Juízo Final: Odisséia dos Deuses
Capítulo 79
Retornaram ao Juízo Final. Chegou para ser julgado um grande sábio vivo. Jesus de Nazaré preferiu que o Tribunal não mencionasse seu nome, por motivos políticos:
- Seja bem-vindo, Mr. H. Vejo que é um dos cientistas vivos mais renomados. Desde já tenho que perguntar-lhe: constatamos neste Juízo Final que a Bíblia Sagrada permite que os humanos julgados tenham vários destinos. Deve certamente ter acompanhado as controvérsias existentes. O sacerdote e Deus Jesus de Nazaré, Jeovah e seus filhos, mais os anjos, os apóstolos, todos afirmam que no céu, nas nuvens, existem seres bíblicos possuidores de carne, ossos e demais órgãos humanos. O sacerdote romano, Paulo de Tarso, contudo, afirma que somente espíritos existem nos céus, nas nuvens. Afirma que carne e ossos lá não sobrevivem. Os condenados ao Inferno e à Geena também estão sob esse dilema bíblico. O que a física pode dizer a este Juízo Final sobre esse assunto?
Mister H.:
- Os corpos cairiam. Os anjos estão em pinturas nas igrejas, essas novas sinagogas. Se batessem suas asas sem cessar, os humanos e tronos poderiam ser seguros por tais criaturas, sem cair. Mas a energia gasta pelos seres-aves os obrigaria a obter fartos alimentos, inexistentes na atmosfera. Quanto aos assim denominados espíritos, eles somente existem na imaginação. Obviamente não possuem tecidos, ossos, músculos e braços aptos a tocar trombetas ou manejar espadas. Também inúteis são suas asas, pois não possuem corpos a serem transportados. Caso possuíssem alguma matéria, átomos, células, moléculas, deixariam de ser espíritos.
Jesus de Nazaré:
- Os relatos dos evangelistas e os relatos do centurião romano Saulo de Tarso revelam uma impossibilidade fática?
Mister H.:
- As duas correntes expostas pelo Novo Testamento são antagônicas e não se conciliam. Uma delas relata seres normais vivendo nas nuvens. Não explicam como se alimentam nem porque não envelhecem. Segundo essa corrente de sacerdotes, teríamos milhões de seres famintos vivendo nas nuvens e sendo atropelados por aeronaves. E na outra corrente, a de Paulo de Tarso, teríamos seres imaginários, invisíveis, inaudíveis, imperceptíveis e que jamais poderiam tocar trombetas, falar, brandir espadas, transportar pessoas ou objetos, mugir, guinchar, rugir, aprisionar seres humanos normais ou praticar quaisquer atos.
Jesus de Nazaré:
- Veja Mister H. Aqui estou, nas nuvens, com minhas pernas, braços e mãos. Veja os furos dos pregos da cruz. Dois mil anos se passaram e eu não envelheci. Continuo com trinta e três anos. Jeovah, aqui presente, é muito mais idoso - catorze ou quinze bilhões de anos - caso seja o criador de tudo. Como explica você nossa existência neste Juízo Final?
Respondeu o grande cientista:
- Jeovah teria criado tudo que existe, segundo o livro escrito por Moisés e outros líderes religiosos judeus. Isso obrigatoriamente teria ocorrido há catorze ou quinze bilhões de anos. Obviamente que o texto bíblico que relata ter ocorrido essa criação a menos de dez mil anos, é atualmente visto como um conto infantil. Os fósseis de animais, datados pelo teste do carbono, provam terem eles vivido há mais de quinhentos milhões de anos, como o sabem crianças e adolescentes. O primeiro peixe, Picaya Gracilens, tem essa idade. Dele herdamos nossa coluna vertebral e nosso cérebro.
Jesus de Nazaré:
- Quem criou Jeovah?
Mister H.:
- Em livro recentemente escrito, se faz referência a isso. Vamos perguntar a Jeovah.
O deus dos judeus dormira em seu suntuoso trono. Foi acordado por um dos querubins. Respondeu à indagação que fora agora repetida:
- Por que não perguntam a quem me criou? Moisés está logo ali. É ele que escreveu sobre a minha existência. Quem criou os átomos que compõem meu corpo? Não fui eu que criei tudo? Não posso ter criado a mim mesmo? Como os primeiros átomos surgiram com o Big Bang, de onde alguém obteria essa matéria para construir corpos de Jeovah e sua família? Por que não escreveram que uma deusa teria criado tudo? Ou vários deuses e deusas? E por que é necessária a existência de algum deus? Que deus seria eu, se Moisés informasse quem me criou? Aliás, de que forma poderia Moisés saber disso? Afinal ele nada assistiu, mesmo porque ele somente viveu quinze bilhões de anos após o Big Bang. Ou, ainda, cinco ou dez milênios após o alegado surgimento bíblico de Adão e Eva?
Surpreendeu Jeovah. Moisés parecia sentir-se muito importante:
- Por que este Tribunal perde tempo com tais perguntas? Ainda não perceberam que os deuses e deusas são criados por sacerdotes? Ainda não perceberam que os clientes dos sacerdotes necessitam desesperadamente de deuses?
Moisés tossia muito. O ar úmido e frio das nuvens o atormentava há séculos. Continuou:
- Não perceberam que, para dominar, há que se estabelecer o medo? Medo e esperanças - não está isto claro em toda a história bíblica e das demais religiões? Meu povo tinha medo de chagas, hemorroidas, tumores, tísica, lepra, granizo, pestes. Temiam que o deus judaico os atingisse e, ao mesmo tempo, tinham fé no que lhes diziam os sacerdotes judeus: seriam protegidos pelo seu Jeovah se obedecessem a esses seus sacerdotes e lhes fornecessem o melhor de suas produções agrícolas, seus óleos, seus vinhos, seus carneiros.
Jesus de Nazaré:
- Realmente, nem Jeovah nem Moisés explicam de onde e como surgiu esse Deus Pai. Segundo Moisés, é semelhante a Adão. Logo possui mulher – conclusão irrefutável. E João refere que Jeovah possuía filho antes de criar tudo.
Prosseguiu o Mestre:
- Jeovah: insisto na minha indagação. Não podes possuir os genes humanos, surgidos após mais de quinhentos milhões de evolução da vida no planeta, como já se demonstrou. Não podes, pois, ter filhos tais como Jesus de Nazaré. Mas, quem são e onde se encontram teus pais?
Jeovah:
- Como ousas me fazer esse tipo de pergunta? Eu sou único. Nunca tive filhos. Jesus de Nazaré foi noticiado somente há dois mil anos por esses evangelistas que aqui se encontram e que criaram um novo deus, a que chamam de Filho do Homem, Filho de Deus, Messias e o Salvador, contrariando o meu mandamento principal: "não terás outros deuses diante de mim".
Jesus de Nazaré:
- Esqueceste que muitos de teus filhos desceram para coabitar com as mulheres belas da Terra e te reunias com eles, Jó e o anjo Diabo?
Jeovah:
- Isso é mentira! A Bíblia mente!
Jesus de Nazaré:
- O que dizes é muito grave. Escreveu Pedro em II-2,4 e seguintes: "Pois Deus não poupou os anjos que pecaram, mas os precipitou nos abismos tenebrosos do Inferno onde os reserva para o julgamento".
Mister H.:
- O universo começou com a grande explosão, o Big Bang, há catorze ou quinze bilhões de anos. Caso Jeovah lá estivesse, criando o mundo - como propala Moisés - ele e sua família seriam engolidos pelo calor de milhões de graus centígrados que se estabeleceu no local.
Jesus de Nazaré:
- E eles, Jeovah e sua família?
- Teriam que iniciar imediatamente uma viagem, sem oxigênio, água e no frio de Kelvin, à velocidade de trezentos mil quilômetros por segundo, em direção a um lugar imaginário em que, dez bilhões de anos-luz após, surgiria uma galáxia e um minúsculo e insignificante Sistema Solar onde há, temporariamente, um planeta ainda mais insignificante chamado Terra. Aqui ele teria que aguardar que, no Período Cambriano, há seiscentos milhões de anos, surgisse o primeiro peixe, Picaya Gracilens, nos mares. Teria que aguardar que o peixe evoluísse, saísse dos oceanos como répteis e depois aves e macacos e que estes descessem das árvores para que, após dois milhões de anos, desenvolvessem um cérebro inteligente e se proclamassem judeus.
Mister H. não parecia cansado. Seu cérebro privilegiado compensava largamente a paralisia de seu corpo na cadeira de rodas. Voltou a escrever:
- A estrela menos distante, chamada Próxima de Centauro, está a uma distância de cerca de quatro anos-luz, ou trinta e sete milhões de milhões de quilômetros e o Sol está a oito minutos-luz. Um anjo -com suas asinhas, levaria trilhões de trilhões de anos para chegar a essa estrela. Mas congelaria já ao se elevar acima de dez mil metros, na atmosfera terrestre, e não teria alimentos para impulsionar suas asinhas. E carregar Jeovah batendo asas seria impossível. Mais ainda na temperatura que existe em todo o espaço cósmico, ou seja, pouco menos que trezentos graus centígrados negativos.
O cientista pareceu lembrar algo interessante e disse:
- Parece importante para este Juízo Final, esclarecermos sobre Eva, que depôs aqui.
- Prossiga, por favor.
- Recentes pesquisas genéticas demonstram que todos nós – homo sapiens vivos – temos uma mulher ancestral comum que viveu há duzentos mil anos aproximadamente. Moisés não poderia saber o que significa carga genética. É que o primeiro humano masculino possuiu – como agora - 23 cromossomas Y e X. O Y é transmitido incólume de pai para os filhos. Todos os machos que existem agora são descendentes de um homem que viveu há aproximadamente oitenta mil anos no sul da África e que de lá saiu com seus familiares para o norte e consequente ocupação de todo o globo terrestre.
Moisés:
- Está escrito que Jeovah levou seis dias para criar tudo e descansou no sábado. A Bíblia não mente.
Mister H.:
- Moisés, permita que eu informe: a primeira mulher ancestral dos humanos que estão vivos viveu há duzentos mil anos. Isso está demonstrado no DNA mitocondrial.
Moisés parecia não desejar aparentar ignorância em todas as informações que aquele sábio transmitia.
A Máquina estampou:
“Mitocôndrias são componentes das células; elas produzem energia e têm seu próprio conjunto de genes; existem nos óvulos das mulheres e são transmitidas somente por estas; portanto, nosso DNA mitocondrial só veio de nossa mãe”.
O sábio apontou para a Máquina:
- Antes da primeira mulher, que chamarei de Eva, os seus ancestrais eram hominídeos primitivos que identificamos como homo heidelbergensis e que também deram origem aos Neanderthal.
Moisés:
- Tudo isso não pode ser provado. Adão e Eva são os primeiros humanos, criados pelo deus de Israel, como escrevi no Pentateuco.
Mister H. decidiu ignorar o que falava Moisés e prosseguiu:
- Até hoje os espermatozoides, como não ignoram os deuses presentes, possuem as mitocôndrias que são perdidas quando penetram no óvulo.
Os jornais imediatamente noticiaram: a humildade de Jesus de Nazaré lhe permitia confessar sua ignorância sobre o processo da criação da vida. Mister H. continuou:
- O resultado é que o DNA nuclear de todos nós, presente em nosso corpo, em nossas células, se originou em partes iguais de nossa mãe e de nosso pai. Já o DNA das mitocôndrias só veio de nossa mãe. Os cromossomos Y são entregues incólumes de pai para o filho macho. As mulheres não têm o cromossomo Y, como já disse.
Jesus de Nazaré:
- Como provas tudo isso, Mister H.?
- A ciência demonstra tudo isso com o uso de microscópios, aparelhos que não existiam nos tempos bíblicos.
Jesus de Nazaré:
- Moisés mentiu? Jeovah não criou Adão e Eva, como consta no Velho Testamento e também é mencionado no Novo Testamento?
- Não me cabe responder a isso. O que afirmo com a mais absoluta segurança é que a mulher e o homem cujos ossos encontramos na África e demais continentes do mundo, tinham pais, avós e demais ancestrais que foram hominídeos, símios e, milhões de anos antes, meros peixes, vermes, répteis, como já se mencionou neste Juízo Final. Tudo está em nossos genes.
Jesus de Nazaré:
- Concordo que Moisés não poderia descrever a criação bíblica, como fez nos cinco livros do Velho Testamento. O motivo é óbvio: ele não estava presente na aludida semana da criação bíblica.
Jesus de Nazaré apertou as mãos do cientista e indagou:
- Quem é meu pai?
A pergunta causou grande constrangimento em todo o mundo. Mas o Mestre prosseguiu:
- Dizem Mateus e demais escritores do Novo Testamente que Maria é minha adorada mãe. Afirmam que José consentiu em não conhecer Maria e que ela permaneceu virgem mesmo após uma gestação normal de nove meses. Já se constatou neste Juízo Final que no céu já vivia outro Jesus, que, segundo escreveu o evangelista João em 17,24 (“... Jeovah - porque me amaste antes da criação do mundo”), já havia nascido antes da Criação.
Mister H.:
- Pelo que observei nos debates deste julgamento, sobram duas alternativas muito esquálidas: Jeovah ou o Espírito Santo. Lucas escreveu em 1,35: “Maria, o Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra e o ente que nascer será chamado filho de Deus”.
Jesus de Nazaré mostrava-se impaciente:
- Já vimos tudo isso. Queremos saber de que forma teve início a gestação que me fez nascer nove meses após.
Mister H.:
- Obrigatoriamente um óvulo de Maria foi fertilizado. Sem que isso houvesse ocorrido, não seria possível gestação e o óvulo seria inutilizado. Temos que descartar o Espírito Santo. Esse personagem não possui matéria. Não possui tecidos. Não possui as indispensáveis sementes masculinas. Resta-nos Jeovah.
Todos os olhares se dirigiram ao grande Deus dos israelitas, o Senhor dos Exércitos. Ele estava imperturbável e observava tudo com aparente resignação.
- Jeovah possui corpo – continuou Mister H. Ele é semelhante a Adão. Logo, pode ter filhos como Adão – e os teve. Se este deus forneceu a semente fecundadora para a gestação de Maria, seria este, no mínimo, o segundo filho desta divindade, já que é indiscutível que no céu vivia, desde sempre, outro Jesus. Um fator altamente relevante para que se admita essa sua filiação, jovem Jesus de Nazaré, é o fato bíblico de que outros filhos de Jeovah desceram para Terra e procriaram netos para o deus judaico.
O Mestre:
- Todos já constatamos isso.
Mister H.:
- A primeira pergunta que se impõe agora: Jeovah possui o cromossoma Y? Porque, se Jeovah não possui o cromossoma Y, o feto não será gerado de forma alguma. Nem por um milagre, por uma feitiçaria, por uma sombra ou por força de Altíssimos.
Mister H. estava visivelmente resfriado. A chuva fina que caía estava produzindo esses sintomas até nos anjos, embora acostumados com essas condições climáticas há bilhões de anos.
- A segunda pergunta que temos que formular: Jeovah poderia ter adquirido a faculdade de produzir o cromossoma Y, já que ele tudo teria criado e não tivera oportunidade de passar pelo processo evolutivo que teve início com o Período Cambriano, há apenas seiscentos milhões de anos?
Ninguém respirava. Tudo agora parecia tão óbvio.
- Jeovah jamais poderia possuir em seu corpo o cromossoma Y. Ele sequer sabia que tal cromossoma seria produzido em algum dia remoto, num minúsculo e passageiro planeta. Jeovah sequer poderia saber, no exato momento do Big Bang, há quinze bilhões de anos, se no futuro, surgiriam animais unicelulares, vermes e um peixe com coluna vertebral que evoluiriam, por longos seiscentos milhões de anos, para serem chamados macacos. Jamais poderia sequer sonhar que esses macacos iriam se transformar em hominídeos e que estes gerariam o homo sapiens e o neanderthal. Jamais poderia sequer prever que tais estranhas criaturas fossem possuir fêmeas com mitocôndrias, ou seja, as já mencionadas organelas celulares que produzem energia no interior das células humanas. Nunca poderia imaginar que essas mitocôndrias seriam produtos de antigas bactérias que teriam sido absorvidas pelas células há milhões de anos quando as formas de vida ainda eram meros microrganismos.
- Na grande luta cambriana, o peixe vencedor foi o Picaya Gracilens e sua companheira. Deles herdamos nossa coluna vertebral - já foi dito. Os fetos humanos, aos sete meses de gestação, possuem cérebro praticamente igual ao dos peixes e anfíbios. Somos esses peixes com cérebros que evoluíram até que nós surgíssimos nas florestas africanas como primatas.
CÉREBRO HUMANO – Aos cinque nta dias de ge stação – se me lhante ao cé re bro dos pe ixe s e anfíbios – nossa he rança do Picaya Gracilens e sua companhe ira, bravos ve nce dore s na luta que travaram contra pre dadore s há se isce ntos milhõe s de anos – conforme CARL SAGAN..
Obviamente que Jeovah e Moisés não tinham a menor ideia de tudo aquilo. Continuou Mister H.:
- Jeovah teria que possuir mitocôndrias também, antes da Criação inventada por Moisés. Eu repito: inventada, criada, fabricada. Moisés não assistiu a Criação Bíblica nem o Big Bang. Como poderia Jeovah possuir as indispensáveis mitocôndrias necessárias para engravidar uma mulher?
Jesus de Nazaré:
- Estou convencido que o meu pai é um ser humano. Os relatos contidos no livro de Gênesis, da autoria de Moisés, dizem que Jeovah possuía filhos que lhe deram netos. Os filhos de Jeovah casaram e tiveram filhos, escreveu. Logo, seu pai Jeovah, tinha a capacidade de produzir o cromossoma Y e as mitocôndrias que obrigatoriamente teriam que ser transmitidas aos filhos celestiais e eventualmente a filhos humanos. Não aceitar isso seria totalmente ilógico. A nova pergunta que se impõe: de onde o organismo de Jeovah obteve o cromossoma Y e as mitocôndrias?
Continuou o cientista:
- Meu prezado Jesus de Nazaré: seu pai, aquele que forneceu o espermatozoide que fecundou um óvulo de Maria, pode ser qualquer um. Pode ser Jeovah, pode ser o Espírito Santo e pode ser José, o carpinteiro.
Jesus de Nazaré:
- Prefiro acreditar que eu não sou filho bastardo. Só não posso me conformar que José, o amado esposo de minha adorada mãe Maria, não tenha comparecido à minha crucificação mantendo-se à grande distância. E não posso também acreditar que Jeovah haveria de humilhar, com um adultério, àquela deusa que é mãe dos filhos de Jeovah e que desceram para casar e ter filhos com as mulheres belas da Terra, como Moisés claramente escreveu em Gênesis 6,1-4.
Parecia haver terminado suas exposições. Lembrou-se, contudo de algo e continuou:
- Os escritores do Gênesis, Moisés e eventuais colegas sacerdotes, melhor poderiam ter dito que Jeovah enviou do céu um casal para criar a humanidade. Afinal, se ele já possui filhos no céu, por que haveria de criar do nada um casal – Adão e Eva? E depois enviar filhos celestiais para casar com descendentes de Adão e Eva? Ele somente teve filhos homens nas nuvens? E somente havia mulheres não atraentes nas nuvens? As belas somente eram encontradas no solo terrestre?
O grande físico foi absolvido pelo Juízo Final. Pediu para que a sentença exarada lhe desse autonomia afim de permanecer no solo terrestre. Foi atendido e o anjo Miguel comandou um séquito de quarenta querubins que desceram para a Terra com o famoso cientista. Deixaram-no na biblioteca da Universidade de Oxford.