Tachdjian Procedimentos Ortopédicos Pediátricos
Procedimento 68: Flexorplastia do Cotovelo (Modificação de Mayer e Green da Técnica de Steindler)
P R O C E D I M E N
T O 6 8
Flexorplastia do Cotovelo
(Modificação de Mayer e Green da
Técnica de Steindler)
Técnica operatória
A, Com o cotovelo em extensão, é feita uma incisão longitudinal curva ao
longo do lado anteromedial do cotovelo começando aproximadamente
7,5 cm acima da prega de flexão da articulação do cotovelo ao longo do
septo intermuscular medial e estendendo-se distalmente para a face
anterior do epicôndilo medial. No nível da articulação, ela vira
anterolateralmente sobre a superfície volar do antebraço ao longo do
curso do músculo pronador redondo por uma distância aproximada de
5 cm.
B, O tecido subcutâneo e a fáscia são divididos em linha com a incisão
cutânea, e os retalhos da ferida cirúrgica são amplamente deslocados e
retraídos. Em seguida, o nervo ulnar é localizado posteriormente ao
septo intermuscular medial apoiando-se em um sulco sobre o músculo
tríceps. Ele é isolado e é passada fita adesiva para hérnia em torno dele
para um manuseio cuidadoso. O nervo ulnar é seguido distalmente até
seu sulco entre a face posterior do epicôndilo medial do úmero e o
olecrânio. O teto da fáscia ao longo do nervo ulnar é cuidadosamente
dividido sob visão direta com uma sonda direcionadora.
C, O nervo ulnar é dissecado e liberado distalmente até o ponto em que ele
passa entre as duas cabeças do músculo flexor ulnar do carpo. Devem
ser evitados danos involuntários aos ramos do nervo ulnar no flexor
ulnar do carpo. Um segundo pedaço de fita adesiva é passado em torno
do nervo ulnar na parte distal da ferida cirúrgica e o nervo é retraído
posteriormente.
D, Em seguida, o tendão do bíceps é identificado ao longo da face anterior
da articulação do cotovelo. A fáscia profunda e o lacertus fibrosus são
divididos ao longo da face medial do tendão do bíceps.
E, Por meio de palpação digital, é criado um intervalo entre o bíceps e o
pronador redondo. A artéria braquial com suas veias percorre o lado
medial do tendão do bíceps. O nervo mediano, que se apoia
medialmente na artéria braquial, é dissecado e liberado do tecido
adjacente e cuidadosamente retraído anteriormente com fita adesiva. Os
ramos do nervo mediano para o músculo pronador redondo devem ser
identificados e protegidos de lesões.
F, Em seguida, com um osteótomo, a origem comum do pronador
redondo, do flexor radial do carpo, do palmar longo, do flexor curto dos
dedos e do flexor ulnar do carpo é separada em bloco com um
fragmento de osso do epicôndilo medial.
G, Por meio de uma dissecção romba e cortante, a massa do músculo
flexor é liberada e mobilizada distalmente da cápsula articular e da ulna
o máximo permitido pelos ramos motores do nervo mediano e do nervo
ulnar. Uma sutura de seda n° 1 é colocada na extremidade proximal dos
flexores comuns.
H, O bíceps, os vasos braquiais e o nervo mediano são retraídos
lateralmente e o músculo braquial atrofiado é dividido
longitudinalmente. O periósteo sofre incisão e é desbastado para expor a
face anterior da extremidade distal do úmero. Em seguida, o cotovelo é
flexionado em 120 graus para se determinar o local de fixação da
transferência (geralmente, a uma distância proximal de 5 cm do
cotovelo). Com uma broca, é feito um orifício na superfície anterior do
úmero. A abertura é aumentada com o uso de brocas de cabeça de
diamante progressivamente maiores para receber o músculo transferido.
A ação da transferência como pronador do antebraço é diminuída
transferindo-o lateralmente para o úmero. Com brocas menores, são
feitos dois túneis a partir dos córtices lateral e medial do úmero e eles
conectados ao orifício maior para passar a sutura.
I e J, Como o cotovelo será imobilizado em flexão acentuada, é melhor
fechar a metade distal da ferida cirúrgica antes de prender o transplante
no úmero. As extremidades da sutura de seda são puxadas através dos
túneis e os flexores comuns e a origem são firmemente presos no
orifício maior. O periósteo é fechado com suturas interrompidas ao
longo do tendão transferido, reforçando sua fixação. A metade proximal
da ferida cirúrgica é fechada e um gesso axilopalmar é aplicado com o
cotovelo em flexão acentuada e o antebraço em supinação total.
Para se informar sobre os cuidados pós-operatórios, consulte as diretrizes
do texto sobre os princípios de transferência de tendões.
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