Fogo Cruzado

James Patterson · Capítulo 112 de 129

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Fogo Cruzado

capítulo 108

 

DEPOIS DE MAIS DOIS DIAS exaustivos e tediosos lidando com questões burocráticas, tirei um fim de semana prolongado e passei algum tempo com as crianças. Na maior parte desse período eu simplesmente deixava o celular desligado e ficava com elas o máximo possível, ainda que Bree e eu tenhamos conseguido algumas horas abençoadas a sós na tarde de domingo.

Fomos a um lugar chamado Tregaron, em Cleveland Heights. É uma gigantesca mansão neogeorgiana dentro da propriedade da Washington International School, disponível para aluguel no verão. Fizemos um tour guiados pela diretora de relações públicas, Mimi Bento.

– E aqui é a Sala Terraço – disse ela, entrando à nossa frente no grande salão.

Era um saguão com piso de parquê e lustres de cobre que levava a um pátio coberto com cúpula nos fundos. Depois disso ficava o jardim impecável com vista para o vale Klingle. Nada mau. Na verdade, era lindo. E cheio de classe.

A Sra. Bento verificou sua pasta com capa de couro.

– Temos vaga em 11 e 25 de agosto, ou então... só no ano que vem, claro. Em quantos convidados vocês estão pensando?

Bree e eu nos entreolhamos. Parecia estranho não termos pensado nisso em detalhes, mas não tínhamos. Estávamos considerando que seria algo pequeno, acho. Isso tudo era meio novo para nós.

– Ainda não sabemos direito – respondeu Bree, e o rosto da mulher assumiu uma expressão quase imperceptível de desdém. – Mas definitivamente queremos que a cerimônia e a recepção sejam no mesmo lugar. Na medida do possível, gostaríamos de algo simples.

– Claro – disse ela. Dava para ver os cifrões diminuindo de tamanho em seus olhos. – Bom, por que vocês não dão mais uma olhada por aí? Estarei no escritório se tiverem alguma pergunta.

Assim que ela saiu, fomos ver o terraço. Era um dia perfeito de primavera e ficava fácil imaginar um casamento acontecendo ali.

– Alguma pergunta? – disse Bree.

– Sim. – Segurei sua mão e a puxei para perto. – É aqui que teremos nossa primeira dança como marido e mulher?

Começamos a nos balançar ali mesmo enquanto eu cantarolava uma música de George Gershwin em seu ouvido. No, no, they can’t take that away from me...

– Sabe de uma coisa? – disse Bree de repente. – Este lugar é absolutamente sensacional. Adorei.

– Então está resolvido.

– Só que eu acho que a gente deveria deixar passar.

Parei de dançar e olhei para ela.

– Não quero ficar os próximos meses pensando na cor dos convites ou em quem vai se sentar perto de quem – explicou ela. – Isso não é para mim. Não é para nós. A única coisa que quero é me casar com você. Tipo agora.

– Agora? Tipo... agora?

Ela riu e me puxou para me dar um beijo.

– Em breve, pelo menos. Depois que o Damon voltar da escola. O que você acha?

Eu não precisava pensar. A única coisa que eu queria com relação a esse casamento era que fosse exatamente como Bree desejava: se numa mansão chique ou num tribunal em Washington, não me importava, desde que ela estivesse lá.

– Depois que o Damon voltar para casa, então – respondi, e selei o trato com outro beijo. – Próxima pergunta: você acha que podemos sair escondidos pelos fundos ou temos que nos despedir da Mimi?