Fogo Cruzado
capítulo 17
COMO SOU UM ROMÂNTICO BOBÃO, ainda não havia terminado. Da Imaculada Conceição voltamos ao centro da cidade, onde nos hospedamos no Park Hyatt, para o pernoite. Eu havia avisado a Nana que não iríamos para casa.
Depois que o carregador de malas nos deixou na suíte, Bree olhou em volta e perguntou:
– Alex, quanto isto tudo está custando?
Eu tinha uma garrafa de espumante gelado esperando e lhe entreguei uma taça.
– Bem, não sei se ainda poderemos pagar a faculdade do Damon depois disso, mas a vista é fantástica, não é?
Então me sentei diante do piano de meia cauda – o principal motivo para que eu escolhesse aquele lugar – e comecei a tocar. Escolhi antigas canções de amor, como “Night and Day” e “Someone to Watch Over Me”, cada uma com uma pequena mensagem para Bree. E, a seu pedido, na maior parte das vezes evitei cantar.
Ela sentou-se ao meu lado no banco do piano, ouvindo e bebericando o espumante.
– O que eu fiz para merecer tudo isto? – perguntou enfim.
– Ah, essa parte ainda vai chegar. Tem algo a ver com tirar toda a roupa. Lentamente. Peça por peça.
Mas primeiro pedimos o jantar e dividimos tudo: salada de laranja com rúcula, atum fresco, siri mole e um bolo de chocolate com recheio quente.
Abri uma garrafa de champanhe para acompanhar a sobremesa e terminamos de comê-la na enorme banheira.
– Sinto que já estamos na lua de mel. Primeiro uma igreja e agora isto – disse ela, sorrindo.
– Considere uma prévia – respondi, passando um sabonete de lavanda pelas suas costas, depois em suas longas pernas. – Só um gostinho do futuro.
– Hummm, eu gosto do futuro. – Ela pôs a boca no meu ombro e o mordeu de leve quando larguei o sabonete e comecei a usar as mãos.
Finalmente, saímos direto da banheira para o chão. Improvisei um tapete de pele de urso com dois roupões fofos do hotel e passamos as horas seguintes tentando nos fartar um do outro.
Na primeira vez em que levei Bree ao clímax sua cabeça se inclinou e a boca se abriu sem som, enquanto ela se agarrava à base das minhas costas com aquela sua força espantosa.
– Mais, Alex. Ah, meu Deus, mais. Mais!
Era como se nada pudesse ficar entre nós, literal ou figurativamente. Senti-me a um milhão de quilômetros de qualquer coisa que não fosse ela e não queria que a noite acabasse.
Mas é claro que acabaria – e cedo demais.