Fogo Cruzado

James Patterson · Capítulo 25 de 129

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Fogo Cruzado

capítulo 21

 

– VAMOS LÁ, BRONSON – disse eu e me levantei. – Vamos dar o fora daqui.

– Aonde a gente vai? Para o juizado? Eu não acertei você, cara.

– Não, a gente não vai ao juizado. Nem perto disso. Vamos.

Olhei o relógio. Ainda restavam uns 30 minutos de sessão. Bronson me seguiu pelo corredor, provavelmente mais por curiosidade do que por qualquer outra coisa. Em geral, quando saíamos da sala juntos, eu o acompanhava até sua assistente social.

Ao chegarmos do lado de fora, apertei o chaveiro para abrir as portas do carro e ele parou de novo.

– Você é algum tarado, Cross? Vai me levar para algum lugar escondido ou sei lá o quê?

– É, eu sou tarado, Pop-Pop. Vamos lá, entre no carro.

Ele deu de ombros e obedeceu. Notei-o passando a mão no banco de couro e seus olhos verificando o som, mas ele guardou qualquer elogio ou observação sarcástica para si mesmo.

– Então, qual é o grande segredo? – perguntou ele quando comecei a seguir o tráfego. – Aonde a gente vai?

– Não é segredo. Tem uma Starbucks aqui perto. Vou comprar um frappuccino daqueles para você.

Bronson se virou para olhar pela janela, mas captei um lampejo de sorriso antes disso. Não era grande coisa, mas pelo menos, por alguns minutos naquele dia, talvez ele pensasse que estávamos do mesmo lado.

– Gigante – disse ele.

– É, gigante.