Poesias Completas
Horas Vivas
Nem o arrulho enternecido
Das pombas, nem do arvoredo
Esse amoroso arruido
Quando escuta algum segredo
Pela brisa repetido;
Nem esta saudade pura
Do canto do sabiá
Escondido na espessura,
Nada respira doçura
Como o teu nome, Sinhá!
HORAS VIVAS
Noite: abrem-se as flôres...
Que esplendores!
Cynthia sonha amores
Pelo céu.
Tenues os neblinas
Ás campinas
Descem das collinas,
Como um véu.
Mãos em mãos travadas,
Animadas,
Vão aquellas fadas
Pelo ar;
Soltos os cabellos,
Em novellos,
Puros, louros, bellos,
A voar.
—«Homem, nos teus dias
Que agonias,
Sonhos, utopias,
Ambições;