Fundamentos de Física, Volume 2: Gravitação, Ondas e Termodinâmica

David Halliday, Robert Resnick, Jearl Walker · Capítulo 149 de 165

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Fundamentos de Física, Volume 2: Gravitação, Ondas e Termodinâmica

20-2 Entropia no Mundo Real: Máquinas Térmicas

Figura 20-7  Um pedaço de elástico (a) relaxado e (b) distendido, mostrando uma cadeia polimérica do material (a) enrolada e (b) esticada.

 

De acordo com a Eq. (20-7), F é proporcional à taxa dS/dx com a qual a entropia do elástico varia quando o comprimento do elástico sofre uma pequena variação dx. Assim, podemos sentir o efeito da entropia nas mãos quando esticamos um elástico.

Para entender por que existe uma relação entre força e entropia,

considere um modelo simples da borracha de que é feito o elástico. A borracha é formada por longas cadeias poliméricas com ligações cruzadas,

que lembram zigue-zagues tridimensionais (Fig. 20-7). Quando o elástico se encontra no estado relaxado, essas cadeias estão parcialmente enroladas e orientadas aleatoriamente. Devido ao alto grau de desordem das moléculas, esse estado possui um alto valor de entropia. Quando esticamos um elástico de borracha, desenrolamos muitas moléculas e as alinhamos na direção do alongamento. Como o alinhamento diminui a desordem, a entropia do elástico esticado é menor. Isso significa que a derivada dS/dx da Eq. 20-7 é negativa, já que a entropia diminui quando dx aumenta. Assim, a força que sentimos ao esticar um elástico se deve à tendência das moléculas de voltar ao estado menos ordenado, para o qual a entropia é maior.

 

20-2 ENTROPIA NO MUNDO REAL:

MÁQUINAS TÉRMICAS

Objetivos do Aprendizado

Depois de ler este módulo, você será capaz de ...

20.09 Saber que uma máquina térmica é um dispositivo que extrai energia do ambiente na forma de

calor e realiza trabalho útil e que, em uma máquina térmica ideal, todos os processos são

reversíveis, o que significa que não há desperdício de energia.

20.10 Desenhar um diagrama p-V de um ciclo de Carnot, mostrando o sentido em que o ciclo é

percorrido, a natureza dos processos envolvidos, o trabalho realizado (incluindo o sinal

algébrico) em cada processo, o trabalho líquido realizado e o calor transferido (incluindo o sinal

algébrico) em cada processo.

20.11 Desenhar o ciclo de Carnot em um diagrama temperatura-entropia, indicando as transferências

de calor.

20.12 Determinar a variação de entropia em um ciclo de Carnot.

20.13 Calcular a eficiência ε de uma máquina de Carnot em termos das transferências de calor e C

também em termos da temperatura das fontes de calor.

20.14 Saber que não existem máquinas térmicas perfeitas nas quais a energia Q transferida da fonte

quente na forma de calor é transformada totalmente em trabalho W realizado pela máquina.

20.15 Desenhar um diagrama p-V de um ciclo de Stirling, mostrando o sentido em que o ciclo é

percorrido, a natureza dos processos envolvidos, o trabalho realizado (incluindo o sinal

algébrico) em cada processo, o trabalho líquido realizado e o calor transferido (incluindo o sinal

algébrico) em cada processo.

 

Ideias-Chave

• Uma máquina térmica é um dispositivo que, operando de forma cíclica, extrai energia na forma de calor |Q | de uma fonte quente e realiza um trabalho |W|. A eficiência de uma máquina térmica é Q

dada pela equação

 

• Em uma máquina térmica ideal, todos os processos são reversíveis e as transferências de energia são realizadas sem as perdas causadas por efeitos como o atrito e a turbulência.

• A máquina térmica de Carnot é uma máquina térmica ideal que executa o ciclo mostrado na Fig.

20-9. A eficiência da máquina de Carnot é dada pela equação