Fogo Cruzado

James Patterson · Capítulo 108 de 129

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Fogo Cruzado

capítulo 104

 

SIEGEL E EU SAÍMOS DO CARRO ao mesmo tempo, cada um por seu lado, e ficamos atrás das portas do veículo, na calçada. Ouvi outro tiro acertar a grade do radiador e depois um ruído surdo quando uma bala acertou a lataria do lado em que Siegel estava.

– Max?

– Estou bem. Não me acertaram.

– De onde os tiros estão vindo?

Eu já tinha pegado minha Glock, mas nem sabia para onde apontá-la. Com a outra mão, eu ligava para a emergência enquanto meus olhos examinavam os prédios ao redor.

– De um daqueles dois prédios – respondeu Max, apontando para o Midlands e o edifício ao lado dele.

Olhei de novo para o apartamento de Hennessey – ainda escuro, com as janelas fechadas. De qualquer modo, telhados eram sua especialidade. Não eram?

– Alô? Tem alguém aí? – disse alguém do outro lado da linha no meu celular. – Aqui é a emergência. Está ouvindo?

– Aqui é o detetive Cross, da Polícia Metropolitana. Tem um atirador disparando na Rua 12, perto do número 1221. Preciso de apoio imediato, todas as unidades disponíveis!

Outro tiro fez uma jardineira e uma janela do segundo andar que estavam na minha direção explodirem, uma depois da outra. Ouvi um grito vindo de dentro de um apartamento.

– Polícia! – gritei para quem pudesse ouvir. – Fiquem abaixados! – Pelo menos meia dúzia de pessoas continuava na calçada procurando abrigo e não havia como impedir que outras surgissem da rua principal.

– Precisamos fazer alguma coisa. Não podemos ficar aqui. Alguém vai acabar levando um tiro – disse Max.

Olhei para ele por cima do banco do motorista.

– Se ele estiver usando mira telescópica e nós formos rápidos, talvez ele não consiga nos acompanhar.

– Nós dois ao mesmo tempo, pelo menos, ele não vai conseguir – disse ele, sério. – Vá para o Midlands. Eu vou para o outro.

Isso era completamente fora das normas. Nós deveríamos esperar o apoio, mas, com a possibilidade de tantas pessoas inocentes serem atingidas, não estávamos dispostos a demorar nem mais um minuto para fazer alguma coisa.

Sem mais uma palavra, Siegel se levantou e atravessou a rua correndo. Eu não imaginaria que ele tivesse coragem para isso.

Contei até três para dar algum espaço entre nós dois, depois comecei a correr de cabeça baixa. Outra janela se despedaçou em algum lugar atrás de mim. Mal notei. Meu único foco no momento era conseguir entrar naquele prédio – e depois procurar por Hennessey.