Poesias Completas
IV o Leque
Pela janella aberta.
Além, no pavilhão de porcellana,
Entre donas gentis está sentada
A imperatriz, qual flôr radiante e pura
Entre viçosas folhas.
Pensa no amado esposo, arde por vêl-o,
Prolonga-se-lhe a ausencia, agita o
leque...
Do imperador ao rosto um sopro chega
De rescendente briza.
«Vem della este perfume,» diz, e abrindo Caminho ao pavilhão da amada esposa,
Deixa na sala olhando-se em silencio
Os mandarins pasmados.
IV
O LEQUE
(Tan-Jo-Lu.)
Na perfumada alcova a esposa estava,
Noiva ainda na vespera. Fazia
Calor intenso; a pobre moça ardia,
Com fino leque as faces refrescava.
Ora, no leque em boa lettra feito
Havia este conceito:
«Quando, immovel o vento e o ar
pesado,
«Arder o intenso estio,
«Serei por mão amiga ambicionado;
«Mas volte o tempo frio,