Poesias Completas

Machado de Assis · Capítulo 89 de 161

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Poesias Completas

Capítulo XVI

fronte

Da misera Potyra. Ai! não, não diga

A minha voz o lamentoso instante

Em que ella, ao seu algoz volvendo

anciosa

Turvos olhos: «Perdoo-te!» murmura,

Os labios cerra e immaculada expira!

XVI

Estro maior teu nome obscuro cante,

Moça christã das solidões antigas,

E eterno o cinja de virentes flôres,

Que as mereces. De não sabido bardo

Estes gemidos são. Languidas brisas

No taquaral á noite sussurrando,

Ou enrugando o molle dorso ás vagas,

Não tem a voz com que domina os echos Despenhada cachoeira. São, comtudo,

Mas que debeis e tristes, no concerto

Da orquestra universal cabidas notas.

Alveja a nebulosa entre as estrellas,

E abre ao pé do rosal a flôr da murta.

 

NIANI

(HISTORIA GUAYCURU)

Desde então cobriu-se Nanine de uma mortal melancolia, sendo seus olhos sempre chorosos. Assim se passaram trez mezes, quando um dia, estando deitada na sua rustica cama, lhe deram a noticia que seu desleal marido se tinha casado com uma rapariga de menor esphera. Senta-se então