Fogo Cruzado

James Patterson · Capítulo 59 de 129

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Fogo Cruzado

capítulo 55

 

KYLE OLHOU PARA TRÁS TAMBÉM. A rua continuava vazia.

– Epa, desculpe. Foi culpa minha.

– Certo, bem... – Os dedos dela já estavam na maçaneta da porta. – Obrigada pela carona.

– É só isso?

– Como? Acho que não entendi.

– Bem, essa deveria ser a parte em que você se ofereceria para me preparar um jantar.

Ela ficou perplexa. Franziu os olhos para ele no escuro, provavelmente se recusando a acreditar que aquilo fosse mais do que uma coincidência esquisita.

– Não sou boa cozinheira, Max.

– Hum, não sei não. Já viu um desses antes? – Ele enfiou a mão no bolso da camisa e pegou uma caixinha preta menor do que um isqueiro. – É um daqueles microtransmissores de voz sem limite de alcance. Você pode pôr em praticamente qualquer lugar.

Patel deu uma olhada superficial no aparelho.

– É? – Seu desconforto e a tentativa de disfarçá-lo eram absolutamente deliciosos.

– Digamos apenas que, no final das contas, eu compareci à reunião entre você e Cross.

A expressão dela mudou de novo. Agora estava irritada e um pouco sem graça demais para sentir medo.

– Você grampeou nossa reunião? Meu Deus, Max, por que diabos você faria uma coisa dessas?

– Essa é a sua primeira boa pergunta. Quanto tempo você tem para uma resposta? – Mas antes que ela pudesse dizer qualquer coisa ele pôs a mão nos lábios dela. – Espere, eu lhe digo. Você não tem tempo nenhum.

O furador de gelo, seu velho instrumento predileto, subiu e atravessou a laringe dela antes que Patel pudesse ao menos gritar. Mesmo assim, seu maxilar se abriu em silêncio com o esforço.

Agora ele estava em cima da agente, sua boca cobrindo a dela, a mão em cima do seu nariz – literalmente um beijo da morte, mas para qualquer pessoa que pudesse olhar pela janela era somente uma carícia comum entre dois amantes num carro. A força dela e seu desejo de viver não eram nada comparados aos dele. Até mesmo a perda de sangue foi mínima – Patel fora educada demais para perguntar sobre as capas de plástico nos bancos do carro.

Ou sobre a capa de chuva que Max Siegel estava usando nessa noite seca.

Assim que ela parou completamente de se mexer, a excitação dele cresceu. Adoraria passar com ela para o banco de trás enquanto seus lábios ainda estivessem quentes e a barriga ainda tão suave ao toque. Queria estar dentro dela agora mesmo. Diabos, ele era dono dela.

Mas seria um risco idiota e desnecessário. Havia decidido, horas antes, que esta noite seria uma exceção às normas usuais. Ele merecera, afinal de contas, e como era ele que ditava as regras do jogo, podia alterá-las a qualquer momento. De fato, havia um monte de mudanças prestes a acontecer.

Mas primeiro Anjali Patel iria para casa com ele – para passar a noite.