Tachdjian Procedimentos Ortopédicos Pediátricos

John A. Herring · Capítulo 119 de 121

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Tachdjian Procedimentos Ortopédicos Pediátricos

Procedimento 68: Flexorplastia do Cotovelo (Modificação de Mayer e Green da Técnica de Steindler)

P R O C E D I M E N

T O 6 8

Flexorplastia do Cotovelo

(Modificação de Mayer e Green da

Técnica de Steindler)

Técnica operatória

A, Com o cotovelo em extensão, é feita uma incisão longitudinal curva ao

longo do lado anteromedial do cotovelo começando aproximadamente

7,5 cm acima da prega de flexão da articulação do cotovelo ao longo do

septo intermuscular medial e estendendo-se distalmente para a face

anterior do epicôndilo medial. No nível da articulação, ela vira

anterolateralmente sobre a superfície volar do antebraço ao longo do

curso do músculo pronador redondo por uma distância aproximada de

5 cm.

B, O tecido subcutâneo e a fáscia são divididos em linha com a incisão

cutânea, e os retalhos da ferida cirúrgica são amplamente deslocados e

retraídos. Em seguida, o nervo ulnar é localizado posteriormente ao

septo intermuscular medial apoiando-se em um sulco sobre o músculo

tríceps. Ele é isolado e é passada fita adesiva para hérnia em torno dele

para um manuseio cuidadoso. O nervo ulnar é seguido distalmente até

seu sulco entre a face posterior do epicôndilo medial do úmero e o

olecrânio. O teto da fáscia ao longo do nervo ulnar é cuidadosamente

dividido sob visão direta com uma sonda direcionadora.

C, O nervo ulnar é dissecado e liberado distalmente até o ponto em que ele

passa entre as duas cabeças do músculo flexor ulnar do carpo. Devem

ser evitados danos involuntários aos ramos do nervo ulnar no flexor

ulnar do carpo. Um segundo pedaço de fita adesiva é passado em torno

do nervo ulnar na parte distal da ferida cirúrgica e o nervo é retraído

posteriormente.

D, Em seguida, o tendão do bíceps é identificado ao longo da face anterior

da articulação do cotovelo. A fáscia profunda e o lacertus fibrosus são

divididos ao longo da face medial do tendão do bíceps.

E, Por meio de palpação digital, é criado um intervalo entre o bíceps e o

 

pronador redondo. A artéria braquial com suas veias percorre o lado

medial do tendão do bíceps. O nervo mediano, que se apoia

medialmente na artéria braquial, é dissecado e liberado do tecido

adjacente e cuidadosamente retraído anteriormente com fita adesiva. Os

ramos do nervo mediano para o músculo pronador redondo devem ser

identificados e protegidos de lesões.

F, Em seguida, com um osteótomo, a origem comum do pronador

redondo, do flexor radial do carpo, do palmar longo, do flexor curto dos

dedos e do flexor ulnar do carpo é separada em bloco com um

fragmento de osso do epicôndilo medial.

 

G, Por meio de uma dissecção romba e cortante, a massa do músculo

flexor é liberada e mobilizada distalmente da cápsula articular e da ulna

o máximo permitido pelos ramos motores do nervo mediano e do nervo

ulnar. Uma sutura de seda n° 1 é colocada na extremidade proximal dos

flexores comuns.

H, O bíceps, os vasos braquiais e o nervo mediano são retraídos

lateralmente e o músculo braquial atrofiado é dividido

longitudinalmente. O periósteo sofre incisão e é desbastado para expor a

face anterior da extremidade distal do úmero. Em seguida, o cotovelo é

flexionado em 120 graus para se determinar o local de fixação da

transferência (geralmente, a uma distância proximal de 5 cm do

cotovelo). Com uma broca, é feito um orifício na superfície anterior do

úmero. A abertura é aumentada com o uso de brocas de cabeça de

diamante progressivamente maiores para receber o músculo transferido.

A ação da transferência como pronador do antebraço é diminuída

transferindo-o lateralmente para o úmero. Com brocas menores, são

feitos dois túneis a partir dos córtices lateral e medial do úmero e eles

conectados ao orifício maior para passar a sutura.

 

I e J, Como o cotovelo será imobilizado em flexão acentuada, é melhor

fechar a metade distal da ferida cirúrgica antes de prender o transplante

no úmero. As extremidades da sutura de seda são puxadas através dos

túneis e os flexores comuns e a origem são firmemente presos no

orifício maior. O periósteo é fechado com suturas interrompidas ao

longo do tendão transferido, reforçando sua fixação. A metade proximal

da ferida cirúrgica é fechada e um gesso axilopalmar é aplicado com o

cotovelo em flexão acentuada e o antebraço em supinação total.

Para se informar sobre os cuidados pós-operatórios, consulte as diretrizes

do texto sobre os princípios de transferência de tendões.

 

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