Fogo Cruzado
capítulo 105
ASSIM QUE ENTREI, ME DIRIGI à escada. Eram 10 lances até o telhado, mas estou em ótima forma e a adrenalina também ajudou.
Alguns minutos depois saí no topo do Edifício Midlands. Era um estranho déjà-vu – bem parecido com a outra noite no museu.
Apontei minha arma para a esquerda e depois para a direita. Nada. Ninguém atrás da porta também.
Eu havia passado através de um depósito e as paredes bloqueavam minha visão do lado do prédio virado para a Rua 12. Era dali que Hennessey estaria atirando, se estivesse presente.
Sirenes uivavam a distância; com sorte, viriam na minha direção.
Pressionei as costas contra a parede e me encaminhei lentamente para o canto, com a arma à frente do corpo.
A parte do telhado que dava para a rua, ainda que mal iluminada, parecia deserta. Havia apenas duas cadeiras dobráveis e um barril de aço tombado.
Mas nenhum sinal de Hennessey.
Cheguei ao parapeito e olhei para baixo. A Rua 12 estava silenciosa. Além do carro do FBI com as portas abertas e uma trilha de cacos de vidro no chão, não havia qualquer indicação do que tinha acabado de acontecer.
Algumas pessoas estavam até mesmo passando por ali, sem notar os danos.
Então, quando me inclinei para olhar melhor, meu pé acertou alguma coisa que fez um som baixo, metálico. Peguei minha lanterna e a apontei para o chão para ver o que era.
Cápsulas de bala. Várias.
Minha pulsação acelerou e eu me virei, dando de cara com o cano de uma Walther 9mm.
O homem com o dedo no gatilho, que devia ser Steven Hennessey, segurava a pistola a uns 3 centímetros da minha testa.
– Não se mexa – disse ele. – Nenhum músculo. Dessa distância, é impossível que eu erre.