Poesias Completas

Machado de Assis · Capítulo 11 de 161

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Poesias Completas

Horas Vivas

Nem o arrulho enternecido

Das pombas, nem do arvoredo

Esse amoroso arruido

Quando escuta algum segredo

Pela brisa repetido;

Nem esta saudade pura

Do canto do sabiá

Escondido na espessura,

Nada respira doçura

Como o teu nome, Sinhá!

 

HORAS VIVAS

Noite: abrem-se as flôres...

Que esplendores!

Cynthia sonha amores

Pelo céu.

Tenues os neblinas

Ás campinas

Descem das collinas,

Como um véu.

Mãos em mãos travadas,

Animadas,

Vão aquellas fadas

Pelo ar;

Soltos os cabellos,

Em novellos,

Puros, louros, bellos,

A voar.

—«Homem, nos teus dias

Que agonias,

Sonhos, utopias,

Ambições;