Dom Quixote
Dom Quixote de La Mancha
miguel de cervantes saavedra, filho de um cirurgião espanhol pobre, nasceu muito provavelmente em 1547. Prestou serviço militar na Itália em 1570 e, como soldado profissional, participou da batalha naval de Lepanto e de outros combates até ser capturado por piratas, quando retornava à Espanha em 1575, tornando-se escravo de um renegado grego em Argel; tentou fugir várias vezes, sem sucesso, e enfim foi resgatado em 1580. Passou o resto da vida às voltas com dificuldades financeiras e esteve preso em duas ocasiões. Já tinha escrito algumas peças e um romance pastoral, A Galateia, quando, em 1592, se ofereceu para escrever seis peças por cinquenta ducados cada. Só conheceu o sucesso em 1605 com a publicação da primeira parte de Dom Quixote, que lhe deu popularidade imediata. As Novelas exemplares foram publicadas como coletânea em 1613, e em 1615 veio à luz a prometida continuação de Dom Quixote. Cervantes morreu em 1616. ernani ssó nasceu em 1953, em Bom Jesus (rs). Mudou-se para Porto Alegre em 1972. Começou a cursar jornalismo na puc, em 1973. Trancou a matrícula no segundo semestre de 1974. Foi repórter por um mês, em 1975. Daí para a frente se dedicou à literatura em tempo integral.
Escreve resenhas e crônicas de humor para a imprensa. Mantém uma coluna semanal na revista eletrônica Coletiva.net, onde comenta de literatura a política. É autor da novela de humor negro O sempre lembrado (1989), do romance policial O emblema da sombra (prêmio Cyro Martins de 1996) e da novela de fantasia O edifício — viagem ao último andar (1999, Prêmio Rodolfo Aisen, Categoria Jovem Leitor). Escreveu também livros infantis, entre eles, A aula da bruxa, Contos de morte morrida, Contos de gigantes e Com mil diabos!.
Sua primeira tradução é de 1987: Borges por Borges, de Emir Rodríguez Monegal. Desde então traduziu mais de cinquenta livros, entre eles, O assassinato de García Lorca, de Ian Gibson; Cultura escrita e educação, de Emilia Ferreiro; A gula do beija-flor, de Juan Claudio Lechín; e Heróis demais, de Laura Restrepo. john rutherford é membro do conselho diretor do Queen’s College, Oxford, onde dá aulas de espanhol e de língua e literatura hispano-americanas e galegas. Também traduziu La Regenta, de Leopoldo Alas, para a Penguin Classics, e (com outros) “Eles” e outras histórias, de Xosé Luís Méndez Ferrín, para a Planet Books. A edição de Dom Quixote para a Penguin Classics ganhou o prêmio Valle Inclán de tradução do espanhol.
jorge francisco isidoro luis borges acevedo nasceu em Buenos Aires, em 24 de agosto de 1899, e faleceu em Genebra, em 14 de junho de 1986. Antes de falar espanhol, aprendeu com a avó paterna a língua inglesa, idioma em que fez suas primeiras leituras. Em 1914 foi com a família para a Suíça, onde completou os estudos secundários. Em 1919, nova mudança — agora para a Espanha. Lá, ligou-se ao movimento de vanguarda literária do ultraísmo. De volta à Argentina, publicou três livros de poesia na década de 1920 e, a partir da década seguinte, os contos que lhe dariam fama universal, quase sempre na revista Sur, que também editaria seus livros de ficção. Funcionário da Biblioteca Municipal Miguel Cané a partir de 1937, dela foi afastado em 1946 por Perón. Em 1955, seria nomeado diretor da Biblioteca Nacional. Em 1956, quando passou a lecionar literatura inglesa e americana na Universidade de Buenos Aires, os oftalmologistas já o tinham proibido de ler e escrever. Era a cegueira, que se instalava como um lento crepúsculo. Seu imenso reconhecimento internacional começou em 1961, quando recebeu, junto com Samuel Beckett, o prêmio Formentor dos International Publishers — o primeiro de uma longa série.
ricardo piglia nasceu em Adrogué, província de Buenos Aires, em 1940. Crítico literário e ficcionista, é professor da Universidade de Buenos Aires e leciona habitualmente na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. Escreveu o roteiro original de Coração iluminado, em colaboração com o diretor do filme, Hector Babenco.
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