Fogo Cruzado
capítulo 50
QUANDO FINALMENTE CHEGUEI ao Edifício Hoover para a reunião das cinco e meia já eram 17h45. Apresentei-me na entrada e peguei o elevador.
O Centro de Compartilhamento e Análise de Informações, onde a agente Patel trabalhava, poderia ser em qualquer prédio corporativo dos Estados Unidos, com seu labirinto de cubículos feiosos marrom-claros, seu teto baixo e suas luzes fluorescentes. A única dica de que não se tratava de um escritório comum era a quantidade interminável de computadores, mais de um por mesa. O verdadeiro ambiente com cara de ficção científica – os enormes servidores e os bancos de vigilância – ficavam em outro ponto do andar, atrás de portas fechadas.
Patel deu um salto quando bati na parede de sua estação de trabalho.
– Alex! Meu Deus! Você me deu um susto.
– Desculpe. E desculpe o atraso. Imagino que o agente Siegel não esteja mais por aí, não é? – Eu não queria terminar o dia com ele, mas, em nome do trabalho, ali estava eu.
– Ele se cansou de esperar. Fiquei de me encontrar com ele na sala de reuniões do Centro de Operações e Informações Estratégicas quando você chegasse.
Ela ligou para o ramal dele e deixou um recado avisando que estávamos indo, contudo, quando chegamos – grande surpresa –, nem sinal do agente. Esperamos mais alguns minutos e depois começamos a reunião sem ele. Por mim, tudo bem.