Fundamentos de Física, Volume 2: Gravitação, Ondas e Termodinâmica
A Energia do Movimento Harmônico Simples
A Energia do Movimento Harmônico Simples Vimos, no Capítulo 8, que a energia de um oscilador linear é transformada repetidamente de energia cinética em energia potencial, e vice-versa, enquanto a soma das duas — a energia mecânica E do oscilador — permanece constante. A energia potencial de um oscilador linear como o da
Fig. 15-7 está inteiramente associada à mola; seu valor depende do grau de alongamento ou compressão da mola, ou seja, de x(t). Podemos usar as Eqs. 8-11 e 15-3 para obter a seguinte expressão para a energia potencial:
Atenção: A notação cos2 A (usada na Eq. 15-18) significa (cos A)2 e não é equivalente a cos A2, que significa cos (A2).
A energia cinética do sistema da Fig. 15-7 está inteiramente associada ao
bloco; seu valor depende da rapidez com a qual o bloco está se movendo, ou seja, de v(t). Podemos usar a Eq. 15-6 para obter a seguinte expressão para a energia cinética:
Usando a Eq. 15-12 para substituir v2 por k/m, podemos escrever a Eq. 15-19 na forma
De acordo com as Eqs. 15-18 e 15-20, a energia mecânica é dada por
Para qualquer ângulo α,
cos2 α + sen2 α = 1.
Assim, a grandeza entre colchetes é igual a 1 e temos
Isso mostra que a energia mecânica de um oscilador linear é, de fato, constante e independente do tempo. A energia potencial e a energia cinética
de um oscilador linear são mostradas em função do tempo t na Fig. 15-8a e
em função do deslocamento x na Fig. 15-8b. Agora podemos entender por que um sistema oscilatório normalmente contém um elemento de elasticidade e um elemento de inércia: o primeiro armazena energia potencial e o segundo armazena energia cinética.
Figura 15-8 (a) Energia potencial U(t), energia cinética K(t) e energia mecânica E em função do tempo t para um oscilador harmônico linear. Observe que todas as energias são positivas e que a energia potencial e a energia cinética passam por dois máximos em cada período. (b) Energia potencial U(x), energia cinética K(x) e energia mecânica E em função da posição x para um oscilador harmônico linear de amplitude x . Para x = 0, a energia é toda cinética; para x = ±x , é toda m m potencial.
Teste 4
Na Fig. 15-7, o bloco possui uma energia cinética de 3 J e a mola
possui uma energia potencial elástica de 2 J quando o bloco está em x
= +2,0 cm. (a) Qual é a energia cinética do bloco quando está em x =
0? Qual é a energia potencial elástica da mola quando o bloco está em
(b) x = –2,0 cm e (c) x = –x ? m
Exemplo 15.03 Energia potencial e energia
cinética do MHS de amortecedores de massa
Muitos edifícios altos possuem amortecedores de massa, cuja
finalidade é evitar que os edifícios oscilem excessivamente por causa
do vento. Em muitos casos, o amortecedor é um grande bloco instalado
no alto do edifício, que oscila na extremidade de uma mola, movendo-
se em um trilho lubrificado. Quando o edifício se inclina em uma
direção (para a direita, por exemplo), o bloco se move na mesma
direção, mas com certo retardo, de modo que, quando o bloco
finalmente oscila para a direita, o edifício está se inclinando para a
esquerda. Assim, o movimento do bloco está sempre defasado em
relação ao movimento do edifício.
Vamos supor que o bloco possui uma massa m = 2,72 × 105 kg e que
foi projetado para oscilar com uma frequência f = 10,0 Hz e com uma
amplitude x = 20,0 cm. m
(a) Qual é a energia mecânica total E do sistema massa-mola?
IDEIA-CHAVE
A energia mecânica E (a soma da energia cinética do bloco
com a energia potencial da mola) é constante durante o
movimento do oscilador. Assim, podemos escolher qualquer posição
do bloco para calcular o valor de E.
Cálculos: Como foi dada a amplitude x das oscilações, vamos m
calcular o valor de E quando o bloco está na posição x = x com v = 0. m
Para determinar o valor de U nesse ponto, precisamos calcular
primeiro o valor da constante elástica k. De acordo com a Eq. 15-12
e a Eq. 15-5 (ω = 2πf), temos:
Podemos agora calcular E:
(b) Qual é a velocidade do bloco ao passar pelo ponto de equilíbrio?
Cálculos: Estamos interessados em calcular a velocidade no ponto
x = 0, em que a energia potencial é e a energia mecânica
total é igual à energia cinética. Sendo assim, podemos escrever
ou
Como, nesse ponto, toda a energia do sistema foi transformada em
energia cinética, essa é a velocidade máxima v . m 15-3 O OSCILADOR HARMÔNICO ANGULAR