Fundamentos de Física, Volume 3: Eletromagnetismo
Diferença de Potencial Entre Dois Pontos
Teste 2
Na Fig. 27-5a, se R > R > R , coloque as três resistências na ordem 1 2 3
decrescente (a) da corrente que passa pelas resistências e (b) da
diferença de potencial entre os terminais das resistências.
Figura 27-6 Existe uma diferença de potencial entre os pontos a e b, que são os terminais de uma fonte real.
Diferença de Potencial entre Dois Pontos
Muitas vezes, estamos interessados em determinar a diferença de potencial
entre dois pontos de um circuito. Assim, por exemplo, na Fig. 27-6, qual é a diferença de potencial V − V entre os pontos a e b? Para obter a resposta, b a
vamos começar no ponto a (cujo potencial é V ) e nos deslocar, passando a pela fonte, até o ponto b (cujo potencial é V ), anotando as diferenças de b potencial encontradas no percurso. Quando passamos pela fonte, o potencial aumenta de . Quando passamos pela resistência interna r da fonte, estamos nos movendo no sentido da corrente e, portanto, o potencial diminui de ir. A essa altura, estamos no ponto b e temos
Para calcular o valor dessa expressão, precisamos conhecer a corrente i.
Observe que o circuito é o mesmo da Fig. 27-4a, para o qual, de acordo
com a Eq. 27-4,
Substituindo i pelo seu valor, dado pela Eq. 27-9, na Eq. 27-8, obtemos
Substituindo os valores numéricos que aparecem na Fig. 27-6, temos
Suponha que tivéssemos escolhido percorrer o circuito no sentido anti-horário, passando pelo resistor R em vez de passar pela fonte. Como, nesse caso, estaríamos nos movendo no sentido oposto ao da corrente, o potencial aumentaria de iR. Assim,
Substituindo i pelo seu valor, dado pela Eq. 27-9, obtemos mais uma vez a
Eq. 27-10. Assim, substituindo os valores numéricos, obtemos o mesmo resultado, V − V = 8,0 V. No caso geral, b a
Para determinar a diferença de potencial entre dois pontos de um
circuito, começamos em um dos pontos e percorremos o circuito até o
outro ponto, somando algebricamente as variações de potencial que
encontramos no percurso.
Diferença de Potencial entre os Terminais de uma
Fonte Real
Na Fig. 27-6, os pontos a e b estão situados nos terminais da fonte; assim, a diferença de potencial V − V é a diferença de potencial entre os terminais b a
da fonte. De acordo com a Eq. 27-8, temos
De acordo com a Eq. 27-13, se a resistência interna r da fonte da Fig.
27-6 fosse zero, V seria igual à força eletromotriz da fonte, ou seja, 12 V.
Como r = 2,0 τ, V é menor que . De acordo com a Eq. 27-11, V = 8,0 V. Observe que o resultado depende da corrente que atravessa a fonte. Se a fonte estivesse em outro circuito no qual a corrente fosse diferente, V teria outro valor.
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Aterramento de um Circuito
A Fig. 27-7a mostra o mesmo circuito da Fig. 27-6, exceto pelo fato de que o ponto a está ligado diretamente à terra, o que é indicado pelo símbolo . Aterrar um circuito pode significar ligar o circuito à superfície da Terra (na verdade, ao solo úmido, que é um bom condutor de eletricidade). Neste diagrama, porém, o símbolo de terra significa apenas que o potencial é definido como zero no
ponto em que se encontra o símbolo. Assim, na Fig. 27-7a, o potencial do ponto a é definido como Va
= 0. Nesse caso, conforme a Eq. 27-11, o potencial no ponto b é Vb = 8,0 V.
Figura 27-7 (a) O ponto a está ligado diretamente à terra. (b) O ponto b está ligado diretamente à terra.
A Fig. 27-7b mostra o mesmo circuito, exceto pelo fato de que agora é o ponto b que está ligado à
terra. Assim, o potencial do ponto b é definido como Vb = 0; nesse caso, de acordo com a Eq. 27-11, o potencial no ponto a é V = −8,0 V. a
Potência, Potencial e Força Eletromotriz
Quando uma bateria ou outro tipo de fonte de tensão realiza trabalho sobre portadores de carga para estabelecer uma corrente i, o dispositivo transfere energia de sua fonte interna de energia (energia química, no caso de uma bateria) para os portadores de carga. Como toda fonte real possui uma resistência interna r, a fonte também dissipa uma parte da energia na forma de calor (Módulo 26-5). Vamos ver agora como essas transferências estão relacionadas.
A potência P, fornecida pela fonte aos portadores de carga, é dada pela Eq. 26-26:
em que V é a diferença de potencial entre os terminais da fonte. De acordo com a Eq. 27-13, podemos
fazer V = = − ir na Eq. 27-14 para obter
Examinando a Eq. 27-15, reconhecemos o termo i2r como a potência Pr dissipada no interior da fonte
(Eq. 26-27) como
Nesse caso, o termo i da Eq. 27-15 é a soma da potência transferida para os portadores de carga com a potência dissipada pela fonte, que pode ser chamada de P . Assim, fonte
Quando uma bateria está sendo recarregada, com uma corrente passando no “sentido inverso”, a
transferência de energia é dos portadores de carga para a bateria; parte da energia é usada para aumentar a energia química da bateria e parte é dissipada na resistência interna r da bateria. A taxa de
variação da energia química é dada pela Eq. 27-17, a taxa de dissipação é dada pela Eq. 27-16 e a taxa
com a qual os portadores de carga fornecem energia é dada pela Eq. 27-14.
Teste 3
Uma fonte possui uma força eletromotriz de 12 V e uma resistência interna de 2 τ. A diferença de
potencial entre os terminais é menor, maior ou igual a 12 V se a corrente que atravessa a fonte (a)
é do terminal negativo para o terminal positivo, (b) é do terminal positivo para o terminal
negativo e (c) é zero?
Exemplo 27.01 Circuito de uma malha com duas fontes reais
As forças eletromotrizes e resistências do circuito da Fig. 27-8a têm os seguintes valores:
1 2 = 4,4 V, = 2,1 V,
r1 = 2,3 Ω, r2 = 1,8 Ω, R = 5,5 Ω.
(a) Qual é a corrente i no circuito?
IDEIA-CHAVE
Podemos obter uma expressão para a corrente i nesse circuito de uma malha aplicando uma vez a
regra das malhas, na qual somamos as variações de potencial ao longo da malha e igualamos a
soma a zero.
Figura 27-8 (a) Circuito de uma malha com duas fontes reais e um resistor. As fontes estão em
oposição, ou seja, tendem a fazer a corrente atravessar o resistor em sentidos opostos. (b) Gráfico
dos potenciais, percorrendo o circuito no sentido horário a partir do ponto a e tomando
arbitrariamente o potencial do ponto a como zero. (Para estabelecer uma correlação direta da Fig.
27-8b com o circuito fechado da Fig. 27-8a, interrompa mentalmente o circuito no ponto a da Fig.
27-8a, desdobre para a esquerda a parte do circuito à esquerda de a e desdobre para a direita a
parte do circuito à direita de a.)
Cálculos: Embora conhecer o sentido de i não seja necessário, podemos determiná-lo com
facilidade a partir dos valores das forças eletromotrizes das duas fontes. Como é maior que , 1 2
a fonte 1 controla o sentido de i, e a corrente tem o sentido horário. Vamos aplicar a regra das
malhas percorrendo o circuito no sentido anti-horário (contra a corrente), começando no ponto a.
O resultado é o seguinte:
– + ir + iR + ir + = 0. 1 1 2 2
O leitor pode verificar que a mesma equação é obtida quando aplicamos a regra das malhas no
sentido horário ou começamos em outro ponto do circuito. Além disso, vale a pena comparar a
equação termo a termo com a Fig. 27-8b, que mostra graficamente as variações de potencial (com
o potencial do ponto a tomado arbitrariamente como zero).
Explicitando a corrente i na equação anterior, obtemos