Fogo Cruzado

James Patterson · Capítulo 21 de 129

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Fogo Cruzado

capítulo 17

 

COMO SOU UM ROMÂNTICO BOBÃO, ainda não havia terminado. Da Imaculada Conceição voltamos ao centro da cidade, onde nos hospedamos no Park Hyatt, para o pernoite. Eu havia avisado a Nana que não iríamos para casa.

Depois que o carregador de malas nos deixou na suíte, Bree olhou em volta e perguntou:

– Alex, quanto isto tudo está custando?

Eu tinha uma garrafa de espumante gelado esperando e lhe entreguei uma taça.

– Bem, não sei se ainda poderemos pagar a faculdade do Damon depois disso, mas a vista é fantástica, não é?

Então me sentei diante do piano de meia cauda – o principal motivo para que eu escolhesse aquele lugar – e comecei a tocar. Escolhi antigas canções de amor, como “Night and Day” e “Someone to Watch Over Me”, cada uma com uma pequena mensagem para Bree. E, a seu pedido, na maior parte das vezes evitei cantar.

Ela sentou-se ao meu lado no banco do piano, ouvindo e bebericando o espumante.

– O que eu fiz para merecer tudo isto? – perguntou enfim.

– Ah, essa parte ainda vai chegar. Tem algo a ver com tirar toda a roupa. Lentamente. Peça por peça.

Mas primeiro pedimos o jantar e dividimos tudo: salada de laranja com rúcula, atum fresco, siri mole e um bolo de chocolate com recheio quente.

Abri uma garrafa de champanhe para acompanhar a sobremesa e terminamos de comê-la na enorme banheira.

– Sinto que já estamos na lua de mel. Primeiro uma igreja e agora isto – disse ela, sorrindo.

– Considere uma prévia – respondi, passando um sabonete de lavanda pelas suas costas, depois em suas longas pernas. – Só um gostinho do futuro.

– Hummm, eu gosto do futuro. – Ela pôs a boca no meu ombro e o mordeu de leve quando larguei o sabonete e comecei a usar as mãos.

Finalmente, saímos direto da banheira para o chão. Improvisei um tapete de pele de urso com dois roupões fofos do hotel e passamos as horas seguintes tentando nos fartar um do outro.

Na primeira vez em que levei Bree ao clímax sua cabeça se inclinou e a boca se abriu sem som, enquanto ela se agarrava à base das minhas costas com aquela sua força espantosa.

– Mais, Alex. Ah, meu Deus, mais. Mais!

Era como se nada pudesse ficar entre nós, literal ou figurativamente. Senti-me a um milhão de quilômetros de qualquer coisa que não fosse ela e não queria que a noite acabasse.

Mas é claro que acabaria – e cedo demais.