Fundamentos de Física, Volume 3: Eletromagnetismo
Potencial Produzido por uma Partícula Carregada
usando uma soma algébrica dos potenciais produzidos separadamente pelas cargas envolvidas e
não uma soma vetorial, como no caso do campo elétrico.
24.18 Desenhar as superfícies equipotenciais associadas a uma partícula carregada.
Ideias-Chave
• O potencial elétrico produzido por uma partícula carregada a uma distância r da partícula é dado por
em que o potencial V tem o mesmo sinal que a carga q. • O potencial elétrico produzido por um conjunto de partículas carregadas é dado por
• Isso significa que o potencial é a soma algébrica dos potenciais produzidos separadamente pelas cargas envolvidas e não uma soma vetorial, como no caso do campo elétrico.
Potencial Produzido por uma Partícula Carregada
Vamos agora usar a Eq. 24-18 para obter uma expressão para o potencial elétrico V criado no espaço por uma carga pontual, tomando como referência um potencial zero no infinito. Considere um ponto P situado a
uma distância R de uma partícula fixa de carga positiva q (Fig. 24-9). Para
usar a Eq. 24-18, imaginamos que uma carga de prova q é deslocada do 0 ponto P até o infinito. Como a trajetória seguida pela carga de prova é irrelevante, podemos escolher a mais simples: uma reta que liga a partícula fixa ao ponto P e se estende até o infinito.
Para usar a Eq. 24-18, precisamos calcular o produto escalar
O campo elétrico da Fig. 24-9 é radial e aponta para longe da partícula fixa; assim, o deslocamento elementar da partícula de prova tem a mesma direção que em todos os pontos da trajetória escolhida. Isso
significa que, na Eq. 24-22, θ = 0 e cos θ = 1. Como a trajetória é radial,
podemos fazer ds = dr. Nesse caso, a Eq. 24-18 se torna
em que usamos os limites r = R e r = ∞. Vamos fazer V = V(R) = V e V = i f i f V(∞) = 0. O campo E no ponto onde se encontra a carga de prova é dado
pela Eq. 22-3:
Com essas substituições, a Eq. 24-23 se torna
Figura 24-9 A partícula de carga positiva q produz um campo elétrico e um potencial elétrico V no ponto P. Calculamos o potencial deslocando uma carga de prova q do ponto P até o infinito. A 0 figura mostra a carga de prova a uma distância r da carga pontual, durante um deslocamento elementar .
Figura 24-10 Gráfico gerado em computador do potencial elétrico V(r) produzido por uma carga positiva situada na origem do plano xy. O potencial nos pontos do plano xy está plotado no eixo vertical. (As curvas do potencial ao longo de direções paralelas aos eixos x e y foram traçadas para
facilitar a visualização.) De acordo com a Eq. 24-26, V → ∞ para r → 0, embora essa tendência não seja visível no gráfico.
Explicitando V e substituindo R por r, temos
como o potencial elétrico V produzido por uma partícula de carga q a uma distância r da partícula.
Embora a Eq. 24-26 tenha sido demonstrada para uma partícula de carga positiva, a demonstração vale também para uma partícula de carga negativa, caso em que q é uma grandeza negativa. Observe que o sinal de V é igual ao sinal de q:
Uma partícula de carga positiva produz um potencial elétrico positivo;
uma partícula de carga negativa produz um potencial elétrico negativo.
A Fig. 24-10 mostra um gráfico gerado em computador da Eq. 24-26 para uma partícula de carga positiva; o valor absoluto de V está plotado no eixo vertical. Note que o valor absoluto de V aumenta rapidamente quando r
se aproxima de zero. Na verdade, de acordo com a Eq. 24-26, V → ∞ quando r → 0, embora essa tendência não seja visível no gráfico.
A Eq. 24-26 também pode ser usada para calcular o potencial elétrico do lado de fora ou na superfície de uma distribuição de cargas com simetria esférica. Podemos provar esse fato usando um dos teoremas de cascas dos Módulos 21-1 e 23-6 para substituir a distribuição esférica por uma carga pontual de mesmo valor situada no centro da distribuição. Isso mostra que a
Eq. 24-26 pode ser empregada, contanto que não se deseje calcular um ponto no interior da distribuição.