Fogo Cruzado

James Patterson · Capítulo 115 de 129

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Fogo Cruzado

capítulo 111

 

NOSSO CHALÉ ERA A MELHOR parte da viagem. De cinema, como dizem. Havia uma parede inteira de portas deslizantes que se abriam para um terraço e uma piscina que se fundia com o infinito, além de uma escada levando à praia. Os funcionários tinham colocado flores frescas em toda parte e só aquela cama gigante, feita de mogno californiano, provavelmente havia custado o equivalente a um ano do meu salário.

– É, vai dar para o gasto – disse eu, fechando a porta para o mundo lá fora. – James Bond ficaria satisfeito e tal.

– Ah, James, James – brincou Bree, puxando-me para a cama. – Arrebate-me, James, como só você sabe fazer.

E foi o que fiz. Uma coisa levou muito rápido à outra e nossos planos de ir imediatamente à praia foram adiados. Quando enfim nos levantamos outra vez, o sol quase já tinha se posto e estávamos com apetite suficiente para uma grande refeição.

Não sei o que foi melhor naquela noite: a comida franco-caribenha, a incrível garrafa de vinho que pedimos ou só a sensação de não ter nenhum compromisso, para variar, e de não querer estar em nenhum outro lugar a não ser ali.

Depois do jantar demos uma esticadinha no cassino do Atlantis Resort para tentar a sorte. Saímos de lá por volta da meia-noite alguns dólares mais pobres. Mas quem se importava com isso? Nós com certeza não.

Voltamos de mãos dadas pela praia, pelo caminho mais longo.

– Feliz? – perguntei a Bree.

– Casada – respondeu ela. – Muito bem casada. Nem parece verdade ainda. Mas isso é o mundo real, não é? Não estou sonhando, estou, Alex?

Parei para envolvê-la com os braços e ficamos admirando o reflexo da lua no oceano.

– Sabe, ainda não entramos naquela água cristalina – falei. Meus dedos começaram a abrir os botões de cima de sua blusa. – Está a fim de dar um mergulho, Sra. Cross?

Bree olhou em volta.

– Isso é um desafio?

– É só um convite. Mas eu me sentiria meio idiota pelado e sozinho lá. – Ela já estava tirando minha calça.

Deixamos nossas roupas na areia e entramos na água. Eu podia ouvir o som de tambores de aço vindo de algum lugar no hotel, mas era como se tivéssemos todo o oceano para nós. Ficamos nos beijando na água durante algum tempo e depois acabamos fazendo amor de novo, bem ali, na praia. Era meio arriscado e cheio de areia, mas esse era o tipo de risco que eu não me importaria em correr a qualquer momento.