Tachdjian Procedimentos Ortopédicos Pediátricos
Procedimento 62: Técnica de Woodward para Escápula Alta Congênita
P R O C E D I M E N
T O 6 2
Técnica de Woodward para
Escápula Alta Congênita
A operação é realizada com o paciente em posição prona, a cabeça colocada em um apoio de cabeça para craniotomia e o pescoço em ligeira flexão. Os lados e a parte posterior do pescoço, ambos os ombros, o tronco até as cristas ilíacas e o membro superior do lado afetado são preparados e o campo cirúrgico posicionado. Deverá ser possível manipular a cintura escapular e os braços durante a operação sem contaminar o campo cirúrgico.
Técnica Operatória
A, É feita uma incisão longitudinal na linha média estendendo-se do
processo espinhoso da primeira vértebra cervical ao da nona vértebra
torácica.
B, O tecido subcutâneo é dividido em linha com a incisão cutânea. As
margens da ferida cirúrgica são descoladas lateralmente para a borda
medial da escápula. O arranjo muscular deverá ser claramente
visualizado.
C, A seguir, a borda lateral do músculo trapézio é identificada na parte
distal da ferida cirúrgica. Por meio de uma dissecção romba, a parte
inferior do trapézio é separada do músculo grande dorsal subjacente.
D, Com um bisturi pontudo, a origem rija e tendinosa do músculo trapézio
é separada do processo espinhoso. São passadas numerosas suturas em
toda a origem do músculo para marcá-lo e para usar na religação
posterior.
E, Na parte superior da incisão, as origens dos músculos romboide maior e
menor são precisamente divididas e marcadas com suturas. Uma
camada de fáscia profunda bem-definida separa os romboides e a parte
superior do trapézio dos músculos serrátil posterossuperior e levantador
da coluna. É essencial manter um plano tecidual adequado. Mantenha a
aponeurose e a camada muscular intactas para uma fixação segura da
escápula no seu nível mais baixo.
Em seguida, toda a camada muscular é retraída lateralmente para expor o
osso omovertebral ou a faixa fibrosa, caso esteja presente. A barra omovertebral é removida extraperiostealmente; ela geralmente se estende desde o ângulo superior da escápula até as vértebras cervicais inferiores. É melhor usar um cortador ósseo para a ressecção. Evite lesões ao nervo acessório espinhal, aos nervos dos romboides e à artéria escapular descendente. O músculo levantador da escápula contraído é seccionado em sua conexão com a escápula. As faixas fibrosas presas à superfície anterior da escápula geralmente restringem seu deslocamento inferior; se estiverem presentes, deverão ser seccionadas. Em seguida, a escápula é virada e o músculo serrátil anterior é separado da sua inserção na borda vertebral da escápula. Um elevador de periósteo é usado para extraperiostealmente elevar o músculo supraespinhal da parte supraespinhal da escápula e o músculo subescapular da superfície profunda da escápula entre os ângulos superior e inferior. A parte supraespinhal da escápula é ressecada com seu periósteo. Os vasos e nervos supraescapulares e a artéria escapular transversa devem ser protegidos de lesões. Essas etapas são ilustradas no Procedimento 60, etapas K e L, da escapuloplastia de Green modificada.
F, Em seguida, a escápula é baixada para seu nível normal e mantida na
posição corrigida por um assistente. O músculo subescapular é
reconectado à borda vertebral da escápula e o músculo supraespinhal é
ressuturado à espinha da escápula. O músculo serrátil anterior é
reconectado à borda vertebral da escápula em um nível mais proximal.
O músculo grande dorsal é reconectado à escápula. Prosseguindo
cefalocaudalmente, a espessa aponeurose do trapézio e dos músculos
romboides é suturada aos processos espinhosos em um nível mais distal.
É essencial que um assistente mantenha o nível corrigido da escápula.
G, Como a origem do músculo trapézio distal à nona vértebra torácica não
é envolvida, é criada uma dobra redundante de tecido aponeurótico na
extremidade distal do músculo trapézio. Essa dobra de tecido mole é
retirada e ressuturada.