Poesias Completas
As Selvas
amor!
Chamam-te as aguas, vem! tu irás sobre
a vaga
A vaga, a tua mãe, que te abre os seios
nús,
Buscar adorações de uma plaga a outra
plaga,
E das regiões da nevoa ás regiões da
luz!
AS SELVAS
Um silencio de morte entrou no seio ás
selvas.
Já não pisa Diana este sagrado chão;
Nem já vem repousar no leito destas
relvas
Aguardando saudosa o amor e
Endymião.
Da grande caçadora a um solicito aceno
Já não vem, não acode o grupo jovial;
Nem o éco repete a flauta de Sileno,
Apoz o grande ruido a mudez sepulchral.
Mas Diana apparece. A floresta palpita,
Uma seiva melhor circula mais veloz;
É vida que renasce, é vida que se agita;
A luz do teu olhar, ao som da tua voz!
O POETA
Tambem eu, sonhador, que vi correr
meus dias
Na solemne mudez da grande solidão,