Fogo Cruzado

James Patterson · Capítulo 63 de 129

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Fogo Cruzado

capítulo 59

 

NAQUELA MANHÃ, MITCH E DENNY saíram de Washington no velho Suburban branco antes do nascer do sol, com Denny ao volante, como sempre. Na véspera ele havia jogado uma conversa mole para Mitch, algo como se reconectar com sua família agora que ele era um “homem de verdade”, e Mitch acreditou piamente.

Na verdade, quanto menos ele soubesse sobre o motivo dessa pequena viagem, melhor.

Eram cerca de cinco horas até Johnsonburg, Pensilvânia, ou, como pensou Denny quando chegaram, Fedorburg. As fábricas de papel exalavam o mesmo odor azedo das que existiam onde ele havia sido criado, junto ao Androscoggin. Eram uma pequena lembrança inesperada de suas raízes caipiras, as que ele havia arrancado do solo 20 anos antes. Desde então tinha dado a volta ao mundo mais de uma vez, e essa cidadezinha era parecida demais com uma volta ao lar. Ele não gostava nem um pouco disso.

– E se ela não quiser falar comigo, Denny? – perguntou Mitch mais ou menos pela 85a vez. Quanto mais perto chegavam, mais rápido ele balançava o joelho e ficava apertando o macaco amarelo de pelúcia que estava em seu colo como se fosse estrangulá-lo. Já havia um rasgo no tecido no lugar de onde Mitch havia arrancado o alarme de segurança da loja em Altoona, logo antes de enfiá-lo dentro da jaqueta.

– Tente ficar calmo, Mitchie. Se ela não quiser ver você, o problema é dela. Você é um herói americano, cara. Nunca se esqueça disso. Você é um grande herói.

Pararam perto de uma casinha de tijolos sem graça de dois andares, numa rua de casinhas de tijolos sem graça de dois andares. O gramado da frente parecia um cemitério de brinquedos velhos e havia um Escort azul enferrujado na entrada.

– Parece bem legal – disse Denny franzindo a testa. – Vamos ver se tem alguém em casa.