em Jerusalém, em Jericó, em Cafarnaum, no Egito, em Roma, na Terra do Fogo, rotulada como fim do mundo? Sem falar que do alto não se reconhecem sequer as pessoas e não se pode ouvir o que falam, muito menos quando estão dentro de casas, cavernas, minas, sinagogas ou sob ruídos provocados por chuva. Ou morarem na outra face do globo terrestre, na Austrália, na América ou nos Polos, terras cuja existência sequer conhecíamos. Enfatizo isso - é muito importante para que se compreenda como funciona o processo dizimatório.
Jesus de Nazaré já não falava. Parecia prestes a chorar. Tinha o coração mais puro que já existira e o que estava ouvindo no julgamento parecia ser-lhe insuportável. Mas continuou:
- À medida que vocês apóstolos iam morrendo, martirizados ou não, eram enterrados e tinham que aguardar o dia do Juízo Final. Seus corpos se decompuseram. Restaram ossos jogados muitos deles em valas pelos romanos. Somente mais tarde a Bíblia relata, pelos escritores evangélicos e por Paulo de Tarso, que vocês desceriam em doze tronos para serem juízes no Dia do Juízo Final e que teriam o objetivo de julgar as Doze Tribos de Israel. Descer, de que maneira, se nem sequer tinham subido?
- Eu não vi, lá de longe – continuou o Mestre - há centenas de quilômetros de distância, Pedro tomando o dinheiro do casal Ananias e sua mulher Safira. Não podia ver os apóstolos recebendo dízimos nem podia ver Paulo de Tarso viajando pelo Mediterrâneo, Ásia e Roma, a milhares de quilômetros de distância do Monte Sinai e de Jerusalém. Não tinha como ver meu nome e de meus familiares sendo usado para a obtenção de adeptos goin.
Jesus de Nazaré pediu aos serafins do seu lado para que lhe dessem um copo com água. Havia copos no céu. E taças de estanho para o vinho. Jesus de Nazaré teria dito que beberia vinho com os apóstolos lá nas nuvens. O vinho era trazido da Terra, certamente. Não existem vinhedos nas nuvens. Nem terras aptas a produzir o precioso líquido. Mas havia milhões de vestidos encobrindo a nudez dos anjos, Jeovah e demais habitantes das nuvens. Havia espadas com cinturões para poderem ser portadas ao voar, e cornetas. A chuva havia parado e estava com sede. Continuou:
- A freira aqui presente foi catequizada pelos romanos. Serviu a eles sem remuneração. Trabalho cativo – era mulher. Cuidou de doentes. Merece ser absolvida.
O apóstolo Bartolomeu:
- Essa mulher não é judia. Ela afirmou que acreditava em Jesus de Nazaré. Disse que era justa e fazia boas coisas. Arrependeu-se de seus pecados. Mas ela não era de uma família rica? E, sendo rica, não está impedida de ingressar no céu?
Jesus de Nazaré:
- Apóstolo Bartolomeu - você está exagerando. Com todas essas virtudes ela merece ser absolvida e o fato de não ser judia não é importante. Além disso, ela não tem culpa de pertencer a uma família rica.
- Permita-me discordar, Mestre. Vou ler a Bíblia, na parte escrita pelo julgador das Doze Tribos de Israel aqui presentes, Mateus, no capítulo sete, versículo seis: "Não lanceis aos cães as coisas santas, não atireis aos porcos as vossas pérolas, para que não as calquem com seus pés, e, voltando-se, contra vós, vos despedacem".
Bartolomeu sorria. Estava visivelmente satisfeito em ser agora o grande astro do julgamento:
- Disseste isso, segundo escreveu o colega juiz evangelista Mateus. Ou Mateus não foi verdadeiro? E ele repetiu isso tudo no mesmo capítulo dez, quando você teria dito a todos nós apóstolos: Não ireis ao meio dos gentios nem dos samaritanos, ide às ovelhas que se perderam na casa de Israel e por onde andardes - anunciai que o Reino dos céus está próximo.
Jesus de Nazaré:
- Muito te agradeço - Bartolomeu, por bem analisares as coisas neste difícil julgamento. Mateus escreveu bem nesse ponto. Eu disse que os cachorros e os porcos não podem participar dos ensinamentos. Todos sabemos que esses dois animais, tão úteis aos humanos, representam os não-judeus, os gentios, os nossos vizinhos, inimigos milenares de Israel. Como poderia eu permitir que os súditos descendentes do faraó, por exemplo, fossem doutrinados com meus ensinamentos? Aquele povo que nos escravizou durante décadas e humilhou e matou nossos filhos em trabalhos desumanos? Mas os termos não tinham nem têm qualquer objetivo de injuriar.
- Mas, grande Mestre - Mateus não acabou escrevendo, ao final do seu evangelho, que tu terias ordenado antes de ser arrebatado ao céu, que todos os povos do mundo deveriam ser admitidos em tuas doutrinas e no reino celestial eminentemente judaico de Jeovah? - replicou Bartolomeu.
Jesus de Nazaré não titubeou:
- Eu vim para salvar os descendentes de Israel. Não mandei salvar porcos e cães e peço que perdoem se sou obrigado a usar esses termos bíblicos, costumeiros no tempo em que eu ainda vivia na Terra. Eles não buscam desmerecer a ninguém. Meu reino e o de Jeovah deveriam vir ainda quando os que me ouviam então - estivessem, a maioria, ainda vivos - como aqui já foi bem lembrado. Os romanos, através do seu imperador Constantino, ao passarem a usar o Grujuem, ordenaram aos copistas para que incluíssem os gentios nas minhas promessas, nas suas cópias. Isso está claro e foi bem constatado nas versões dos Evangelhos traduzidas do grego.
Bartolomeu continuou:
- Pois o meu voto é exatamente nesse sentido. Essa mulher, usando vestido negro com branco e um chapéu, é criatura produzida pelos romanos, esse povo que tantos males infligiu aos judeus durante décadas de dominação de Israel. Não se trata de uma israelita. Segundo tuas próprias palavras, é uma gentia. Meu voto pode ser visto como radical, mas está de acordo com a primeira metade dos Evangelhos, a parte não modificada nesse ponto, ou seja, do destino que tinha nosso trabalho.
O apóstolo juiz Bartolomeu olhou para o alto, onde centenas de câmaras de televisão registravam para o mundo o julgamento e prosseguiu sorrindo:
- A ré confessou que é rica. Não ingressará no céu, por esse motivo. E é gentia - não pode receber nossas pérolas. A mulher teve outro deus, contrariando o primeiro mandamento de Jeovah – disse olhando para o Senhor dos Exércitos. Mas, ainda assim, por ter acreditado em Jesus de Nazaré, quero lhe dar uma chance e vou perguntar: Mulher, falaste algo contra o Espírito Santo?
A freira, com sua postura serena e altaneira:
- Sim.
Bartolomeu:
- Alguma vez falaste algo contra os dois deuses?
Ela respondeu outra vez afirmativamente e Bartolomeu finalizou então seu voto:
- Com todo o respeito aos demais juízes: condeno esta mulher para que, de acordo com o que estatui 12,31 de Mateus, seja ela condenada a queimar na fornalha ardente da Geena, conforme estabelece claramente 13,42, também do nosso colega evangelista Mateus.
Houve um grande clamor contra essa decisão. Era uma mulher crente, justa, caridosa, trabalhara gratuitamente ajudando os romanos e seus seguidores durante grande parte de sua vida. Poderia se ver em suas atividades caridosas até mesmo comportamentos idênticos aos de cativos. Ela se arrependera de seus pecados e, ainda assim o apóstolo judeu Bartolomeu a condenou. Iria para a fétida Geena conviver com cadáveres de criminosos mortos lá jogados.
Até Pedro, cujo nome tinha sido antes Simão, se mostrou revoltado e pediu que Bartolomeu esclarecesse melhor o seu modo de pensar. E este, cada vez mais radiante com sua importância:
- Mateus escreveu claramente em 12,31: “Todo pecado e toda blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não lhe será perdoada, e todo o que tiver falado contra o Filho do Homem será perdoado e se, porém falar contra o Espírito Santo, não alcançará perdão nem neste século nem no século vindouro”.
Jesus de Nazaré:
- Quem te autorizou a escrever isso? Uma simples frase levaria o dizimista a ser queimado eternamente? Eu teria dito tal barbárie? Eu, defensor do amor, do perdão, da fraternidade, afirmaria tal coisa? Que estranha entidade seria essa, Mateus, que julgas mais importante que eu, o arauto da paz?
Interveio agora o apóstolo judeu chamado André, irmão de Pedro, o que se chamara antes Simão:
- Todos aqui somos judeus. Surge essa mulher para ser admitida no nosso céu, em nossas nuvens. Não pode ser admitida em nosso meio. Concordo em que ela seja condenada ao fogo eterno nas fornalhas da Geena, como está escrito em Mateus 5,29.
Mais uma vez uma grande balbúrdia agitava o Juízo Final. Eram todos juízes israelitas e estavam condenando uma gentia. Isso trouxe um grande clamor no mundo e as televisões o noticiavam. Mas foi Jesus de Nazaré que harmonizou tudo e votou:
- Meu voto, como já disse, é no sentido de absolver a esta mulher. Eu já afirmei - como está escrito - que atire a primeira pedra quem não tiver pecado. Declaro que os treze apóstolos aqui presentes não possuem competência legal para julgarem a esta gentia. Está escrito na Bíblia Sagrada que os apóstolos viriam para julgar as Doze Tribos de Israel. Como se trata de uma gentia, obviamente não pertence a nenhuma das tribos, não tendo eles, pois, poderes para julgá-la.
- Levem-na para o alto das nuvens, onde é o seu lugar por merecimento, já que constatamos que ela blasfemou contra o Espírito Santo em um momento de grande angústia e desespero e, ainda, tornou-se pobre no exato momento em que abandonou sua família rica para servir aos seus irmãos com suas obras de caridade. É com louvor e honrado que a declaro salva das fornalhas da Geena e a homenageio por sua bondade.
O mundo inteiro aplaudiu esse veredicto.
Novamente o Mestre olhou para o alto. Parecia procurar alguém. As nuvens cumulus estavam se dissipando. Sara Moshê percebeu e assentou seu telescópio para o alto e em seguida falou ao ouvido de seu colega jornalista:
- Um dos anjos Príncipes me disse que teríamos uma surpresa. E insinuou que havia uma mulher entre os habitantes do céu. Suspeito que seja a mãe dos filhos de Jeovah.
Uma explosão ocorreu então. Era um ataque suicida provocado por uma mulher desconhecida que acabara de ser trazida para ser julgada. Os cinco querubins que a seguravam foram gravemente feridos. As penas ensanguentadas foram levadas pelo vento e as partes humanas perderam braços e pernas. A face leão rugia e os guinchos da parte águia eram horripilantes. Jesus de Nazaré não se abalou:
- Deixai. Não sabem o que fazem. Dai-lhes também a túnica se já te levaram a capa. Perdoemos nossos inimigos. Vamos dar-lhes também a outra face. Venham, usem suas bombas. Sei que estamos fazendo a apologia da covardia. É assim que escreveram, no entanto.
Chovia forte novamente. Relâmpagos cortavam o horizonte. Jesus de Nazaré prosseguiu logo que as trovoadas acabaram:
- O autor do Evangelho de Mateus escreveu também que tanto às nuvens quanto para a Geena ou para o Inferno são enviados corpos humanos e que eu teria dito isso. Como ousaste? Vou ler em seu Evangelho, em 5,29 e seguintes, resumidamente: “É melhor que se perca um dos teus olhos, mão direita ou outros membros do que seja todo teu corpo lançado ao Inferno”. Alerto a todos os seres humanos: esses sacerdotes efetivamente me atribuem essas horrendas ameaças. E me atribuem, uma vez mais, que os corpos de seres humanos vivos seriam lançados em lugares terríveis, tais como em fornalhas, labaredas, fogo, Geena e lagos em chamas. Não posso tolerar tais barbáries. Pastoreiem, busquem ovelhas, consigam dizimistas, revistam-se de glórias como líderes de rudes campesinos da velha Israel. Mas não me atribuam nem usem essas ameaças. E alerto para Paulo de Tarso: biblicamente não só ao céu os corpos sobem. Também para baixo, para a Geena e para lugares rotulados de Inferno as narrações do Livro indicam a remessa de corpos, com carne e ossos.
Paulo de Tarso ouvia em silêncio. Parecia ter perdido as forças para argumentar.
- A propósito – continuou o Mestre: os anjos estão nus, aqui e nas pinturas constantes das igrejas? Se estiverem vestidos com tecidos e couro, obviamente possuem corpos. Se não estão vestidos, e nós os vemos ao nosso lado, estariam nus, evidentemente. Nesse caso poderíamos constatar induvidosamente se eles possuem órgãos reprodutores, como os humanos.
Paulo percebeu que estava em uma grande enrascada e preferiu nada dizer.
- Se estiverem nus, podemos constatar que possuem aberturas aptas a eliminar água e demais substâncias que passam pelos seus rins. Podes me dizer, Paulo, o que vês?
- Não posso. Os anjos estão vestidos. Os dois anjos que chegaram até o túmulo de Jesus de Nazaré estavam vestidos de branco. Esse escrito não posso contestar - pena de desmoralizar toda a minha mensagem e a Bíblia passar a ser uma grande mentira. Pouco me resta para argumentar com sabedoria.
Jesus de Nazare:
- Concordas que essas criaturas não podem ser espíritos, portanto? Não podes ultrajar minha inteligência e persistir no absurdo de que espíritos podem usar vestimentas, manejar pesadas espadas cintilantes e tocar trombetas. E sentar no túmulo de Jesus de Nazaré. E falar com Maria Madalena.
Paulo:
- Eu digo o que me aprouver a mim e ao meu rebanho de ovelhas.